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Transcrevo abaixo a lição de futebol do Mestre Lucídio sobre post que escrevi anteriormente ...

POR LUCÍDIO OLIVEIRA
Roberto,
O comentário não cabe no blog. Mas veja o que dá você ser meu amigo:
Mário Ramos chegou ao Náutico em 1942,vindo do Fluminense. Jogou até 1945. Segundo Carlos Celso, foi treinador-tampão, apenas por duas partidas, em abril/maio de 46, na vaga deixada por Aurélio Munt, campeão em 45. Derrota para o Flamengo do Rio (4x0), e empate com o Santa Cruz (3x3), ambos os jogos amistosos. Depois dele, Cabelli, pela terceira ou quarta vez nos Aflitos.
Mário Ramos era porém já conhecido do público recifense. Tinha jogado aqui como zagueiro da Seleção Baiana, em 1941.
Agora, o interessante de toda essa história:
Transcrevo abaixo a ficha técnica de um Bahia x Vitória, goleada acachapante do Bahia. Na linha-média do Bahia, Mário Ramos e Munt, os dois treinadores envolvidos no episódio. É a dinâmica do futebol.
Notar que o ponta-direita do Bahia era também outro jogador famoso: Pedro Amorim, campeão pelo Fluminense em 1941 e 1946, início e fim do seu curso médico, feito na Faculdade Nacional de Medicina, na Praia Vermelha, no Rio. Pedro Amorim, já falecido, foi por muito tempo cirurgião em Casa de Saúde da qual era dono, em Senhor do Bonfim, interior da Bahia. O que sempre quis foi ser médico. Pediu inúmeras vezes dispensa da convocação para defender no final da temporada as seleções carioca ou brasileira. Dizia que adorava futebol, mas que, aproximando-se o fim da carreira, e tendo jogado no Fluminense ao lado de Romeu e de Ademir, só continuava jogando com prazer quando tinha Zizinho, do Flamengo, ao seu lado. E isso só acontecia na Seleção. Vestiu a camisa da Seleção Brasileira seis vezes, e foi campeão brasileiro, pela Seleção Carioca, em 1944 e 46.
A ficha do BaVi histórico:
BAHIA 10 X 2 VITÓRIA
Data: 20/11/1938
Local: Campo da Graça
Árbitro: Anísio Teixeira
Gols: Marzol (3), Vareta (3), Pedro Amorim (3) e Jorge, para o Bahia; e Manoelito (2), para o Vitória.
Bahia: Maia (Menezes); Bahiano e Tarzan (Serra); Mário Ramos, Munt e Gia; Pedro Amorim (Antenor); Marzol, Vareta (Tintas), Kuko e Jorge.
Vitória: Henriquinho; Aloísio I e Olival (Umbelino); Bengalinha, Mozart e Aloísio II; Mesquita, Manoelito, Sirim Mila e Zezé Catharino.
Duas observações pertinentes: o árbitro da partida, Anísio Teixeira, decerto o conhecidísismo Anísio Teixiera, homem público ligado à política da educação brasileira na segunda metade do século passado. Vítima da intolerância, foi um dos injustiçados de 64. Anísio Teixeira era também um entusiasta dos esportes.
E não é que tem um Kuko no time do Bahia? Um Kuko atacante que não fazia gols. Devia ser outro o DNA.

