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Hoje, o Náutico homenageia os atletas do futsal. Futsal eneacampeão pernambucano.
Campeão Brasileiro de 1976.
Uma conquista épica.
Vai ter muita emoção no CT da Guabiraba a partir das 8 horas.

CAMPEÕES BRASILEIROS DE 1976
POR ROBERTO VIEIRA
Enquanto o futebol de campo encerrava a campanha do HEXA, outra saga iniciava-se em Rosa e Silva. Em 1968 o Náutico sagrou-se campeão pernambucano de futsal. Logo depois venceu o Norte-Nordeste e por fim sagrou-se vice-campeão brasileiro do mesmo ano. A Academia dos Aflitos, como passou a ser conhecida, prosseguiu sua trajetória vencedora sendo campeão pernambucana em 69/70/71/72/73/74 e 75, além de conquistar o Norte-Nordeste em 70,72 e 76. Outras duas vezes voltou a sagrar-se vice-campeã brasileira em 1970 e 72. Mas o Timbu queria mais.
Em janeiro de 1976 com o título pernambucano de 1975 sub judice, o alvirrubro pernambucano rumou para conquistar o tão almejado título brasileiro.
A primeira fase do campeonato teve lugar em João Pessoa no Ginásio do Cabo Branco. A deficiência dos meios de comunicação da época impossibilitou os seus torcedores de acompanhar as batalhas decisivas mais de perto. Ainda hoje, poucos conhecem os detalhes desta conquista inesquecível.
O primeiro jogo teve lugar em 8 de janeiro contra o poderoso Vargas Filho do Ceará, estado que ostentava já um título brasileiro com o SUMOV. Para complicar o central Chico foi expulso. Apenas com três jogadores o Náutico reagiu ao primeiro gol cearense, empatando através de João de Deus. O fenomenal Fêo segurou o 1x1.
Na segunda partida uma goleada de 9x0 contra o Olímpico de Manaus com tentos de Helinho (2), Tochó (2), João de Deus, Mirinda, Martins, Paulo e Jorge.
Encerrando a fase de João Pessoa vencemos por 3x2 o Tuna Luso do Pará com gols de João de Deus (2) e Mirinda.
Naqueles tempos de amadorismo o Náutico fez uma cota para comprar as 15 passagens para Cuiabá, local das finais. O nome dos colaboradores encontra-se hoje no livro de ouro do futebol de salão. Na lista encontram-se nomes tão distintos como Rubens Moreira, Ivan Lima e Fernando Menezes, e inúmeros outros que não vou citar para não cometer injustiças. Além deles o Diário de Pernambuco e a Rádio Clube auxiliaram financeiramente. O Presidente de Honra da delegação foi Gustavo Krause.
Na capital mato-grossense a primeira partida foi contra o Corinthians, então campeão brasileiro. O time paulista fez 1x0 e o Náutico foi pra cima contra o quinteto do Parque São Jorge e contra toda a torcida local. João de Deus carimbou a trave três vezes. Faltando três minutos para terminar a peleja, Tochó recebe um passe de João de Deus e enfia o pé numa bomba: 1x1.
O Náutico então enfrenta o Mackenzie, campeão carioca cujo técnico era Rubinho técnico da seleção brasileira. João de Deus explode duas vezes as redes cariocas: 2x0.
O BANESPA, clube do poderoso banco paulista dos anos 70 e 80 marca dois gols de frente na terceira partida. Mas no segundo tempo numa reação fulminante Tochó e Paulo deixam tudo igual. Vale ressaltar que nesse ponto a torcida já era toda alvirrubra. Cuiabá passou a ser uma filial de Rosa e Silva.
Veio o forte Olímpico de Minas Gerais. João de Deus marcou 1x0. Fêo achou que não ia levar gol. Então fecharam o cadeado e terminou 1x0 mesmo.
O quinto jogo foi contra o Vargas Filho novamente. E novamente o resultado foi 1x1 gol de Paulo. A trave decidiu jogar com os cearenses nesse dia. Mas este placar era na verdade excepcional. Ele permitia aos timbus jogarem por um novo empate na final contra o BANESPA.
Nos primeiros dias de fevereiro de 1976 o mundo anunciava o fim da democracia argentina. Carter se tornaria o primeiro sulista presidente dos EUA desde a Guerra Civil Americana. O Náutico preparava a sua festa de 75 anos com a Orquestra Sinfônica do Recife nos salões do clube.
Em Cuiabá entravam em quadra 13 homens e um destino: A V Taça Brasil. Um sonho acalentado durante oito longos anos de suor e garra.
O técnico Ranulfo Guilherme queria a vitória. E os jogadores foram buscá-la, embora o empate já fosse suficiente. Com um gol de Tochó, o Náutico vence o BANESPA, sagrando-se Campeão Brasileiro de Futsal após três vice-campeonatos seguidos. Receberia a Taça da CBD e o Troféu Estado do Mato-Grosso. O Ginásio local reconheceu o banho de bola aplaudindo de pé os heróis alvirrubros.
No mesmo ano o Náutico se sagraria bicampeão invicto mirim de Pernambuco.
Os heróis:
Goleiros: Fêo, Xaxá e Alexandre
Alas: João de Deus, Alberto, Jorge e Paulo
Centrais: Martins, Chico e Aluisio
Pivôs: Helinho, Tochó e Mirinda
Técnico: Ranulfo Guilherme
Preparador Físico: Elói dos Santos
Diretor: Joaquim Pereira

