O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008, 29

29.01.08

1943, O JOGO DAS TARJAS PRETAS

 

                                        

 

O segundo jogo do Náutico no campeonato de 1943.

O adversário, o América.

Mas o dia 18 de abril era o dia seguinte ao da morte de Zezé Carvalheira.

Lendário ponta-direita alvirrubro.

Em sua homenagem, o Náutico jogou de tarja preta.

Antes da partida, um minuto de silêncio.

O Náutico vence por 3x2.

Na foto cedida por Lucídio Oliveira, a história.

Os irmãos Issac, Tará e Orlando com a tarja preta na camisa.

Era a sua segunda partida oficial com o manto de Rosa e Silva.

Antes houvera um amistoso disputado em Maceió. E o 8x0 sobre o Flamengo-PE na abertura do estadual.

Os Carvalheira se despediam.

Chegava a vez dos irmãos Viana. 

O ADEUS DE ZEZÉ

 

                      

 

17 de abril de 1943. Um dia triste.

O futebol alvirrubro perde um dos seus heróis.

Morre Zezé Carvalheira.

Zezé que marcou 66 gols pelo Náutico.

Sendo 51 deles em Pernambucanos.

Um jogador que ocupou a ponta-direita do Náutico em 181 jogos.

Mais que qualquer outro ponta-direita.

Quantos gols surgiram dos cruzamentos de Zezé para Fernando?

Incontáveis.

O último jogo de Zezé Carvalheira pelo Náutico ocorreu no dia 6 de julho de 1941 nos Aflitos.

Vitória Timbu por 5x2.

E na sua despedida ele deixou duas vezes a bola nas redes tricolores.

Para que o gramado de Rosa e Silva lembrasse eternamente os dias em que estiveram juntos.

Ainda hoje, quando um atacante erra um chute, perde um gol.

Podemos ouvir o estádio com saudade lamentando:

Ah, se fosse o Zezé!

 

CAMPEONATO DA TAMARINEIRA 2008

 

 Chamar de regulamento o conjunto de normas que regem o Campeonato Pernambucano 2008 é um exagero. O regulamento é insólito porque premia os piores. Basta isso para definir a bagunça.

Ontem mesmo, nem Deus sabia quem era o sexto colocado no torneio. Mesmo consultando todos os profetas do Antigo Testamento. Os cavaleiros do Apocalipse. Os convidados na Santa Ceia.

E tem mais. Um primeiro turno sem clássicos. Alguém em sã consciência me explique como alguém pode vencer um turno em Pernambuco sem jogar um clássico?

O Náutico então? Deve estar dando graças a Deus! Na segunda fase do primeiro turno vai enfrentar os piores. Como alvirrubro eu acho graça. Como desportista eu considero uma volta ao passado!

Na década de 70 ocorreu um abuso de fórmulas e maracutaias no futebol brasileiro. Turnos, fases, subturnos, repescagens, o diabo. Campeonatos não terminavam. Advogados eram chamados no escuro da noite. Títulos eram decididos no Tapetão.

Sempre imaginei que tinha algo a ver com o famigerado AI-5.

Eu sei. Tem gente que aprecia o caos. Acha emocionante. Normalmente quando ganha. Mas o regulamento do Campeonato Pernambucano 2008 não foi criado na FPF.

Fontes fidedignas garantem que ele se baseia em outro regulamento famoso. O regulamento do Campeonato Interno da Tamarineira de 1956. Campeonato que terminou em festa. Algazarra. Benzodiazepínicos.

Com todos os jogadores metidos numa camisa-de-força!

O CRAQUE ERASMO

 

                     

 

Erasmo Forte marcou época no Clube Náutico.

Um extraordinário atacante. Driblador.

Infernizava qualquer defesa junto com Nivaldo, Augusto e Bizu.

Ontem, Erasmo foi contratado para salvar o Porto como treinador.

Se bem que o Porto é um clube-empresa.

Sua salvação está nos cofres. Não nos campos.

Na foto, Erasmo dribla Valdir Peres na final de 1989.

3 de agosto de 1989.

Final debaixo de chuva. Com pouca gente em campo.

Transmissão pela Tv.

Quem não assistiu em campo teve de esperar 12 anos pra ver outra igual.

No século seguinte.