| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |
Hoje pelo Sport TV tem decisão.
O Náutico com 4 pontos enfrenta o Flamengo que tem 6.
Se o Náutico vencer estará classificado para a próxima fase do Campeonato Brasileiro Sub 20.
O torneio está sendo disputado no Rio Grande do Sul.
O grupo do Timbu é o grupo 1.
Que já tem o Internacional classificado.

criado por Roberto Vieira
14:52:32
GUERRA
Primeiro foi Daniel Paulista.
Depois Roberto Fernandes.
Agora chega a vez de Felipe.
Capitalismos à parte, eu pergunto:
O que nos separa da guerra contra o Sport?
E eu mesmo respondo:
‘Nada!’
Todos se proclamam profissionais.
E que profissão é essa que desconhece princípios? Ética?
O nome de tudo o que está acontecendo em Pernambuco não é profissionalismo.
Tem outro nome que não convém aqui escrever.
Dizem que o Sport tem dinheiro.
E daí?
Até a Cosa Nostra respeita o território do rival.
Mas se o nome do jogo é dinheiro, tudo bem.
Ganha quem tem o maior saldo bancário.
Por enquanto.
Porém se faz necessário que nossos dirigentes rompam relações com a Ilha do Retiro.
O momento atual é de GUERRA!
Eu repito: GUERRA!
Pernambuco está dividido.
Quem é a favor do Sport não precisa pisar nos Aflitos.
E alvirrubro não pisa na Ilha do Retiro.
Para os que defendem tais práticas leoninas no dia-a-dia, um recado:
Cuidado!
As pessoas por vezes se julgam espertas. Acham que a vida é um vale tudo.
Mas a vida é feita de esquinas.
Caráter não se encontra fácil no mercado.
Ainda é artigo de luxo.
Quem tem não quer vender.

criado por Roberto Vieira
14:25:38
O texto abaixo se refere aos torcedores mortos na Fonte Nova. E ao valor de cada vida proposto pelo STJD.
POR ROBERTO VIEIRA
O Emir mandou convocar o carrasco. Imediatamente. Muitos documentos esperavam a sua apreciação, mas um fato como aquele ultrapassava a sua compreensão. E fatos como aquele eram perigosos. As pessoas deviam saber que a justiça existia para ser cumprida.
Pouco depois entrou no Grande Salão a figura do carrasco. Era um homem simples, vestido com trajes modestos. Não trazia no rosto aquele semblante que normalmente se associa aos carrascos. Na verdade, se não fosse anunciado o seu ofício ninguém no Grande Salão ousaria adivinhar sua profissão.
O Emir não perdeu tempo. Foi logo indagando ao serviçal:
- Como ousas não cumprir com tuas obrigações?
- Meu nobre senhor, não é este o caso. Cumpri minhas obrigações durante vinte anos. Decepei cabeças conforme me foi ensinado. Aos milhares. Sempre fui fiel ao senhor. Qualquer um dos serviçais do palácio pode confirmar minhas palavras.
- Sei bem disso. Fosse outro e já estaria apodrecendo nas masmorras. Devido ao teu passado foste chamado à minha presença. Responde, pois. Como ousas não cumprir tuas obrigações?
- Já não posso meu nobre senhor.
- Por quê? Deve haver uma explicação!
- Decerto, senhor. Tudo começou com o valor da vida...
- Valor da vida? Que loucura é essa? E tem algum valor a vida de um ladrão?
O carrasco olhou bem nos olhos no Emir. Ainda estava vivo na sua presença. Era uma prova de quanto o estimava o Comandante. Mas não podia recuar.
- Ontem quando executava uma sentença, eu não pude deixar de pensar. O Emir sabe que na minha profissão é proibido pensar. Existe o certo e o errado. Existe a lei. A sentença do Emir deve ser cumprida. O Emir pensa por todos nós.
- Sim, e daí?
- Foi então que ousei pensar.
- E o que você pensou carrasco?
- Senhor, eu pensei com minha fiel adaga que algo estava errado nos meus atos. Eu não posso mais cumprir as tuas sentenças. Passei a noite refletindo sobre esses anos. E soube, desde aquele momento que estava me condenando. Mas o meu senhor deve saber. O que pode um homem contra uma verdade que se agasalha no seu coração? Nada pode. O homem só tem duas alternativas: Ou segue o seu coração, ou se torna um infiel.
- Qual foi o pensamento que transtornou teu coração?
- O nobre Emir é sábio. Diria que é justo na maioria das sentenças. Não se deixa levar pela emoção. Decide amparado na Lei. Mas existe uma lei que o Emir não pode cumprir, pois lhe falta poder sobre tal.
O Emir fechou os punhos. Gostava do carrasco. Era um homem bom. Mas estava indo longe demais.
- Em que me falta poder nessa terra, carrasco? Eu posso tudo!
- Não, senhor. Lamento lhe informar que o nobre senhor não pode tudo.
- E o que eu não posso, carrasco? O que eu não posso?
- Senhor! Estás vendo aquelas montanhas?
E o Emir olhou na distância as colinas do Vale da Morte. Onde eram enterradas as vítimas do carrasco.
- Pois bem meu nobre senhor. Se for verdade que tudo podes, dizei uma palavra e ressuscita um só daqueles que estão adormecidos no Vale da Morte. Um só. Se um só daqueles homens tornar à vida, também eu retornarei ao meu ofício.
Olhando na distância o Emir ficou em silêncio. Grande era o seu poder. Mas tal poder residia em prender, em matar.
O poder de criar a vida do nada não lhe era permitido.
Um dia ele também iria repousar no Vale da Morte. Ele e o carrasco. Lado a lado. Iguais.
Nunca mais houve sentenças de morte no Reino do Emir.
O carrasco foi convidado para ser um dos seus conselheiros.
E o valor da vida humana permanece desconhecido. Mesmo quando os tribunais insistem em estimar o inestimável.
O homem pode roubá-la.
Mas apenas Allah, misericordioso e justo, pode criá-la do Vale da Morte.

