| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | |||||
| 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 |
| 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 |
| 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
| 31 |

- Fala Imperador!
- Oi, Fenômeno!
- Hoje tem show do Jota Quest.
- Não posso Fenômeno. Tô me recuperando.
- Qualé! Vai ser o maior barato.
- Fica pra outra...
- É lá no Pier Mauá. Tá assim de gata.
- Vão ficar zoando, brother!
- Depois tu volta pro CT. Diz que foi só pra me fazer companhia.
- O Rinaldi vai ficar uma arara.
- Deixa o Rinaldi, cara. Ele sempre vai te perdoar.
- Tu passa por aqui?
- Daqui a meia hora. Tá bom?
- OK. Mas é só dessa vez, Fenômeno!
- Tem mais novidade.
- Que foi?
- Eu tô voltando pro Mengão.

criado por Roberto Vieira
20:32:48
O país do futebol é também o país da impunidade.
Clubes são campeões apesar de mergulhados em corrupção até o pescoço.
E quando são campeões, todos os seus pecados são perdoados.
De vez em quando algum grande clube cai para a segunda divisão.
Fruto mais das suas trapaças que do seu futebol.
E parece que não aprende.
Repete tudo novamente, até ser pego com a boca na botija.
Nas arquibancadas, violência.
De vez em quando morre um torcedor.
Depois se faz um minuto de silêncio e a pancadaria prossegue.
Como se amar um clube fosse passaporte para a selvageria.
Para o vandalismo.
Os juízes então!
Agora recebem cartas em suas residências. Ameaças de morte.
Telefonemas anônimos.
Suas vidas atualmente não valem uma lira.
Porque na Itália. País da Azzurra, campeã do mundo de futebol.
País do Milan. Campeão Mundial Interclubes.
Porque na Itália, país do futebol.
O futebol também é Cosa Nostra.
PIERLUIGI COLLINA, AMEAÇADO DE MORTE NA ITÁLIA

criado por Roberto Vieira
19:33:28

Marcelino, pão e vinho é o Cinema Paradiso dos anos 50.
Um filme hipnótico. Comovente.
Alguns não gostam. Dizem que é irreal. Piegas.
Como se o cinema e a arte fossem lugar para a realidade.
Quando até o realismo é irreal.
Marcelino comove.
E nos deixa tristes. Um pouco tristes.
Muitas pessoas partiam chorando das salas.
Outras voltavam, dezenas de vezes, para assisti-lo.
Não havia cópias piratas.
Nem aparelhos de DVD em casa.
Mas havia aquele menino em cada pessoa.
Menino que imaginava aquele órfão. Perdido no mundo.
Conversando com o desconhecido.
A cópia original foi restaurada. E relançada no Brasil em 2001.
Em dezembro de 1957, o filme era anunciado para o Recife.
A imagem do menino Pablito Calvo ganhava as páginas dos jornais.
O diretor do filme, Ladislao Vadja, era húngaro.
Húngaro como Kubala. Como Kocsis. Como Puskas.

criado por Roberto Vieira
12:20:40
AUTO ESPORTE, 1957
É fato!
Está tudo registrado nos jornais da época.
Dezembro de 1957. O Auto Esporte é convidado para amistoso em Itabaiana.
Auto Esporte, o valoroso alvirrubro paraibano.
Fundado por motoristas de praça da Praça do Relógio.
Hoje Ponto dos Cem Réis.
Alguém lembra dos motoristas de praça?
Auto Esporte, único time paraibano a excursionar à Europa.
Auto Esporte, 6 vezes campeão da Paraíba.
Antes que alguém reclame. Itabaiana é a terra da minha mãe.
E o Auto Esporte, o clube do povo, é o meu time na Paraíba.
Vermelho e branco!
Pois bem.
Jogo marcado para as 16:30 contra o combinado da cidade.
O carro do clube de João Pessoa quebra quando faltavam 6 quilômetros para chegar em Itabaiana.
Hoje é tudo asfaltado. Mas eu ainda lembro dos caminhos de terra batida.
Tome correr.
Os jogadores do Auto Esporte correm os 6 quilômetros e chegam na hora de bater o centro.
Auto Esporte de Agostinho; Teófilo e Lucas; Américo, Croinha e Negrinho; Natanael, China, Delgado, Alfredo e Elcio.
Lucas e Delgado que jogaram em Pernambuco.
Mesmo cansados, os alvirrubros seguram heroicamente o 0x0 até o fim do jogo.
Mas quase no fim do jogo o juiz enxerga um pênalti.
Mão na bola de um defensor do campeão paraibano de 1956.
Foi realmente mão na bola.
Mas quem meteu a mão na bola foi o GOLEIRO do Auto Esporte.
Só que o juiz não quis nem saber.
Pênalti e estamos conversados.
Briga.
E o Auto Esporte sai correndo de campo.
Sem permitir a cobrança do pênalti.
E a cidade de Itabaiana correndo atrás do Auto Esporte.
Que demorou séculos pra chegar na capital.
O esforço foi tão grande, que o alvirrubro paraibano não resisitiu na final do campeonato de 1957.
Final disputada poucos dias depois em João Pessoa.
E perdeu de 3x2 para o Botafogo da Paraíba.
Aquele inusitado amistoso roubou ao Auto Esporte a glória do tricampeonato.
Pois o time era forte.
Foi campeão paraibano em 1956 e 1958.

criado por Roberto Vieira
08:02:04

Edmur observa.
O goleiro Renato do Ferroviário se atira para evitar o pior.
Desta vez o perigo estava salvo.
Mas depois, tudo voltou ao normal.
E o Náutico passou por cima do famoso Tricolor Suburbano.

criado por Roberto Vieira
07:46:11