O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007, 10

10.10.07

SEMANA NÁUTICO X CRUZEIRO: A PRIMEIRA VEZ

 

               

 

‘Faziam um fantasma do Cruzeiro.


O time que venceu Pelé. O time que venceu Pelé.


Quando eles entraram no Mineirão eu confesso que tremi.


Foguetes, palavrões e um hippie de camisa amarela puxando a fila.


Nós éramos apenas uns meninos nordestinos.


Uns moleques brincando de jogar bola com essa turma do sul.


Olhei o Dirceu Lopes. Menor que eu.


O Natal também.


E Tostão.


Tostão não metia medo em ninguém.


Mas foi só a bola rolar e eles vieram pra cima de nós. Tocando a bola.


De pé em pé.


Eles não estavam preocupados conosco. E isso era bom.


Com pouco tempo o Mineirão se calou.


Os mineiros ficaram em silêncio.


Que é o jeito mineiro de ganhar da gente. ’

O PÊNALTI

 

Em cima ou embaixo.


Por que não no meio?


Ele sabe que eu bato com força.


E se eu perder?


Um minuto de jogo, não vai fazer diferença.


Ou será que vai?


Vou bater no canto direito. Rasteiro.


Não. Maier me viu olhando pra aquele lado.


No esquerdo.


É no esquerdo em cima.


Mas pode pegar muito embaixo.


Aí eu mando fora do Estádio Olímpico.


Não quero nem saber. Vou encher o pé na cara dele! 

 

 
                                           Johan Neeskens, 1974

 

                                 

SEMANA CHE: O ROLEX

 

                        

 

O relógio no pulso de Che é um prodígio.

 
Não pela sua beleza.

 
Ou pelo seu mecanismo absurdamente preciso.


Mas pela diversidade ideológica de quem o usa.


Um foi roubado de Luciano Huck semana passada.


Outros dois foram apreendidos com Che Guevara antes de morrer.


Um era presente de Fidel Castro.


O outro uma relíquia do seu amigo Carlos Coelho.


Ou seja: Os comunistas também apreciam um bom Rolex!

HERÓIS ALVIRRUBROS: VALTER SERAFIM

 

                 

 

1968.


Final nos Aflitos.

 
O jogo do Hexa.


O atacante Zezinho do Esporte observa a sensacional defesa de Valter.


Enquanto o resto do time honrava o vermelho de luta.


O grande Valter segurava o placar em branco!

A REGRA NÚMERO 1

 

            

 


Quando Jorginho, o auxiliar-técnico da seleção de Dunga, reclama das condições do gramado do Maracanã para o jogo do Brasil contra o Equador ninguém fica surpreso.


O país pentacampeão do mundo nunca deu importância à regra número 1 do futebol.


A regra que trata dos campos de futebol.

 
Mas como não?


Então nós não possuímos pirâmides espalhadas nos quatro cantos de Pindorama?


Temos.


E os campos têm as dimensões exatas da FIFA.


Todos têm barra, rede e bandeirinhas de escanteio.


Todos têm círculo central e meia-lua.


Mas vá jogar bola neles!


Alguns se parecem com campos de baseball tal a quantidade de terra.


Outros lembram campos de golfe. Volta e meia um buraco.


Tem aqueles de grama alta e fofa como uma floresta tropical.


Além dos que tem somente o velho e tradicional capim.


Muitas vezes ficamos na dúvida se a habilidade dos nossos craques é genética ou fruto das adversidades do terreno.


Claro que nos últimos quarenta anos os nossos gramados evoluíram.


Eu não serei tão radical para afirmar o contrário.


Porém se fossemos justos, Friedenreich, Romário e Pelé não seriam os maiores goleadores do nosso futebol.


Tal honra caberia ao ilustre Morrinho Artilheiro.