criado por Roberto Vieira
11:04:30
- Acho que foi um exagero.
- R$ 10 mil?
- É muito. Nosso futebol é deficitário.
Silêncio.
- Com R$ 10 mil dava pra contratar um zagueiro. Juntando tudo dava um atacante.
- Podia ser pior.
- E a gente te paga pra quê. Pra perder dinheiro?
- Mas chefe, foram sete mortes.
- Já morreram. Foi uma fatalidade. Mas não valiam 80 mil reais.
Na televisão um jornalista reclama do julgamento do STJD. Fala da vida humana no Brasil. Vida que vale tão pouco.
- Agora vão ficar repetindo essa lengalenga.
- Um dia cansam.
- Queria ver se fosse no bolso deles.
- Posso ir agora?
- Ainda não. Preciso de mais uma coisa.
- Pois não?
- Libere o anel inferior da Fonte Nova. Recorra da sentença.
- Mas chefe...
- Deixa de falsos pudores! Ali embaixo não dá pra morrer ninguém!
Mortos na Fonte Nova
Márcia Santos Cruz, 27 anos;
Jadson Celestino Araújo Silva, 25 anos;
Milena Vasquez Palmeira, 27 anos;
Djalma Lima Santos, 31 anos;
Anísio Marques Neto, 27 anos;
Nidia Andrade Santos, 24 anos;
Joselito Lima Jr, 26 anos.

criado por Roberto Vieira
10:13:22
POR JUCA KFOURI
O Superior Tribunal de Justiça Esportiva condenou o Bahia a pagar R$ 80 mil e a perder sete mandos de jogos pelas sete mortes acontecidas na tragédia da Fonte Nova.
Pouco mais de R$ 10 mil por morte e apenas um jogo para cada torcedor morto.
E isso no dia em que se anunciou a desfaçatez da direção do Bahia que pediu a liberação do anel inferior da Fonte Nova para seus jogos no ano que vem.
Para se ter uma idéia da desproporção das penas, na mesma noite no STJD, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que não está a três meses no cargo, foi suspenso por um mês pelo atraso de 20 minutos na partida contra o Grêmio, no estádio Olímpico, um dia e meio por minuto atrasado.
O Corinthians ainda foi condenado a pagar R$ 35 mil pelo atraso, quase a metade do que o Bahia pagará.
Não se discute aqui a correção da sentença que condenou o Corinthians, embora também pareça branda.
Mas é um absurdo sem tamanho que um atraso de 20 minutos seja equivalente, em dinheiro, a quase a metade de sete mortes.

criado por Roberto Vieira
09:48:06