O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Dezembro 2007, 06

06.12.07

CIAO, SIDNY!

              SIDNY 1 X 0 FLAMENGO 

 

Valeu, Sidny! Obrigado.

 

Foi bom enquanto durou.

 

Fazia tempo que um lateral direito não levantava a torcida. Fazia gols.

 

O último foi o grande Rafael em 2001.

 

Trocar o Náutico pelo Livorno na Itália é legal.

 

A Toscana é bela.

 

Você vai jogar na Série A.

 

Não terá os Aflitos.

 

Mas o San Siro vale a pena uma visita. Um gol de falta.

 

Um abraço no Kaká.

 

Cuidado com as massas.

 

Cuidado com as bellas ragazzas!

 

Espero que com você o Livorno consiga mais que o vice-campeonato italiano de 1942.

 

Mas acho difícil.

 

Uma andorinha só não faz verão.

 

Mesmo assim, vai uma dica.

 

O 'Come e Dorme' de lá se canta assim:

 

'Per l'unione sportiva livorno!!!!
Baldi e fieri venite o compagni,
l'inno sacro al trionfo s’intoni,
salga l'urlo dei nostri polmoni:
hip hurrà, hip hurrà, hip hurrà!

Campi e prati baciati dal sole,
Il bel mare increspato dai venti,
ecco i luoghi dei nostri cimenti,
i teatri del nostro valor. '

 

                               Arrivederci!

O CORINTHIANS DE MANO MENEZES

 

             

 

O Corinthians de Mano Menezes é um factóide.

 

Um clube que deve 97 milhões de reais.

 

Um treinador recebendo 350 mil de salários.

 

Uma série B supervalorizada.

 

Mídia e champagne.

 

O Mano Menezes já obteve seus 15 minutos de fama.

 

Agora, caso não classifique o Timão.

 

Aproveite e deite na cama.

SELEÇÃO OLÍMPICA DO BRASIL?

 

                    

 

Dunga convocou a seleção olímpica do Brasil.

 

Com 20 jogadores do sul e sudeste.

 

1 de Mato Grosso.

 

E um solitário potiguar, o jogador Apodi.

 

Isso é sintomático.

 

Nós estamos fazendo tudo errado.

 

Nem exportadores conseguimos ser.

 

Olho nas divisões de base.

 

Olho nelas.

 

O Náutico queimou toda uma geração na pressa de lança-los muito cedo.

 

Torcedor na derrota não pensa.

 

Só vaia.

 

Mas é na garotada que mora nosso futuro.

 

Sem cuidar dela ficamos assim.

 

Aplaudindo os outros.

 

Reclamando não sei de quê.

 

Perdendo jogo em cima de jogo nas Copas São Paulo da vida...

 

LÍNGUA DE TRAPO

 


              

Por Daniel Cruz

É inacreditável que neste início de século o sentimento de uma aristocracia falida, adormecida, venha a se insurgir com o jeito despojado de Acosta do Náutico. O craque do Brasileirão foi receber seu prêmio com a alma vestida de glamour, por ter desfilado pelos campos brasileiros encantando o mundo da bola.

De toque irretocável, Acosta - desnudo de Armani, Hugo Boss e etc e tal - emocionou a quase todos, há pouco tempo, ao relatar a vida sofrida de um pai que sustentou a sua família como feirante. Desprovida de ambição, a indumentária de Acosta revela o homem simples – aquele que sabe o valor do dinheiro para se alimentar – ao invés de optar pelo mundo virtual do futebol que suga todos os escrúpulos de um ser humano. O Sábio Acosta confirmou: “Jogador que não passar fome, não é jogador”. Por isso, o craque não pergunta “Com que roupa eu vou para o samba que você me convidou?” e, de quebra tem a benção de Noel Rosa. Valeu artilheiro “feirante”, estiloso Acosta.

NÁUTICO, A FÁBRICA DE ÍDOLOS

 

                  

 

Nenhum time em Pernambuco produz tantos ídolos.

 

São muitos.

 

Tantos que lembrar é sempre uma injustiça com alguém.

 

Mas temos que lembrar alguns.

 

Nos anos 50 era Ivson.

 

Nos anos 60 foi Bita.

 

Nos anos 70, Jorge Mendonça.

 

Nos 80, Baiano.

 

Chegaram os 90 com Bizu.

 

Depois Kuki.

 

Agora Acosta.

 

Vejam bem. Não estou falando de qualquer jogador.

 

Desses que se esquece em qualquer esquina.

 

Jogadores que a gente quer lembrar o nome e não consegue.

 

Estou falando de ídolos.

 

Aqueles que a gente carrega a fugurinha por toda a vida.

 

E vive se lamentando nas arquibancadas:

 

'Ah, se fosse o Ivson!'

 

São jogadores que brincam na nossa memória.

 

Fazem gols em nossos sonhos.

 

Por quê o Náutico é essa fábrica de sonhos?

 

Por quê o Náutico insiste em contrariar o túnel do tempo?

 

Insiste em fazer morada no coração da gente?