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Futebol e História.

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Arquivo de: Outubro 2007, 21

21.10.07

TRAGIKÓS AFLITOS

 

 

                     

                              DANIEL PAULISTA



Futebol é catarse, diria Aristóteles se torcesse pelo Náutico ou pelo Corinthians.



Porque se o anfiteatro brasileiro é o estádio de futebol, não há lugar mais trágico que o Estádio dos Aflitos.



A começar pelo nome.



O 0x0 permaneceu por 89 minutos. Simétrico.



Trágico para todos os personagens.



Então, o juiz marcou um pênalti. Um pênalti que em qualquer outro lugar do mundo seria motivo de festa.



Mas a torcida não gritou. Ficou em silêncio.



Porque o torcedor do Náutico não acredita em pênaltis.



Metade da torcida foi pra casa. Triste.



A outra metade ajoelhou-se. Cética.



Um pênalti que em qualquer outro lugar do mundo seria motivo de festa.

 

 

Nos Aflitos é uma tragédia grega.



No gol corintiano, Filipe. Filipe, o grande responsável pelo 0x0. Frio.



Filipe, amigo de Aristóteles desde os tempos da Macedônia.



Pelo gramado os jogadores do Náutico rezam. Aflitos.



Silêncio. Pode se ouvir o vento.



Geraldo pega a bola e ajeita na marca de cal. Aristóteles sorri.



Porque ele e Geraldo são lógicos.



'A esperança é o sonho do craque acordado!'



Não existe tragédia para o craque. Existe o sonho.



Goleiro de um lado, bola do outro.



O coro de 20 mil torcedores grita no gol de pênalti. Um grito sufocado desde 2005.



Aristóteles sorri novamente. Grego.



Porque semana que vem: Grêmio.


GERALDO, O CRAQUE

 

                          

                                           GERALDO

 

Geraldo.



O Náutico trouxe de volta ao futebol, Geraldo.



O futebol não vive sem o craque.



Não importa o suor, o sangue derramado pelos coadjunvantes.



Mas ninguém vai ao teatro assistir coadjuvantes.



As pessoas sonham com Paulo Autran e Fernanda Montenegro.



Sim, eu sei. Não existe craque sem o suor e sangue dos outros.



Mas não se vence sem o craque.



Porque é ele que pega a bola no colo e bota na marca de pênalti aos 45' do segundo tempo.



Nessa hora ele está só em seu monólogo.



Ante o silêncio da platéia.



Na marca do pênalti só existe o craque.



E o gol...

TODO GRANDE TIME: FABIANO

 

             

 

Todo grande time começa com um grande goleiro.



Eduardo operado. Fabiano assumiu sua vaga. Heróico.



Contra o Corinthians ele só não fez chover. O calor não permitia.



Mas ele pode ser definido hoje em uma palavra: Perfeito!



Lá em cima, Manuelzinho aplaudiu.



PS: E pensar que ainda temos Rodolpho!

1989, NIVALDO 1 X 0 CORINTHIANS

 

                   

                                        NIVALDO E AUGUSTO

 

Nivaldo. The Flash.



O homem do gol mais rápido da história dos Brasileiros.



Em 1989, Nivaldo foi demais para os corintianos.



Na foto ele invade a área. Com Augusto.



Um pesadelo para os adversários.



Nivaldo.



Muitas vezes a visão não conseguia acompanhar seus passos.



Nivaldo. 1989.



Nivaldo 1 x 0 Corinthians.

1989, NÁUTICO 1 X 0 CORINTHIANS: MAURI

 

                           

                                                MAURI DEFENDE

 

Em 1989 o gol do Náutico tinha um paredão.



Mauri.



Mauri que depois foi ensinar tudo que sabia aos outros goleiros.

 

 

Professor Mauri.



Na foto, Mauri fecha o gol.



Era noite Timbu nos Aflitos.

 

Noite do professor...