| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |
BONZÃO
Muitos nem eram nascidos.
Outros usavam fraldas.
Teve gente que ficou em casa assistindo pela televisão.
Pena.
Aquele foi o último título do século XX.
Em agosto de 1989.
Nada parecia indicar isso. O time era forte.
Ainda iria pintar e bordar na Série A.
Mas, Campeonato Pernambucano só em 2001.
Eu estava lá no Arruda.
Lá em cima na arquibancada superior.
Olhando a festa lá embaixo.
Uma noite de chuva fina. De muitos problemas na cabeça.
De muita alegria no coração.
Um amigo foi no banheiro e o Náutico fez o segundo gol.
E a gente não deixou ele assistir o fim do jogo.
Podia dar azar.
Vendo a foto é impossível não sentir saudade.
Saudade de Bizu. De Erasmo.
Dos amigos.
Dos problemas que pareciam muitos e que hoje parecem tão tolos.
E do velho e saudoso Bonzão!

criado por Roberto Vieira
18:52:45
No começo dos anos 80 tive a oportunidade de ler 'A Terceira Onda ' de Alvin Toffler.
Um livro profético.
De um escritor extraordinário.
Quase trinta anos depois, eu ainda o recomendo.
ALVIN TOFFLER
A grande novidade no Paraná é a fundação de um clube de futebol. O Futebol Clube Belleti. O clube solicitou filiação na Federação Paranaense de Futebol e deve disputar a divisão de acesso no ano que vem. Nada de mais se o clube não pertencesse a um jogador ainda em atividade. Belleti, lateral do Chelsea e pentacampeão mundial pelo Brasil em 2002.
Belleti que entende mais de negócios que a maioria dos dirigentes brasileiros.
Trata-se de uma revolução. A terceira onda chegando ao futebol.
A maior parte dos clubes brasileiros sobrevive na primeira onda. Comportam-se administrativamente como seus ancestrais do início do século XX. Jogam para garantir a subsistência, andam de pires na mão, desconhecem os princípios gerenciais básicos. E quando chega o inverno ameaçam fechar as portas. Reclamando das formigas.
Não existe futuro para estes clubes. Estão se tornando verbetes de enciclopédia. Lembranças em mesa de bar.
Alguns clubes brasileiros tentam evoluir. Manobram nos bastidores, assumem parcerias de caráter duvidoso, simulam riqueza, esbanjam recursos e vivem das grandes torcidas. Como se não houvesse um dia de amanhã. Não ousam buscar tecnologia e conhecimento. Quem olha de fora, os imagina modernos. Mas são dinossauros rumo à extinção.
Morrendo como cigarras.
Porque o futebol já navega na terceira onda.
E o que é a terceira onda no futebol?
Parafraseando Alvin Toffler, a terceira onda no futebol é a revolução da competência. Competência que não pode ser medida em história nem títulos. Simplesmente porque, se história e títulos são importantes, mais importante é a cultura do conhecimento nas relações de produção.
Os valores envolvidos no futebol se tornaram astronômicos. Não se trata mais de tirar o talão de cheque do bolso e comprar jogadores. Hoje, mais que nunca, a expressão clube-empresa é real. Os cartolas podem ocupar a mídia. Mas sua época está chegando ao fim.
O tempo de Santiago Bernabeu e Vicente Matheus é passado. Quadros nas paredes.
Ganha quem erra menos. Quem utiliza melhor seus recursos. Quem produz matéria prima em abundância. Quem vende na alta e compra na baixa. Quem possui o melhor modelo de gestão. Quem é mais competente.
Os tempos são de mata-mata. Mas quem lucra na terceira onda são os clubes que apostam nos pontos corridos.
Ou os clubes brasileiros entendem os tempos modernos, ou aproxima-se o dia em que a final do Campeonato Brasileiro será disputada entre a Sociedade Esportiva Cafu x Ronaldinho Gaúcho Futebol Clube.

criado por Roberto Vieira
14:07:25
Paraná.
A federação de futebol recebe um pedido de filiação.
Do Futebol Clube Belleti.
Um clube fundado pelo lateral do Chelsea.
Ano que vem o time de Belleti tentará o acesso a divisão principal.
Quem sabe no futuro a final do Brasileiro seja entre Kaká De Futebol e Regatas x Sociedade Esportiva Cafu
O mundo está mesmo de chuteiras pro ar...

criado por Roberto Vieira
13:22:26
Os valores são muitos.
Vão de 500 mil a 3 milhões de reais.
Quanto a isso não existe acordo.
Acosta é ao mesmo tempo do Cerrito, do Náutico e do Corinthians.
Como Tostão foi do Vasco, do Fluminense e do Flamengo.
Todos acenam com contratos.
Mas será que existem tantos contratos assim?
Ou será que não existe contrato nenhum?
A pergunta permanece no ar:
Quanto vale Beto Acosta?
Quanto cada uma das partes vai receber?
Respostas no próximo capítulo...

criado por Roberto Vieira
13:06:18

O Rei Pelé afirmou em entrevista que Kaká teria vaga em qualquer seleção brasileira. Em qualquer época. Inclusive na de 70.
Pelo menos entre os 22 jogadores convocados.
Será?
É quase certo que sim.
Em 1930 Kaká não seria convocado. Era paulista e não se chamava Araken Patusca.
Em 1934 seria convocado no lugar de Armandinho. Mas ficaria aprendendo com Leônidas e Valdemar de Brito. Pra pegar experiência.
Na Copa de 38 Niginho ficaria em casa. E Kaká iria no seu lugar. Jogaria o segundo jogo contra a Tchecoslováquia. Um bom banco. Mas como ser titular em um time no qual Tim era reserva?
Em 1950 novamente reserva. No lugar de Alfredo do Vasco da Gama. Zizinho e Jair jogavam muita bola.
Na Suíça em 54 Kaká seria titular. No lugar de Pinga. Ao lado de Bauer, Julinho e Didi. Um osso duro para os húngaros.
1958. Kaká não participaria da primeira conquista brasileira. Nem entre os 22.
E como ser convocado para uma seleção que iniciou com Zito, Garrincha e Pelé na reserva?
1962 no Chile. Apesar de pernambucano devo reconhecer que Zequinha ficaria em casa. Kaká seria o reserva.
1966. Kaká titular absoluto se houvesse algum titular absoluto fora Pelé. A convocação foi tão confusa que talvez errassem o nome dele e convocassem o seu irmão. Como fizeram com Ditão.
México. 1970. Apesar de Pelé, Kaká não seria convocado. Paulo César era melhor. E Dario era amigo do outro Rei. Entre os titulares nem pensar.
1974. Kaká titular. Correndo atrás de Neeskens e Cruyjff.
Em 1978 nem Kaká nem Falcão. Pensar era proibido.
Espanha. 1982. Cerezzo, Falcão, Kaká, Sócrates, Zico, Éder, Leandro e Júnior.
A partir de 1986 Kaká seria sempre o titular.
Talvez um sinal dos tempos.
Porque ele é craque. Ninguém duvida disso.
Mas houve época na seleção brasileira que ser craque era pouco.
Era preciso ser gênio.

criado por Roberto Vieira
11:41:39