O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007, 15

15.10.07

É CHATO SER PENTA? ENTÃO VAMOS SER HEXA!

 

                1967

 

1967. 10 de dezembro.

 

O Náutico é campeão. Pentacampeão.

 

Vencendo o Central por 4x1.

 

Dias depois se classificaria para as finais da Taça Brasil.

 

Na festa em Rosa e Silva, um torcedor afirma:

 

'É chato ser Penta!'

 

Mal sabia ele que a chatice ia ficar ainda maior!! 

 

 

TROPA DE ELITE?

 

           

 

Não tem essa de respeitar adversário.

O Brasil vai enfrentar o Equador que perdeu em casa da ... Venezuela.

Então vai respeitar o que?

Se o Brasil quer dar prova de respeito, meta logo uns 7 ou 8.

Não me entra na cabeça.

Imaginem Mike Tyson nos bons tempos entrando no ringue pra estudar o inimigo!

Estudar se estuda na escola.

O Brasil tem que entrar em campo e vencer de goleada.

Os jornais e os nossos olhos afirmam que Ronaldinho, Robinho e Kaká são os melhores do mundo.

 

Nossa Tropa de Elite.

Qualquer seleção gostaria de ter pelo menos um em campo.

Quanto mais os três!

E nós temos.

E aí vem um treinador, é incrível como tem treinador nesse país, vem um treinador e puxa o freio de mão.

Imaginem uma Ferrari com freio de mão puxado!

Então é urgente repetir em alto e bom tom:

O Brasil tem de golear o Equador.

Massacrar.

Por uma questão de respeito ao adversário.

Respeito a gente prova dando o máximo em campo. Ou na vida.

Não tem essa de respeitar adversários.

Eles é que têm de ter tanto medo que prefiram ficar em casa.

E perder por WO.

O EQUADOR E A BELA ADORMECIDA

 

            OURO NO PAN 2007

 

O Maracanã traz boas lembranças aos equatorianos.

 

No Maracanã eles ganharam seu único título internacional de futebol.

 

No Panamericano do Rio este ano.

 

Empataram com a Costa Rica e venceram Honduras e Brasil na primeira fase.

 

Aliás, desclassificaram o Brasil: 4x2. Com vaga pra 8.

 

Depois venceram a Bolívia na semifinal: 1x0.

 

Na final foi a vez da Jamaica: 2x1.

 

Mas isso não tira o sono de ninguém na seleção de Dunga.

 

Mesmo sabendo que a seleção contra a Colômbia deu uma de Bela Adormecida.

 

 

 

 

O PREÇO DA IGNORÂNCIA

 

O texto abaixo é uma homenagem ao dia dos professores

 

              

                   MOTIM NA ANTIGA CASA DE DETENÇÃO , 1967

 

 

A atual Casa da Cultura em Recife foi planejada como Casa de Detenção em 1849 para comportar 200 detentos.

 

Em 1972, 711 homens se acumulavam em suas celas.

 

Destes, 483 eram analfabetos e 175 apenas sabiam assinar o nome.

 

Os 11 detentos universitários eram presos políticos.

 

Em resumo: 92% da população carcerária era de analfabetos.

 

Trinta anos. 2002.

 

Pesquisa do Movimento de Combate ao Analfabetismo.

 

Dos 3000 detentos do presídio Aníbal Bruno. 2800 eram analfabetos.

 

93,3% da população carcerária.

 

O alfabeto foi criado há 4000 anos no antigo Egito.

 

Hoje, um milhão e quinhentos mil pernambucanos não podem ler este Blog.

 

Pernambuco registra uma taxa superior a 50 homicídios por cem mil habitantes.

 

Escolas públicas estão caindo aos pedaços.

 

Professores são mal remunerados.

 

O governo alega falta de verbas.

 

Mas há muito tempo o educador americano Derek Boc já advertia:

 

‘Se o senhor acredita que a educação é cara, tente a ignorância... ’

O PRIMEIRO BRASIL X EQUADOR

 

                   SYLVIO PIRILLO

 

1942. Montevidéu.



Campeonato Sul Americano.



Juiz Bartolomé Macias da Argentina.



O Brasil alinha Caju; Norival e Begliomini; Afonsinho, Jayme e Argemiro; Cláudio, Zizinho, Pirillo, Tim e Pipi.



O técnico era o velho Adhemar Pimenta.



O Equador forma com Medina; Zurita e Hungría; Torres, Zambrano e Sempértegui; Alvarez, Jiménez, Alcívar, Abril e Mendoza. Técnico Juan Parodi.



Aquele era apenas o décimo-sétimo jogo dos equatorianos na história. 



Sua estréia como selecionado se dera quatro anos antes nos Jogos Bolivarianos.

 

 

Lembrei de Hugo Chávez.



Uma acachapante derrota ante os peruanos por 9x1.



Nesta partida disputada em 31 de janeiro de 1942 não seria diferente.



Com gols de Pirillo (3), Tim e Zizinho, o Brasil vencia por 5x1.



Enrique Alvarez anotava o tento solitário do Equador.



No comando do ataque brasileiro o gaucho Sylvio Pirillo.



Pirillo foi jogador do Peñarol anos antes.



Conhecia os becos e atalhos do Centenário de Montevidéu.

 

 

O Brasil não precisava de Zizinho e Tim.

 

 

Contra o Equador, bastava Pirillo.