O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008, 14

14.01.08

REFLEXÕES SOBRE A JOVEM GUARDA TIMBU*

 

Quanto custa fabricar um craque?

Será que ele já nasce feito?

Será que ele já é craque desde o primeiro jogo?

Um craque pode ser destruído pela torcida antes de ser um craque?

Após a derrota do Náutico para o Serrano, estas e muitas outras perguntas se fazem pertinentes.

O Náutico inicia o campeonato sem o time titular.

Utiliza a prata-da-casa. Jogadores como Danilo, Reynaldo, Jhon e Helton.

Se o resultado é a vitória: Deuses!

Quando o resultado é negativo, a fúria das arquibancadas dos Aflitos queima as jovens promessas alvirrubras.

Assim como aconteceu com Thiago Laranjeira, Paulinho, Betinho e Diogo. Todos com futebol superior aos jogadores contratados em outros estados.

Revelar talentos é um trabalho longo e árduo. Porém, um trabalho importante em nossa região. Pródiga em boleiros, mas pobre de recursos.

Para uma melhor compreensão da formação de um craque.

Das reações da torcida e da crônica esportiva.

Da realidade do mundo da bola.

Fui buscar os momentos que antecederam o brilho de três gênios Timbus.

Três jogadores do Time dos Sonhos de Rosa e Silva.

Titulares de qualquer Seleção Pernambucana de Futebol que se ouse escalar..

Como foi o começo destes craques?

Qual a reação da platéia?

Qual a reação dos jornais?

Espero que os textos provoquem reflexão.

E que a reflexão traga paciência com os jovens que chegam para vestir o manto sagrado do Náutico.

 

* Os mais jovens podem rebatizar o artigo de ' REFLEXÕES SOBRE THE NEW KIDS ON THE BLOCK'

BITA, O MENINO DO RIFLE

 

                                                      

                                          BITA MARCA AOS 45 SEGUNDOS CONTRA O CSA

 

Bita aparece pela primeira vez no Clube Náutico Capibaribe no dia 20 de janeiro de 1962.

Jogando de centroavante, enquanto Nado atua na ponta esquerda.

Pouco depois é deslocado para a meia-direita durante quatro jogos.

E enfrenta o ano de 1962 revezando-se com Pratinha no comando do ataque.

Alguém lembra de Pratinha?

Com a chegada de China, Bita vai de novo para a meia-direita.

Torcedores e imprensa concordam em um ponto no ano de 1962: Bita é um jogador normal.

No dia 15 de abril de 1962, o Náutico realiza um amistoso contra o CSA nos Aflitos.

Para um público de 1214 pessoas.

Com 45 segundos de jogo Bita inaugura o marcador. E segue marcando gols.

O Náutico venceu por 9x0 o bicampeão alagoano.

Bita fez sete gols.

Em amistosos interestaduais com equipes do porte de Náutico e CSA, a façanha de Bita é única.

Recordem bem. Dois anos depois Pelé marcou 8 gols contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Pois é. Jornais e torcida acharam tudo obra do acaso.

Obrigação de artilheiro.

O Homem do Rifle estava ali, de arma em punho. Mas ninguém parecia notar.

O DIA DE NADO

 

        

  BATISTA DO CRB SEGURA A PELOTA NA ESTRÉIA DE NADO

 

Nado estreou no Náutico no dia 24 de abril de 1960. Durante o Torneio Início. Na meia-esquerda

Mas jogar mesmo só foi fazer em 18 de dezembro de 1960. Pela ponta-direita.

Durante a entrega de faixas ao Náutico pelo CRB. 1x0.

Nado dividia a posição com Saquinho, Paulinho, Fernando José, Bertolo e Tião. Entre outros.

Hoje você pode pensar que é uma heresia, mas Nado só foi sustentar seu posto de titular atuando na ponta-esquerda no ano de 1962.

Na direita, jogava Tião.

O fato deu muitas alegrias aos laterais-esquerdos do Esporte na época. E no mínimo, ajudou os rubro-negros a serem bicampeões.

O menino que deslumbrou o Brasil nos anos 60, só conseguiu jogar na direita em definitivo a partir do dia 14 de abril de 1963.

Em João Pessoa. Num amistoso em que o Náutico venceu o time da Pibigás por 4x0.

Coincidência ou não, 1963 foi o início da trajetória do HEXA.

Quanto a torcida e a imprensa?

Nado era apenas mais um...

 

A ESTRÉIA DE GENA

            

                   

 

Gena tem mais títulos que qualquer outro lateral no estado.

Cansou de receber faixa.

Pois bem.

Gena estreou numa partida contra o poderoso União da Macaxeira. Um dia de chuva torrencial.

O jogo foi realizado de portões abertos e o Timbu apresentou novidades no setor ofensivo.

Nado havia sumido. Faltou a convocação do técnico Alfredo Gonzalez.

China foi poupado.

O ataque ficou Miro, Lala, Bita e Nino.

No meio-campo, os extraordinários Salomão e Rinaldo.

Em resumo: Um timaço.

O Náutico abriu o marcador aos 40' com Nino recebendo passe de Miro. O União empatou por intermédio de Lula.

No segundo tempo o Timbu goleou com tentos de Nino, Rinaldo, Bita e Miro. Placar final de 5x1.

Sobre o fenomenal Gena, nenhuma linha nos jornais.

A torcida sequer notou aquele lateral e sua técnica refinada.

Porque muitas vezes, o essencial é invisível aos olhos.

Depois desse jogo, Gena voltou pra reserva da reserva.

Quem jogava era Gernan, Zé Luís e Paulinho.

Gena só conseguiu segurar aposição dois anos depois.

No dia 4 de fevereiro de 1965, contra o Santa Cruz.

 

FATOS E FOTOS

 

 

Ontem quando o Náutico perdeu do Serrano.

 

Derrota humilhante, como sempre.

 

Fiquei com uma idéia na cabeça.

 

Espero que hoje eu consiga colocar a idéia no papel.

 

Pra gente sentar e discutir.

 

Porque essas derrotas pra time pequeno no Pernambucano não se explicam.

 

Por mais treinados que os adversários estejam.

 

Time grande pode até perder do Serrano.

 

Uma vez na vida.

 

E olhe lá.

 

Com todo respeito ao pessoal de Serra Talhada.

 

Mais tarde eu volto...