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Futebol e História.

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Arquivo de: Janeiro 2008, 02

02.01.08

CAMPEONATO PERNAMBUCANO: O CENTRO LIMOEIRENSE

 

         

                                CENTRO, 1963

 

Pouco antes de completar cinquenta anos, o Centro Limoeirense profissionalizou-se.


Para disputar o Campeonato Pernambucano de 1963.


Sua estréia no torneio se deu no dia 19 de maio daquele ano contra o Náutico.


Nos Aflitos.


O Centro Limoeirense inicava seu caminho nos Campeonatos Estaduais.

 
E naquele jogo, o Náutico iniciava a saga do Hexacampeonato.


O Náutico alinhou Waldemar; Zé Luís e Zequinha; Evandro, Gilson e Clóvis; Nado, Bita, China, Ivan e Rinaldo.


O Centro Limoeirense tinha como time-base Manguito; Adilson, Dedé, Luizinho e Edmilson; Juvenal e Vi; Tidão, Nelson, Tanzino e Chico.


Sem falar em José Carlos.

Um atacante que fez sua fama ao converter os cinco pênaltis contra o Esporte no Torneio Início de 1963.


No jogo em que o Centro Limoeirense eliminou o Esporte, então bicampeão pernambucano.


O Náutico venceu a peleja de estréia em 1963 por 2x0. Gols de China.


Mas os dois times prosseguiram fazendo história.


Pois a primeira vitória do Centro Limoeirense sobre um grande da capital em campeonatos oficiais ocorreu três meses depois.


Contra o mesmo Náutico. No Estádio José Vareda.


Pelos mesmos 2x0.


Naquele ano o Centro fez bonito no Estadual.

Foi o quinto colocado pelo saldo de gols.


No primeiro turno chegou em terceiro lugar, na frente do Santa Cruz.


Mas só tornaria a vencer o Náutico quarenta anos depois.


Por 1x0. Em amistoso no dia 3 de setembro de 2003, gol de Eduardo.


Este ano, a torcida do representante da Princesa do Capibaribe sonha com novas vitórias.


E na abertura do Estadual, Náutico e Centro Limoeirense se enfrentam na estréia.

Nos Aflitos.


Como há 45 anos.

 

CENTRO LIMOEIRENSE, 1963: MANGUITO

 

           

 

Um dos goleiros do Centro Limoeirense em 1963.

 

Manguito.

 

Sob o olhar admirado das crianças na Princesa do Capibaribe.

O TIME DOS SONHOS DO SPORT

 

POR LUCÍDIO OLIVEIRA

Alguns dados devem merecer a atenção de Adethson Leite e seus números:

1) No time dos sonhos do Sport, apenas dois jogadores, Betão e Aílton,
tiveram mais de 10 votos dos 20 votantes do Jornal do Commercio;

2) No Náutico, sete jogadores mereceram a mesma distinção, dez ou mais
votos. Foram eles: Lula Monstrinho, Gena, Marinho Chagas, Salomão, Ivan
Brondi, Jorge Mendonça e Bita; alguns deles beirando a unanimidade. Salomão,
o mais votado, teve 17 dos 20 votos possíveis. Marinho Chagas e Bita, 15
votos cada.

3) Do Santa Cruz, seis passaram de uma dezena de votos:Pedrinho, Givanildo,
Luciano, Ramón, Ricardo Rocha e Nunes,os quatro primeiros com os mesmos 15
votos dados a Marinho e a Bita;

4) Os homens-gols alvirrubros (Jorge Mendonça, Baiano e Bita) somaram juntos
32 votos, média de 10,6 votos; os do Santa Cruz (Luciano, Ramón e Nunes)
chegaram aos 33 votos, média um pouco acima, de 11 votos; por sua vez, os
artilheiros rubro-negros não passaram de 21 votos (Roberto Coração de Leão,
Leonardo e Bentancor, se considerarmos este também artilheiro; mas quem
seria o terceiro? Ribamar? Robertinho?), média bem mais abaixo, de apenas 7
votos.

