O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Arquivo de: Dezembro 2007, 17

17.12.07

O MUSEU DE FIGURINHAS DE MODENA

 

                     

 

Sei que é difícil.

 

Mas se algum apaixonado por futebol tem planos de viajar para a Itália.

 

Visite por mim o Museu de Figurinhas de Modena.

 

A exposição sobre futebol fica aberta até 24 de fevereiro.

 

Lá tem figurinhas do arco e da velha bota.

 

Inclusive estas figurinhas de Brasil e Uruguai.

 

Os times que jogaram a final de 1950 no Maracanã.

 

Coisa de criança.

 

E de quem sonha nunca deixar de ser.

POR QUE BIRGIT

 

                       

 


Por Hans Fischer

Tradução Roberto Vieira



Birgit deve ser consagrada hoje a melhor jogadora do planeta nesta temporada.


Porque Birgit é hoje a jogadora mais eficaz do mundo.


Ninguém simplifica tanto o jogo como ela.


Talvez Marta seja mais acrobática. Mas Birgit joga fácil.


Minha compatriota tem uma explosão que seu físico revela. Uma visão de jogo digna de uma ressonância magnética.


Birgit Prinz manda e desmanda no seu time: O 1 FFC Frankfurt.

Birgit que recusou uma oferta milionária do Real Madrid e do Perugia para permanecer no seu clube de coração.


Todas as mães gostariam de ter uma nora como Birgit.


Boa na defesa e no ataque. Uma menina bem educada. Ótima cozinheira.


Birgit que foi a melhor jogadora do mundo em 2003, 2004 e 2005.


Eleita a melhor jogadora da Alemanha desde 2001.


Birgit que se tornou a maior goleadora da história dos mundiais este ano no Mundial do Japão.


Mesmo sendo alemão, acho Marta mais bonita.


Mas com a bola nos pés, Birgit é imbatível.


Nós, alemães, amamos o futebol-arte.


Porém como dizem você brasileiros, o que vale é bola na rede e não pênaltis perdidos.


A melhor jogadora do mundo joga no time que manda no futebol mundial.

 
E este time é a Alemanha.


AINDA O GRITO DE GOL

 

Mais um grande texto do genial Lucídio Oliveira...

 

                        

 

AINDA O GRITO DE GOL

POR LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA



A crônica da semana passada, O Grito de Gol da Multidão, fez alguns dos meus amigos me procurarem para contar suas experiências de torcedores de praça pública.

O companheiro Ricardo Brandau, do Papo de Bola, especialista em vida de goleiros, me mandou um e-mail interessante. Merece um registro. Paulistano, nascido nos anos 60, e que aos cinco trocou, segundo observações climáticas pessoais, a garoenta São Paulo pela calorenta São José do Rio Preto, conta que tomou conhecimento assim que chegou à cidade interiorana do que acontecera ali por ocasião da Copa de 66, a da Inglaterra.

Um painel havia sido montado em uma das principais praças da cidade. Nele, como se fora um campo de futebol de verdade, “jogadores” eram movidos por varetas, tal qual num teatro de marionetes, reproduzindo o que estava acontecendo lá longe, nos gramados da loura Albion. O companheiro não conta, e nem tem essa obrigação, como os caras do teatrinho resolveram uma questão até hoje nebulosa. Afinal, a bola do tirambaço do súdito da rainha, o esperto atacante Hurst, que o travessão mandou direto para o chão, pra cima da linha do gol, entrou ou não entrou? Isso foi decisivo na Copa, jogava-se a prorrogação da final. O bandeirinha russo diz que entrou, e correu depressa para o centro do campo. A televisão ficou na dúvida, parece que não entrou... Ainda não havia o milimétrico tira-teima da Globo. Não tinha nem a Globo. Isso porém não vale mais a pena ser discutido. Tanto tempo faz... Sabe-se somente que os louros da vitórias ficaram com os donos da casa. E todos fomos unânimes em entoar na ocasião o God save the Queen! O resto é história.

