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Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007, 23

23.10.07

HOJE É O DIA: PELÉ E BITA

 

                 

                               BITA E PELÉ

 

1966.

 

O Rei e o súdito.

 

Náutico e Santos disputam três partidas eletrizantes.

 

15 gols em três jogos.

 

O Santos vence em Recife: 2x0.

 

O Náutico revida no Pacembu: 5x3.

 

O Santos liquida a fatura: 4x1.

 

Um gol do Rei.

 

Sete gols de Toninho Guerreiro.

 

E cinco gols de Bita. O Homem do Rifle.

 

Na Copa de 66 o Brasil foi desclassificado na primeira fase.

 

Talvez por fatalidade.

 

Mas não convocar Bita e Toninho foi um absurdo.

 

Eles cansaram de fazer gols naquele ano.

 

Na foto o Rei e o súdito:

 

Pelé e Bita!

HOJE É O DIA: PELÉ E TOSTÃO

 

                    

 

O destino foi mágico.

 

Mas depois foi cruel, como todo destino.

 

Porque destino não é eterno.

 

É apenas, destino.

 

Em 1969 e 70 Pelé e Tostão formaram a mais diabólica dupla da história.

 

Como Holmes e Watson.

 

Lennon e McCartney.

 

Como café com leite.

 

Não precisavam trocar palavras.

 

Não precisavam trocar idéias.

 

Não precisavam de nada, senão do olhar.

 

E foram gols e mais gols.

 

Quis o destino, como sempre, que Pelé e Tostão fosse um sonho.

 

Rápido e veloz. Como rápidos e velozes eles eram.

 

Como eu disse antes.

 

Eles não precisavam falar.

 

Talvez porque, os mineiros sempre trabalham em silêncio...

HOJE É O DIA: PELÉ

 

                

                 

                  

 

A bola sempre procurou Pelé.

 

Ela era bola e era sombra.

 

Como se fossem um só.

 

Amante e Senhor.

 

Na despedida no Maracanã contra a Iuguslávia, a bola ficou sombra.

 

Ficou sempre.

 

Ficou triste.

 

Como os 138.575 pagantes...

HOJE É O DIA: PELÉ

 

             

 

O último gol pela seleção.

 

A última pirâmide verde amarela.

 

Brasil 1 x 0 Áustria.

 

11 de julho de 1971. Morumbi.

O NASCIMENTO DE EDSON ARANTES

 

                                     

          PELÉ É EXPULSO CONTRA A SELEÇÃO PERNAMBUCANA,1959

 

 

23 de outubro. Os jornais se derramarão em versos ao gênio de Pelé.

E esquecerão o menino Edson.

Porque 23 de outubro não é o nascimento de Pelé.

23 de outubro é o dia de nascimento do menino Edson. Filho de João e Maria.

O Edson engraxate, como tantos outros Edsons deste país.

O Edson correndo atrás de uma bola pelos campinhos de pelada desse país.

O Edson que teve a sorte de ter um pai e uma mãe amorosos, ao contrário de tantos Edsons deste país.

Quando Edson nasceu, no distante ano de 1940, o Brasil engatinhava no futebol.

Jogamos sete partidas naquele ano. Ganhamos uma.

O Brasil vivia no escuro. Tinha medo de Bicho-Papão, que se chamava Argentina.

Tinha medo de Papa-Figo, que se chamava Uruguai.

Já o Edson não tinha medo de nada. Pois como JK, outro mineiro ilustre, Deus o poupou do sentimento do medo.

Aos 12 anos Edson deslumbrava os sábios do Templo, mas Dona Maria Celeste tinha medo.

O futebol era traiçoeiro.

Dos milhares de Edsons que amaram uma bola nesse país, a grande maioria era analfabeta e morria antes de chegar na idade adulta.

Morria de febre, vômito, diarréia e ignorância.

E morria gritando 'Gol'.

Mas Deus é brasileiro. E nosso Edson vive até hoje. Porém só o chamam de Pelé.

Pelé, como todo gênio que se preza, nasceu mil vezes.

A primeira vez no dia 7 de setembro de 1956 quando estreou no Santos.

A outra em 7 de julho de 1957 quando estreou na Seleção Brasileira.

Mas 23 de outubro não é dia de falar de Pelé.

Porque no dia 23 de outubro nasceu o Edson.

E temos de cuidar dos muitos Edsons que sonham em ser reis.

Porém, que na maioria das vezes, acordam abandonados em seu próprio sonho.

Gritando 'Gol'.