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Palermo, centroavante do Boca, certa vez perdeu três pênaltis em um jogo da Argentina contra a Colômbia.
Paulo Baier chegou perto.
Perdeu um contra o Corinthians.
E dois, ontem contra o Internacional.
Escapou de ser crucificado no Serra Dourada.

criado por Roberto Vieira
20:38:12
ACOSTA NA ESPN, BOLA DE PRATA
Acosta recebe a Bola de Prata como atacante.
O prêmio da Revista Placar completa 36 anos.
E o Náutico tem o seu segundo ganhador na história.
Na primeira vez quem levou foi o glorioso Bizu.
Agora ganhou Acosta, o homem dos 19 gols.
Acosta, o craque do campeonato.

criado por Roberto Vieira
14:29:15

PARAGUAIO MARCA, 1974: HEXA É LUXO
Trinta e oito jogos. Setenta anos. Desde 1937 quando o Náutico venceu o São Paulo.
Durante os últimos meses eu percorri jornais antigos, recantos da memória e livros.
A idéia de recontar, a cada nova rodada do Brasileirão, um antigo jogo do Clube Náutico, nasceu por acaso.
Enquanto visitava o Arquivo Público e conhecia o genial Celso Cordeiro.
Ali colhi informações sobre um conto. Conto sobre a derrota do Náutico para o América no Campeonato de 1944.
Um conto chamado 'Dezessete'.
Depois veio o primeiro texto. Sobre o primeiro Náutico e Corinthians.
Uma luta para ser publicado. Honra que me foi concedida pela Nauticonet.
Por sorte o Náutico venceu o Corinthians pela Copa do Brasil. E logo eu escrevi outro texto, sobre Náutico x Figueirense em 1975.
E segui escrevendo. Como arranjei tempo, não sei.
Escrevi de madrugada. Na hora do almoço. Na estrada. Brincando com meus filhos.
Fui da alegria extrema, quando da vitória sobre o São Paulo. Ao sofrimento cruel, a derrota de 4x1 para o Cruzeiro.
Não joguei. Mas enfrentei todos os fantasmas que um torcedor pode enfrentar.
Escrevia sobre Bita, Ivanildo e Ivson. E colhia derrotas seguidas.
Como no antigo livro de Orígenes Lessa: O Feijão e o Sonho.
Então vieram as vitórias. Tantas.
Pela primeira vez a realidade se tornava mais rica que o passado.
Porque este ano o Náutico escreveu páginas históricas. Páginas tão belas quanto as páginas da memória.
Hoje, quando o Náutico venceu o Flamengo. E reflitam comigo, em sessenta anos foi a terceira vitória do Náutico sobre o Flamengo.
Hoje, eu coloquei um ponto final em um livro.
Um livro chamado ' O Vermelho e o Branco'.
Livro ao qual me propus escrever desde o instante em que foi publicado meu primeiro texto na internet.
Um livro construído com gols e com tristeza. Com derrotas sofridas.
E com vitórias inesquecíveis.
Um livro que me levou a conhecer dois ídolos de juventude: Celso Cordeiro e Lucídio Oliveira.
Como alvirrubro, não posso querer mais do futebol. O Náutico está no seu lugar de direito.
Não sei quando será lançado tal livro.
Apesar de pronto, livros no Brasil são um ponto de interrogação.
Mas será lançado. Pois é um livro muito antigo.
Um livro de trinta e oito jogos.
E setenta anos.

criado por Roberto Vieira
21:54:21