O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007, 11

11.11.07

ARITMÉTICA TIMBU

 

                   

             BANDEIRA VERMELHA SOBRE O REICHSTAG

 

A matemática é a seguinte. Noves fora Hexa.

 

Vamos vencer o Figueirense e o Flamengo.

 

 

O DOMINGO DE RAMOS DE FELIPE

 

            

 

Uma velha máxima do futebol afirma que todo grande time começa com um grande goleiro. Uma mentira deslavada.

Podem procurar o nome do goleiro da Ajax e da Holanda nos anos 70.

Pegavam o primeiro que aparecia e colocavam no gol.

Mas naqueles times não era necessário um grande goleiro. O goleiro sempre saía de uniforme limpo. A bola não chegava ao gol.

E quando chegava era gol. Como na final da Copa de 1974.

O Corinthians de hoje desafia a lógica. Porque o Corinthians de hoje é um grande goleiro procurando um time. Não precisa ser grande.

Pois Felipe olha dos lados e procura um Zé Maria, um Vladimir. Nada.

Quem sabe na zaga alguém contrate um Gamarra. Nem pensar.

Serve um Sócrates no meio de campo. Aliás, serve até um acadêmico de medicina, não precisa ter diploma.

Esqueça!

Palhinha, Baltasar, Cláudio?

Tá doido!

As bolas cruzam a grande área e os pênaltis são defendidos. O camisa 1 do Timão prossegue multiplicando os pães, ressuscitando os mortos, devolvendo a luz aos cegos.

Em pleno Domingo de Ramos.

O Corinthians de hoje vive o paradoxo de um grande goleiro procurando um time. Não precisa ser grande.

Só precisa ser time.

Para que tudo não termine num Domingo da Paixão corintiana.

O CAMPEÃO DA POLACA: TRAMWAYS

 

            

                TRAMWAYS, 7 DE NOVEMBRO DE 1937

Em Pernambuco, o Tramways se sagra bicampeão pernambucano por antecipação três dias antes da Polaca.

 

Vence o Esporte por 5x2 no Estádio da Jaqueira.

 

Invicto. 29 pontos ganhos em 30 possíveis.

A POLACA E O EXPRESSO DA VITÓRIA

 

                

                               VASCO DERROTA PEÑAROL

 

Há 70 anos o Brasil foi apresentado à Polaca. Não aquelas polacas que habitavam o mangue do Rio de Janeiro.

Mas uma outra polaca. Uma polaca sem muito amor pra dar.

Com a polaca na política e Leônidas em campo, o Brasil perdia da Argentina mas ganhava o terceiro lugar na Copa do Mundo de 1938.

Copa em que o Brasil se saiu muito bem, pois a Europa daqueles tempos era como o Brasil. Cheia de polacas.

Nos anos da polaca o futebol carioca foi compartilhado pela dupla Fla-Flu. Quatro títulos para cada um.

O Fluminense era a base da seleção. O Flamengo, o time de Domingos da Guia e Zizinho.

Em São Paulo só dava o Trio de Ferro. A solução foi importar o Diamante Negro. E a moeda caiu em pé.

Não se podia hastear a bandeira do estado. Não se podia cantar o hino do estado. O futebol e o rádio tornaram-se política de estado.

Até que um dia a polaca foi embora.

E no final de 1945 o Brasil venceu por duas vezes a Argentina.

E o Brasil conheceu um expresso. O Expresso da Vitória.

70 ANOS DE UM DITADOR: MORRE O 10 DE NOVEMBRO

 

                

 

A Assembléia Constituinte de 1947 reabre a Casa do Povo.

 

10 anos depois da Polaca. 10 anos depois do 10 de novembro de 1937.

 

Embora a Casa do Povo não goste muito do povo, como hoje observamos.

 

É muito melhor poder falar o que a gente quer.

 

A liberdade não tem preço.

 

Embora muitas vezes, a liberdade seja um território de desigualdade, miséria e fome.