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Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008, 23

23.01.08

GLAUCOMA E FEBRE AMARELA

 

 

Você deve estar se indagando: O que existe em comum entre uma doença crônica ocular e uma doença infecciosa aguda produzida por vírus e transmitida pela picada de um mosquito?


A resposta é simples. Tudo.


Hoje pela manhã, meu primeiro paciente foi um senhor de 64 anos com queixa de olho vermelho. Também alegava discreta baixa visual em ambos os olhos.


Era o primeiro exame de sua vida.


E já apresentava uma perda de 80% da sua visão.


Durante seis décadas este homem não teve acesso a um simples exame oftalmológico preventivo. Uma fundoscopia. Uma medida da pressão ocular.


O glaucoma é conhecido há séculos. Durante muito tempo pouco restava a fazer após seu diagnóstico. Porém, o aparecimento de novos exames e medicamentos, modificou radicalmente o curso da sua história natural. Hoje, diagnosticado a tempo, na grande maioria dos casos permite uma qualidade de vida excelente aos seus portadores.


O Brasil já dispõe dos exames e dos medicamentos. Mas assiste o drama de dois milhões de brasileiros glaucomatosos indefesos, sem campanhas de prevenção adequadas.


A febre amarela foi batizada com este nome em 1750 por Hughes. Mais uma das tantas febres hemorrágicas que se disseminaram a bordo dos navios negreiros. Modificando a história, disseminando cadáveres.


Há 80 anos foi criada a primeira vacina no Instituto Pasteur em Dacar.


Há 100 anos Oswaldo Cruz e Emílio Ribas mediram forças com a epidemia que devastava o Rio de Janeiro e São Paulo.


Qualquer leigo sabe que o controle da Febre Amarela se faz com a vacinação, o combate aos vetores e a vigilância epidemiológica séria e permanente.


No entanto, o Brasil assiste ao espetáculo da Febre Amarela, da Dengue, da Cólera e da Rubéola sem campanhas de prevenção adequadas.


O Brasil não sabe nem quem vacinou, ou se vacinou.


Glaucoma e Febre Amarela são os dois lados de uma mesma moeda no Brasil.


Um país pobre que faz pose de rico. Preferindo gastar mais quando já é muito tarde, em vez de economizar na prevenção.


Talvez porque o preço quem pague sejam os cegos e os mortos.

1968: CHARQUE, FEIJÃO E FARINHA NA LIBERTADORES

 

                 

 

23 de janeiro de 1968.

O Náutico viaja para Caracas onde fará seu segundo jogo na Libertadores.

Dois dias antes perdeu em casa para o Palmeiras: 3x1.

Leva um estreante: Roberto.

Bita está machucado.

Didica chega atrasado no aeroporto. Alega insônia.

Miruca e Lula são dúvida.

O técnico Duque costura a sua colcha de retalhos.

Trinta dias depois da final da Taça Brasil, o Timbu tem apenas uma certeza.

Como bom nordestino.

Vai levar charque, feijão e farinha na bagagem (FOTO).

RUA DA CONCÓRDIA, 23 DE JANEIRO DE 1968

 

                   

 

Choveu muito no dia 22 e 23 de janeiro de 1968.

E a Rua da Concórdia ficou assim.

Um afluente do Capibaribe.

Talvez venha daí o apelido de Veneza Americana.

E não das pontes...

1968, CENTRAL 2 X 0 VITÓRIA DA BAHIA

 

                 ZITO

 

21 de janeiro de 1968.

Estádio Pedro Vitor de Albuquerque.

O Central comandado por Zito enfrenta o Vitória de Detinho.

Detinho que se consagraria defendendo o Santa Cruz.

Detinho escolhido o melhor goleiro da história do tricolor do Arruda.

Pois o Central nem quis saber.

Com gols de Vadinho e Válter já no final da peleja, a patativa meteu 2x0 no rubro negro da Boa Terra.

Tudo sob a arbitragem tranquila de José Cavalcanti.

Mais conhecido por Cazuza.

JHON E REINALDO NA TERRA DO FUMO

 

NOTÍCIA DA NAUTICONET



Náutico descobre o paradeiro de Jhon e Reynaldo

Por: Redação NauticoNET 
Publicado em 23.01.2008, às 03:31:55hs



Após toda a confusão gerada com o sumiço dos jovens atletas Jhon e Reynaldo, a diretoria Alvirrubra toma conhecimento do paradeiro dos jogadores. Os ateltas estão em Arapiraca/AL, cidade natal do empresário que os aliciou.

Ontem o Náutico recebeu a notícia de que o meia Reynaldo entrou com uma ação contra o clube, na Justiça. Reynaldo, que reclama nove meses de salário atrasado, pede a liberação de seus direitos federativos. Não deve demorar para Jhon também fazer o mesmo.

“Não há a menor preocupação. Estamos em dia, apenas esse último mês é que iremos pagar na próxima semana”, afirmou o diretor de futebol Alvirrubro Marcílio Sales.

Ambos os atletas tem contrato com o Timbu até dezembro 2010 e a multa rescisória para transferência para o Brasil é de R$ 1,5 milhões, para transferência para o exterior, o valor dobra, R$ 3 milhões.