criado por Roberto Vieira
20:22:52
O texto abaixo me foi entregue por Lucídio Oliveira para tradução.
Consta de uma homenagem ao nosso fenomenal Jorge Mendonça.
O original pode ser encontrado em um Blog italiano:
http://popartx.blogspot.com/2006/02/leggende-anni-70-80-pt-1-jorge.html
Emociona ver nosso craque lembrado com carinho. Com paixão.
Mas também com a lembrança dos problemas que abreviaram a sua carreira.
'Quando éramos jovens, a nossa Tv favorita se chamava TRIVENETA.
Principalmente porque transmitia partidas do Campeonato Brasileiro.
Nomes como Roberto Dinamite, Biro Biro, Zico entre outros eram absolutos em nosso imaginário.
Pois é com tristeza e saudade que leio uma notícia na 'Gazzetta dello Sport'.
Um de nossos heróis faleceu: Jorge Mendonça aos 51 anos de idade.
Nascido em 1954, surgiu no Bangu em 1972. No Campeonato Carioca.
Assinalou 19 gols.
No ano seguinte foi comprado pelo Náutico. Juntamente com Paraguaio e Vasconcelos formou um trio de ataque infernal (como se diz no Brasil).
Em 1974 tornou-se campeão pernambucano.
Como o próprio Jorge Mendonça recordou em entrevista na Gazeta Esportiva, histórica foi a partida Náutico 8 x 0 Santo Amaro em março de 1974.
Jorge marcou 8 gols e teve outros dois anulados pelo árbitro da peleja.
Devido a tais atuações, Jorge foi contratado pelo Palmeiras. No clube paulista assinalou 104 gols em três anos.
Até hoje é o décimo-terceiro artilheiro em todos os tempos do Palmeiras.
Vale lembrar que em décimo-oitavo está nosso mítico Mazzola, aliás José 'Golazzo' Altafini.
Em 1978 Mendonça foi convocado para a seleção brasileira como reserva de Zico. Por coincidência jogou a decisão do terceiro lugar contra a Itália.
Quando Dino Zoff tomou dois gols em chutes de longe de Nelinho e Dirceu.
Porém, em 1979, chegou às três da madrugada embriagado na concentração do Palmeiras, sendo mandado embora do clube pelo treinador Telê Santana.
Jorge segue para o Guarani de Campinas.
Em 1981 marca 58 gols na temporada, 38 deles no Campeonato Paulista. Ganha a Chuteira de Ouro como o maior artilheiro do Brasil.
Em 1982, juntamente com Careca, Jorge Mendonça conduz o Guarani às semifinais do Brasileirão.
Logo depois sua carreira caminha para o fim devido aos problemas com alcoolismo.
Em toda a sua vida de jogador, Jorge Mendonça marcou 375 gols.
Por sua mistura de genialidade e caos, Jorge é um daqueles jogadores que permanecerá sempre em nossos corações.
Porque o verdadeiro futebol é como a poesia e a paixão que existe em todos nós.
Adeus, fabuloso Mendonça! '

criado por Roberto Vieira
14:52:21

Romário deve assumir o comado do Vasco da Gama.
Embora ainda seja jogador do clube.
Nos anos 40 o Náutico teve um caso semelhante.
O técnico paraguaio Aurélio Munt pediu as contas.
Aurélio Munt campeão de 1945.
Porque o time dirigido por Munt era uma fábrica de gols.
Tanto fazia como levava.
Para o seu lugar, um jogador.
O zagueiro Mario Ramos.

criado por Roberto Vieira
14:13:58

Certos lances são inesquecíveis.
Milagrosos.
E os técnicos ficam com a glória.
Pela invencibilidade.
O goleiro Leão ficou centenas de minutos invicto em Copas do Mundo.
Mas se ficou.
E se o Brasil seguiu adiante na Copa.
Tudo se deve a um santo.
São Amaral.
Que no jogo contra a Espanha na Copa de 78 ficou cara a cara.
Com Santillana.
E defendeu um chute à queima roupa.
Brasil 0 x 0 Espanha.
Brasil, campeão moral!

criado por Roberto Vieira
12:57:27

GIGGHIA, HOHBERG, MÍGUEZ, SCHIAFFINO E VIDAL
1949. O Peñarol tinha um timaço.
Os algozes do Brasil em 50, Gighia e Schiaffino no ataque.
Além de Míguez e Hohberg.
Hohberg que marcaria dois gols na Hungria em 1954.
Chegou o dia do clássico contra o Nacional.
O Peñarol marcou 2x0. Um gol de Gighia.
Parecido com o que marcaria em Barbosa.
Intervalo.
E no segundo tempo o Nacional não voltou.
Fugiu.
Algo inédito no futebol mundial.
Aos interessados: http://www.youtube.com/watch?v=A_RBogk6IY4

criado por Roberto Vieira
12:48:54