O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008, 27

27.01.08

A DERROTA PARA O CENTRO

 

                   

                                  CENTRO LIMOEIRENSE, 1963

 

Não adianta falar de campo, de torcida, de gramado.

Senão a gente não vai ganhar na Ilha do Retiro nunca.

Em 1963 nós ganhamos do Centro Limoeirense em casa.

E depois perdemos em Limoeiro. Por 2 x 0.

No dia 1 de setembro. No mesmo estádio.

E a gente tinha Lula Monstrinho no gol.

Gilson Costa e Clóvis na defesa.

E o meio campo e o ataque eram pura covardia.

Salomão e Ivan Brondi.

Nado, Bita, China e Rinaldo.

Talvez nosso ataque mais forte de todos os tempos.

E esse ataque não viu a cor da bola em Limoeiro.

Não sei se pela força do time limoeirense.

Ou pelo calibre 38 do Coronel Chico Heráclito.

Então, meus amigos.

Perder faz parte da vida.

O que a gente não pode é se acostumar com a derrota.

Achar que está tudo muito bem.

Que a vitória cai dos ceús.

Como um presente.

Sem suor nem lágrimas...

HÁ 40 ANOS: O NÁUTICO EM CARACAS!

 

                 

 

27 de janeiro de 1968. Um dia histórico para o Clube Náutico Capibaribe. Um dia para permanecer na memória de todo alvirrubro.

Com transmissão do Escrete de Ouro.

Narração de Ivan Lima e João Batista.

Às 23:30 horário de Brasília.

O Náutico faria seu primeiro jogo fora de casa na Libertadores.

Um jogo que por si já seria importante.

Mas se tornaria histórico, duplamente, pelos seus desdobramentos.

O Náutico chegou em Caracas cheio de dúvidas e contusões. Na bagagem, farinha e charque. A equipe começava a viver o seu ocaso, como tudo na vida, o Timbu também tinha começo, meio e fim.

Mas ainda restavam algumas balas na agulha. Poucas é verdade. Mas a vida é sempre surpreendente. A Libertadores da América significou muito mais que o batismo da equipe pentacampeã pernambucana em torneios internacionais.

Mas ninguém seria capaz de imaginar o quanto.

O Náutico perdera na estréia para o Palmeiras por 3x1. Uma ducha de água fria na equipe e no técnico Duque. Porém, uma vitória colocaria o Náutico na luta. O adversário era o vice-campeão venezuelano, o Deportivo Português.

Adonias de Moura em seu artigo lembra o preparo físico dos venezuelanos. Recorda também que 80% dos jogadores das equipes venezuelanas são estrangeiros.

Tiro e queda.

O Náutico entrou nervoso em campo. Aos 3' um tirombaço de Matias obriga o goleiro Walter a fazer um milagre. O lance finalmente acordou os alvirrubros que partiram para o ataque. Primeiro com Ivan e depois com Nino e Lala.

O Deportivo recuou. Mas no seu recuo ele preparou um contra-ataque. Quando o domínio alvirrubro era flagrante, eis que surge Ramos e marca o tento para o Deportivo. 1 x 0.

 O Náutico sente o golpe. Limeira recua uma bola na fogueira para Walter e Rato quase marca. Um minuto depois, Walter larga a bola mas consegue se recuperar a tempo. Aos 43' Rato quase amplia. Aos 44' Walter faz um milagre.

No intervalo, Duque tenta acalmar os ânimos. O péssimo gramado do Estádio Olímpico e a correria desenfreada dos adversários pareciam demais para o Náutico.

Foi quando apareceu Ivan Brondi. Eram decorridos 8' do segundo tempo. O Náutico tivera duas chances de gol na volta para a etapa complementar. Na terceira, Ivan não perdoou. Estava empatada a peleja.

O Náutico ameaçou com Rafael cobrando falta.

O Deportivo respondeu com uma bola na trave que ainda resvalou em mauro antes de sair pela linha de fundo.

 O jogo terminou 1 x 1. Um péssimo resultado para o Timbu. naquele tempo das quatro equipes em cada grupo, classificava-se apenas uma. E restavam poucas dúvidas que a vaga seria do Palmeiras.

Tudo seria muito triste se o acaso não estivesse brincando com o clube de Rosa e Silva.  

Ali, naquela terra distante, rica em petróleo. Naquele cenário de um empate com gosto de derrota. Naquele momento, estava tomando forma o Hexacampeonato.

Pois na equipe do Deportivo jogavam Rato e Ramos.

Jogadores brasileiros que desnortearam a defesa alvirrubra.

Jogadores que seriam importados em breve pelo Clube Náutico para seu último momento de glória nos anos 60.

Rato e Ramos. Fundamentais em um jogo que aconteceria em julho nos Aflitos.

A final do pernambucano de 1968! 

A final do Hexa... 

1968, GOL DO NÁUTICO NA LIBERTADORES

 

                  

 

Ivan comemora.

Há 40 anos atrás.

O Náutico abre o marcador em Caracas contra o Desportivo Português.

27 de janeiro de 1968.

 

1968, ADEMIR DA GUIA CHEGA PARA ENFRENTAR O TIMBU

 

                 

 

Janeiro de 1968.

O Palmeiras de Ademir da Guia volta ao Recife.

Pela frente, novamente o Náutico.

Novamente a Libertadores da América.

1968, TREINO DO NÁUTICO

 

                      

 

O Náutico se prepara para o primeiro jogo da Libertadores.

Jogo em Recife contra o Palmeiras.

No último treino, Jardel marca um golaço.

Paulo joga na direita.

Miruca e Nino estão machucados.

O time ainda não se recuperou das finais da Taça Brasil.