Pelo fio, maneira de dizer, o mano Lucilo, responsável pelo meu amor ao futebol e, mais que isso, minha paixão e fidelidade ao Náutico, lá da distante Tupã na Alta Paulista, conta que assistiu à Copa de 1938 através de um rádio daqueles de válvula, colocado em cima de um caixão numa praça de Garanhuns, no centro da cidade. Era a Copa da França, que terminou sendo da Itália de Mussulini, a segunda. O rádio, chamado de Capelinha, por lembrar um oratório familiar, fazia o possível. Nada de microfone ligado a alto-falantes, como na minha experiência doze anos à frente, no jogo da Touradas em Madrid do Maracanã, contada aqui na semana passada. Claro que nem todo mundo da pequena multidão em volta do rádio em Garanhuns, conseguia saber direitinho quem estava com a bola naquele instante. Ouvir bem o que dizia Leonardo Gagliano Neto, o pioneiro locutor da Rádio Clube do Brasil, do Rio de Janeiro, a PRA-3. Tinha os chiados e as interferências, coisas da estática. Mas dava para ouvir os gritos de gol, até porque, como lembra o mestre Fernando Veríssimo, era inadmissível naquela época que o grito de gol dos locutores brasileiros tivesse um só “ó”. O gol tinha, e ainda hoje é assim, um número interminável de “ós”, quanto mais “ó” melhor. Venha o grito de gol do campo ali em frente, radinho de pilha colocado ao ouvido, ou venha da França distante, como era o caso daquela Copa. No jogo de estréia do Brasil, contra a Polônia do goleiro Madejski, depois de uma suada e enlameada prorrogação - chovia que dava dó no estádio de Meinau, em Strasbourg - o que não faltou foi gol para ser gritado por Gagliano Neto. Foram seis gols do Brasil contra cinco da Polônia. Somente Leônidas, o diamante negro, fez três. Um deles literalmente com os pés no chão, sem chuteiras, apenas de meião dentro de uma poça de lama. Para alegria de todos nós e satisfação maior do locutor. Tinha ele uma certeza. Tantos gols gritados, todos eles caprichados nos “ós”, não havia dúvida que estava sendo muito bem ouvido naquele instante no Brasil.

O testemunho do irmão vai mais adiante. Muito além dos gols, o que de melhor se ouvia, de maneira mais nítida, é ele mesmo quem diz, era o grito do empolgado Gagliano Neto na hora da propaganda. O patrocínio era do Cassino da Urca, o cigarro do mesmo nome entrava como piéce de resistence. Na hora do comercial, ele, o locutor, caprichava mais do que fazia na hora dos gols. Gritava a todo pulmão, com sua voz potente, porém macia, aveludada: “Cigarros A-E-I-O - URCA!!!” Era só o que se ouvia em Garanhuns e pelo Brasil afora. A irradiação da PRA-3, do Rio, estava sendo acompanhada por extensa cadeia de rádio. A transmissão cobria todo o território nacional.

Na época, fumar ainda era de bom tom e um bom negócio. Homem feito, jovem e mulher, todo mundo fumava. Mas, não há como negar: os cigarros Urca eram uma pedreira! É só olhar a foto da propaganda da época que colhi para ilustrar a crônica. Não é minha intenção fazer renascer o prestígio do tabaco. Não é o caso. Ex-fumante arrependido de ter sido, e convicto combatente anti-fumo, como deve ser toda pessoa de bom senso, longe de mim querer servir aos poderosos senhores do fumo. Não posso deixar passar porém a oportunidade de mostrar aos amigos, através da foto, o tamanho da pedra que era jogada contra os frágeis pulmões dos fumantes e dos incautos jovens candidatos a tal.

Acho até que estou sendo politicamente correto ao exibir a propaganda em foco. Vejam bem o que nos mostra a foto. Os cigarros Urca não passavam de uma senhora pedrada no pulmão do infeliz fumante. Nada de propaganda enganosa. Mais claro, impossível!... A pedra estava ali, do tamanho do morro.


 

KAKÁ, O MELHOR DO MUNDO?

 

                       AMOR À CAMISA?

 

Ontem, Kaká venceu a final contra o Boca.

 

Dois passes. Um gol. As melhores jogadas.

 

Simples. Objetivo.

 

Kaká pra mim é um bom jogador. Um bom rapaz.

 

Gosta da bolsa de valores.

 

É religioso.

 

Como eu dizia. Ele é simples e objetivo.

 

Como Lothar Mathäus.

 

Mas sempre que eu vejo Kaká jogar eu sinto que falta alguma coisa.

 

É tudo muito perfeito.

 

Tudo muito conto de fadas.

 

Talvez Kaká seja o craque dos novos tempos do futebol.

 

E eu esteja acostumado aos dramas.

 

Aos Garrinchas.

 

Aos Tostões.

 

Ou com as caixas de engraxate da infância do Rei Pelé.

 

Quem sabe não é chegado o momento do príncipe encantado no adormecido futebol mundial?

 

Um príncipe sem defeitos.

 

Sem derrotas.

 

Sem pecados.

 

Cercado de reis magos.

 

Um craque moderno.

 

Onde esse papo de amor à camisa é utopia.

 

Coisa de quem morreu e não sabe.

 

Quem sabe?

CORINTHIANS SIM

 

 

 

E a FIFA fez o óbvio.

 

Confirmou o Corinthians como primeiro campeão do Mundial de Clubes.

 

Mundial que a própria FIFA realizou.