O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 03

03.02.08

BOLA FORA?

 

                                       

 

5 de setembro de 1974.

Último minuto de jogo.

39.000 pagantes. Um recorde de público.

Um recorde que se mantinha há quase vinte anos. 

Luciano Veloso do Santa Cruz bate na bola com carinho, por sobre a barreira.

O arqueiro Tião do Esporte observa. Estático.

Gol!

Gol?

Pra os 39.000 pagantes foi gol.

Para Sebastião Rufino a bola descreveu uma curva e furou a rede.

Tiro de meta.

0x0...

Na foto, você decide.

 

 

O DIA EM QUE O PERNAMBUCANO VIRA A CASACA!

 

                          O GALO PERNAMBUCANO

Muita gente fala que o pernambucano nasce, cresce e morre fiel as mesmas cores. Balela.

Durante vinte quatro horas por ano o pernambucano renega seu clube do coração. Durante vinte e quatro horas, o pernambucano não é timbu, nem cobra coral, nem leão, nem patativa. O pernambucano vira galo desde criancinha. Mas não um galo mineiro, e sim um galo pernambucano. Um galo que não sabe nada de bola, porém conhece tudo de frevo.

Pernambuco se torna a nação do Galo da Madrugada.

As cores de cada folião não importam. Pode ser verde, azul, vermelho, branco e preto. Talvez porque na bandeira de Pernambuco exista um arco-íris, com todas as cores, as raças, as crenças. Talvez porque no galo todo o povo se entenda num ritual de alegria como num grito de gol.

A Avenida Guararapes se torna então no maior estádio do mundo. Um estádio sem gerais, sem arquibancadas. Um espaço onde um milhão de torcedores vibra como em um jogo de futebol. Um jogo de futebol sem vencedores nem vencidos. Sem juiz, apenas milhares de bandeirinhas de frevo. Vassourinhas.

Claro que o amanhã virá. O amanhã sempre vem. Cada folião irá pegar sua camisa, sua realidade. Alguns acordarão timbus, outros corais, outros leões. Como é de praxe desde que Noé chegou ao seu destino depois dos quarenta dias e quarenta noites de dilúvio.

E o mundo prosseguirá na sua Babel.

Mas em Recife, durante vinte e quatro horas reinou o galo.

E todos os pernambucanos torcem pelo galo. Desde criancinhas.

ANIVERSÁRIO DO SANTA CRUZ

 

                  

 

Hoje é aniversário do nosso rival tricolor.

Algumas vezes nós vencemos.

Noutras, o Santa Cruz sagrou-se campeão.

Único time pernambucano a disputar todos os estaduais desde 1915, o Santa Cruz se debate em crises.

Desde que o mundo é mundo.

Hoje no Arruda serão homenageados com um banner alguns torcedores famosos.

Chico da Cobra e Mazinho da Buzina.

Tricolores que já faleceram, como Fon Fon Gazeteiro e Pantera.

Três pratas-da-casa que foram Supercampeões em 1957: Jorginho, Paraíba e Zequinha.

Baseado nisso, e entre muitas imagens dos dois clubes que poderiamos postar, uma imagem traduz a história.

Exatamente uma imagem do tempo de Jorginho, Paraíba e Zequinha.

Supercampeonato de 1957.

Que ocorreu já no ano de 1958.

O Santa Cruz derrota o Náutico por 3x1.

No vestiário coral, Sydney, Diogo, Jorginho e Aníbal comemoram.

No vestiário Timbu, Manoelzinho e Zequinha consolam o craque Caiçara.

Há cinquenta anos!