A análise dos dados deve ficar com Adhetson, mas isso não pode significar a
ausência de ídolos-artilheiros na história do futebol rubro-negro? Ou, o que
é mais grave, o esquecimento por parte da torcida de ídolos como Traçaia,
Djalma, Pacoti, Dario etc?

Não me dei ao exercício de somar o número de jogadores votados por equipe. A
dispersão, flagrante no caso do Sport, não pode também significar a mesma
coisa? Votos perdidos dados a jogadores de pouca expressão, ou de passagem
fugaz pelo clube, também não teria o mesmo significado?

Para concluir e como um argumento a mais: a revista Placar há cerca de oito
anos, publicou a escolha feita pela crítica e por torcedores dos maiores
craques da história de cada clube. Pois bem. Enquanto as torcidas do Náutico
e do Santa Cruz escolheram respectivamente Jorge Mendonça e Givanildo, e os
críticos não se distanciaram muito, elegendo Tará e Bita, a do Sport
escolheu
Jackson, jogador apenas mediano, hoje pouco lembrado em Pernambuco. E pensar
que Aemir, artilheiro do campeonato com 19 anos, Manga e Dario, dois anos
seguidos artilheiro, recordista de gols, jogaram e foram campeões na Ilha!

Os críticos da Placar estiveram mais de acordo com a realidade. Elegeram
Bentancor, o melhor do Sport de todos os tempos. Sem dúvida um craque, o
responsável pelo bicampeonato rubro-negro dos anos 60.

De Placar para o JC, oito anos depois, somente os dois alvirrubros, Bita e
Jorge Mendonça, foram reconduzidos à condição de melhores. Givanildo,
isoladamente pelo Santa, e Bentancor pelo Sport, mereceram também o mesmo
tratamento. Ficaram de fora porém Tará, pelos longos anos que se foram desde
que parou de jogar, e Jackson, este possivelmente por esquecimento mesmo.
Merecido ou justo? Com a palavra os rubro-negros. Na próxima escolha. Mas
agora só na próxima eleição...

O CULPADO É O BARRADÃO

 

Recebi uma mensagem de um grande amigo e cronista baiano.

Não posso deixar de publicar o texto.

Adivinhem pra que time torce o Marcelo?

 

 

POR MARCELO TORRES 

Eu gostei da sua invenção "Tudo terminar em acarajé", sobre as sete mortes na Fonte Nova.

Já que todo mundo tá se eximindo de culpa (o governo, o Bahia, a CBF), eu achei um culpado. É um tal de Manoel.

Manoel Barradas, mais conhecido como Barradão, bairro de Nossa Senhora da Vitória, em Salvador.

O Manoel Barradas, que completou 21 anos seis dias antes da tragédia no Octávio Mangabeira, mudou a história do futebol na Bahia.

Depois dele, e por causa dele (Manoel Barradas), o Vitória ganhou 80% dos títulos regionais.

O Bahia não tem apenas inveja do Barradão. Tem medo. Pavor. Não é por menos.

No Manoel Barradas o Bahia joga com 90% da torcida contra e só faz perder (22 derrotas, 6 vitórias, 8 empates).


Dos títulos estaduais pós-Barradão, o Bahia ganhou seis e o Vitória 12.


O título de 1999 foi dividido, porque o Bahia entrou na Justiça Comum para não jogar.... no Barradão.


É por essas e outras que eu digo: o culpado pela tragédia é o Barradão.

 

                      O BARRADÃO

CONJUNTIVITES NA RÁDIO FOLHA FM 96.7

 

                   CONJUNTIVITES

 

Acabei de receber um convite.

 

Hora de exercitar minha outra paixão. A Oftalmologia.

 

Estarei na sexta-feira falando com os ouvintes da Rádio Folha FM 96.7.

 

Sobre as conjuntivites. 

 

9:30 da manhã.

 

Conjuntivites que aproveitam o verão e chegam em nossa região.

 

Porque é importante lembrar.

 

Nem todo olho vermelho é sinônimo de conjuntivite.

 

Nada de se auto medicar.