| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | 31 |

Ontem houve um minuto de silencio no Beira Rio em homenagem ao Sr. Nilton Coelho da Costa.
Mais conhecido por Bodinho.
Bodinho foi o herói de dois mundos.
Surgiu em Recife defendendo o Íbis. O pior time do mundo.
Antes mesmo de Carlito, atacante do Íbis e artilheiro do Pernambucano de 1948.
Antes mesmo de Carlito suas cabeçadas aterrorizavam os goleiros adversários.
E ele foi herói pela primeira vez.
Mas um dia ele foi cabecear pelo mundo.
Até que chegou em Porto Alegre.
Onde foi herói pela segunda vez.
Antes mesmo de Baltasar.
Antes de Leivinha.
Antes de Jardel.
Antes de Escurinho.
Nos céus de Porto Alegre já reinava Bodinho.
Bodinho dos 6x2 do Internacional na inauguração do Olímpico.
Bodinho que foi singularmente homenageado na década de 70 quando o jogador Dionísio do Flamengo recebeu o batismo de Bode Atômico pelas suas cabeçadas certeiras.
Ontem no Beira Rio, antes mesmo do jogo começar, algum saudosista com certeza dizia:
‘Gol hoje só de cabeça!’
Coisas do destino.
Na cabeçada do zagueiro Sorondo estava uma justa homenagem ao Sr. Nilton Coelho da Costa.
Pois esteja onde estiver, Bodinho, os que vão cabecear te saúdam!

criado por Roberto Vieira
09:38:02
Houve um tempo em que o mundo ocidental tinha um bicho papão.
O Exercito Vermelho. a Esquerda Armada!
Nas ruas era proibido falar em Trotski, Lênin, Stálin, Mao.
Che Guevara e Fidel nem pensar.
Eles comiam criancinhas.
No Brasil a esquerda armada era uma utopia.
Todos preferiam a esquerda festiva.
Com o tempo o bicho papão deixou de ser bicho papão. Virou um lobo aposentado.
Preferia falar do tempo em que atormentava a vida do Chapeuzinho Verde, de como levou ela na conversa até que ela se tornasse também um Chapeuzinho Vermelho.
Uma guerrilheira sandinista.
Que mandou a vovó às favas.
Pois é. O muro caiu e Che Guevara tornou-se um ícone. Um John Lennon nas camisas da juventude.
Quem era esquerda virou direita e vice-versa.
Porém, noventa anos depois da Revolução Russa, a subversão está de volta.
Não violenta.
Ainda vermelha.
Onze bolcheviques alvirrubros iniciaram a invasão dos campos de futebol.
Entre eles, quatro perigosos esquerdistas.
Primeiro foi Acosta, um enviado tupamaro para ensinar aos outros times que ‘Han que bailar a todos’.
Depois veio Geraldo. O Guerreiro. O organizador tático das milícias. O guerrilheiro de mil batalhas nas selvas de chuteiras do nosso futebol.
No gol, Eduardo.
Como os republicanos na Guerra Civil Espanhola o bravo arqueiro do Náutico repete aos seus companheiros de defesa: ‘No Pasarán! No Pasarán!’.
E eles não passam.
O gol é a sua Madrid. Os adversários, Franco.
Conta o Sport surgiu Júlio César. O tiro de misericórdia.
O soldado que fincou a bandeira vermelha no Reichstag.
Ao invés dos canhões, gols. Verdadeiras bombas de efeito moral.
Gás lacrimogêneo fazendo chorar os inimigos.
A Esquerda Armada chega ao poder nos campos de futebol.
Pelas ruas adversárias já é proibido mencionar seus nomes.
Bichos papões.
Acosta. Geraldo. Eduardo. Júlio César.
O Exército Vermelho está de volta.
Contra o Atlético foi a vez de Marcelinho, Felipe e Dejair!
Sempre de canhota.
Sem misericórdia...

criado por Roberto Vieira
21:19:16