criado por Roberto Vieira
10:17:11
Caro Presidente Maurício Cardoso,
Hoje é um dia de festa. Um dia de posse. Um dia de tapinhas nas costas.
Um dia de sentar na cadeira que pertenceu a João Victor da Cruz Alfarra em 1901.
A cadeira do grande Eládio de Barros Carvalho durante doze anos.
O Náutico andava desaparecido das páginas esportivas. Esquecido.
Até que ressurgiu no ano de 2001 durante a gestão de André Campos.
Ressurgiu forte. Vencedor.
Imune ao tempo.
Mas o tempo é cruel, caro Presidente. O tempo não tira férias.
A partir de hoje começa o futuro alvirrubro.
E amanhã já não será um dia de festa. Nem dia de posse. Nem dia de tapinhas nas costas.
Amanhã os problemas baterão em sua porta. Dia e noite. Inclementes.
Porque o Náutico deve ser respeitado do Oiapoque ao Chuí. Como foi nos anos 60.
O Náutico deverá lutar para participar novamente de uma competição internacional. Como na Libertadores de 68.
Aliás, o senhor terá a honra de dirigir o Náutico em um ano histórico.
O ano em que se completam 40 anos do Hexa.
Hexa que é a nossa glória maior. Hexa que é motivo de inveja dos adversários.
Hexa que manteve unida a família alvirrubra na caminhada pelo deserto dos anos 90.
É uma honra, senhor Presidente.
Os 40 anos devem ser homenageados.
Com um olhar no passado, aqueles antigos heróis devem ser trazidos de volta à mídia.
Seus depoimentos gravados. Preservados. Exibidos em um futuro Museu da História do Náutico.
Um museu aberto na sede para a visitação de alvirrubros e turistas.
Um museu onde a paixão Timbu seja convenientemente saudada.
Mas, os 40 anos do Hexa também significam um olhar para o futuro.
Para as divisões de base.
Os garotos são nosso futuro. O CT da Guabiraba, nossa exceção no futebol pernambucano.
O Campeonato Brasileiro Sub-20 foi um bom começo.
Sempre devemos lembrar que sem a juventude não existiria o Hexa.
Comprar é secundário. O primordial é formar.
Depois, continuar a reforma da sede e do estádio. Dar conforto aos sócios. Tornar os Aflitos um estádio de primeiro mundo.
Sonho?
Sem sonhos não existiria o Náutico.
Mas o Náutico não é apenas futebol.
E a natação, o basquete, o hóquei estão aí. Pedindo apoio.
Como se vê, são muitos os desafios.
Mas o que é o desafio para um alvirrubro? O desafio é nossa maneira de viver.
O tempo é de união. De profissionalismo nos gabinetes, nas decisões, na administração.
Para que o coração amador possa gritar 'CAMPEÃO' nas arquibancadas. Não uma, nem duas vezes.
Porém, muitas e muitas vezes. Infinitas, como nosso amor pelo clube.
Parabéns pela eleição.
E boa sorte, a gente também precisa de sorte nessa vida.
Que o Náutico siga dignificando os seus 106 anos de glórias.
Para que amanhã, o período de Maurício Cardoso na presidência seja lembrado com saudade.
Porque ser presidente é coisa passageira.
Mas ser alvirrubro é coisa pra toda a vida.

criado por Roberto Vieira
07:20:44

Leio em reportagem da Nauticonet que vem aí uma Arena do Timbu.
Boa idéia.
O nosso Morumbi.
Mas se a razão concorda e aplaude.
O coração tem razões que a própria razão desconhece.
E eu fico pensando nos Aflitos.
Em seu nome único.
Nas alegrias e tristezas que este amor nos trouxe.
E quase sinto vontade de dizer: Não!
A partir de hoje começo a publicar fotos do arquivo do médico e escritor alvirrubro Lucídio Oliveira. Um arquivo que deveria ser parte integrante do Museu do Náutico.

criado por Roberto Vieira
06:26:18
Em 2007 o Náutico fez juz ao seu antigo placar.
O 'Balança mas não cai'.
Nome de um antigo humorístico do rádio e da televisão.
Que tinha seu nome retirado de um antigo prédio no Rio de Janeiro.
Prédio de mil e uma noites.
Como o Holiday em Recife.
Pois ano passado, a Série A foi um ano de balança mas não cai.
Um verdadeiro conto das mil e uma noites.
FOTO DO ARQUIVO DE LUCÍDIO OLIVEIRA

criado por Roberto Vieira
06:20:14