O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007, 04

04.11.07

MARINHO CHAGAS, O FENÔMENO

 

                

                       BRASIL 2 X 1 ARGENTINA, COPA DE 1974

 

 

Muitos talvez discordem.

 

Outros foram mais importantes.

 

Alguns eternos.

 

Porém Marinho Chagas foi o maior fenômeno que vestiu a camisa alvirrubra.

 

Em 1972 ele estava comandando o Náutico no Torneio Eraldo Gueiros.

 

Em 1973 ele estava no Botafogo que disputava a Libertadores.

 

Em 1974 foi votado o melhor lateral-esquerdo da Copa de 74.

 

Único brasileiro que se salvou do caos geral.

A GEOGRAFIA DO FUTEBOL

 

                 

               


Anos atrás, o médico e político Josué de Castro escreveu a 'Geografia da Fome'. Pagou caro por tal ousadia.

 

Porém, outra geografia poderia ser escrita em nosso país.

 

A Geografia do Futebol.

O futebol é um sujeito esquisito. Mesmo sem nunca ter frequentado sala de aula, ele mudou a geografia do mundo.

Pois o que seria do Uruguai sem o futebol?

Talvez um ponto no mapa.

Porque Obdulio Varela foi mais importante para a história do Uruguai que o General Artigas.

O futebol que tem o estranho poder de reescrever a geografia e a história de um povo. Por mais exótico que tal pensamento possa parecer.

Porque a Itália seria a Itália sem o futebol. Teria macarronada da Mama no domingo depois da missa.

Talvez não fosse tão alegre nos domingos. Mas seria a Itália que nós conhecemos.

A Inglaterra teria o chá das cinco e a Rainha.

A França teria o Chanel nº 5

Mas o que seria do Brasil sem o futebol?

Seria uma terra repleta de índios canibais, infestada de cobras venenosas e florestas tropicais aos olhos do mundo.

Mas existe o futebol.

Anos atrás, o mundo dito civilizado conhecia três coisas sobre o Brasil:

Café, Samba e Pelé.

Sem Pelé, ficaríamos restritos ao café e ao samba. Ou aos tais índios canibais.

Um país de dimensões continentais resumido em três palavras. Até que chegou o 'Gol'.

Mas não foi somente aqui em Pindorama que tal fenômeno ocorreu. Ele também ocorreu na pátria de Goethe.

Porque houve um momento que ninguém lembrava que Goethe era alemão. Porque ninguém queria saber daquele monte de escombros que era a Alemanha.

Até que chegou Fritz Walter.

Porque Fritz Walter foi muito mais importante para a história da Alemanha que o jovem Werther.

Porque você sempre pode se orgulhar do futebol de Fritz Walter.

Da garra de Varela.

Dos gols de Pelé.

Sem remorsos ou suicídios.

Porque o futebol é um sujeito esquisito. Mesmo sem nunca ter frequentado sala de aula, ele mudou a geografia do mundo.

Sem ele, Uruguai, Brasil e Alemanha seriam um pontinho no mapa.

Esquecidos de tudo, e de todos.


A FOTOMONTAGEM DO ANO

 

                             

 

 

Simplesmente espetacular a fotomontagem de Alex Freitas no Estado de S. Paulo deste domingo.

 

Misturando imagens da seleção de 70 e a da caravana brasileira em Zurique e sob o título  'A República da Copa', a foto demonstra uma antiga verdade:

 

Uma imagem vale mais que mil palavras! 

VERGONHA: CBN 2 X 1 NÁUTICO

 

 

 

Estava em João Pessoa. Como não consegui nenhum lugar para assistir o jogo pela televisão, sintonizei o rádio. Na transmissão em AM da CBN.

Poucas vezes ouvi uma transmissão mais preconceituosa. Absurda.

Antes do jogo o resultado já estava definido. Segundo os narradores, o Náutico era um time desqualificado.

Ironizaram as correntes de oração dos jogadores do Náutico seguidamente.

Falaram mal do uniforme do Náutico.

E quando o Náutico começou a jogar mal no primeiro tempo a situação ficou pior ainda.

Parecia que a transmissão era feita para o Rio de Janeiro apenas. Dane-se o resto do Brasil!

No intervalo previa-se uma goleada.

Quando os jogadores do Náutico fizeram uma nova corrente depois do intervalo veio a frase:

'Se com tanta corrente eles tão apanhando, imaginem se não fizessem corrente!'

Durante todo o segundo tempo, quando o Náutico atacava, os locutores falavam do tempo chuvoso, do jogo do Flamengo hoje, de uma falta que Zico cobrou em 1984...

Aliás o locutor só falava o nome de dois jogadores do Náutico: Radamés e Geraldo. Parecia que o jogo só tinha Radamés e Geraldo.

Pensei que o Náutico estava jogando com apenas dois jogadores.

O pênalti do Náutico não foi pênalti.

E pra rematar, o gol de Acosta foi o de número 18, ainda atrás de Josiel.

Gostaria de propor a CBN, emissora que acompanho diariamente, algumas idéias.

Idéias pra que não mate de raiva os torcedores de todo país que não torcem pelos clubes do Rio.

1. Troquem seus locutores cariocas.

2. Se não trocarem, não transmitam jogos do Náutico.

3.Decidam se vocês são uma emissora nacional ou caseira.

Aos jogadores do Náutico, um lembrete:

Quando vocês atuam sem vontade como no primeiro tempo, não é apenas o Náutico que é depreciado. Os locutores de fora abrem a caixa de ferramentas em cima de vocês.

Não pensem que apenas Pernambuco passa vergonha.

A vergonha é de todos nós!

A CIDADE QUE O FUTEBOL ESQUECEU

 

                 

 

Ontem tentei assistir o jogo do Náutico em algum lugar de João Pessoa.

Mas João Pessoa esqueceu o futebol.

Ou será que foi o futebol que esqueceu João Pessoa?

Encontrei apenas uma pizzaria ligada no canal fechado. Transmitia o jogo do Atlético-PR.

Pra ninguém. Porque ninguém assistia.

O Estádio José Américo de Almeida, o Almeidão, está às moscas.

Na saída da cidade fotografei o estádio de uma cidade que esqueceu o futebol.

Ou será que foi o futebol brasileiro que esqueceu esta cidade?