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POR ADETHSON LEITE
Centro Limoeirense e Náutico se enfrentarão pela 3ª vez no atual campeonato, com clima de revanche e desempate, onde cada uma das equipes conquistou uma vitória em seus domínios. O Náutico aparece na 4ª posição (10 pontos), enquanto o Centro é o 9º (7 pontos). A partida será disputada em Limoeiro.
O Centro Limoeirense teve em Maurício e Buiú seus principais destaques na 1ª fase da competição e conseguiu importantes vitórias em casa, diante do Porto e Náutico, além do empate com o Serrano. Conquistou 7 dos 9 pontos possíveis disputados em Limoeiro e certamente não vai dar moleza nesse próximo encontro.
Para o Náutico, os 3 pontos são fundamentais se o time ainda quiser pensar no turno. Não depende só dele, mas sabe que pode contar com tropeços de seus adversários mais próximos e com isso voltar a sonhar com a conquista do turno.

criado por Roberto Vieira
20:45:54
Para os alvirrubros e não-alvirrubros, mais uma aula de Dr. Lucídio. Na foto abaixo, Edson é o que está sentado ao centro.

POR LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
A saga alvirrubra de contar em seu time de futebol com jogadores de uma mesma família começa com os Carvalheira. Tempos de amadorismo. O mesmo acontecia no vôlei e, sobretudo, no basquete. Na natação, também, é o que vamos assistir um pouco mais adiante. Mas minha praia é o futebol. Vamos desse modo ficar por aqui.
Na mesma época dos Carvalheira, naqueles distantes anos 30, outros grupos de irmão se juntavam em campo para defender o Náutico. Osvaldo Salsa e Salsinha, titulares da zaga em tantos jogos, eram irmãos. Como eram irmãos Dide e Vavá Teles, do time reserva. Clélio, lateral-direito, tantas vezes compondo o trio final com Epaminondas e Osvaldo Salsa, era irmão de Sá Leitão, que seria o titular da mesma posição em 1945, campeão na temporada. O que não faltava naqueles idos era dupla de irmãos num mesmo time do Náutico.
O capitão do time campeão de 1934, o do primeiro título conquistado, chamava-se Edson Lima. Um centromédio clássico, de futebol sóbrio. Jogador referência da defesa alvirrubra. Em torno da figura elegante de Edson, rodava a bola na troca de passes a partir das jogadas da meia-cancha. Tudo começava ou passava pela cabeça e pelos pés de Edson.
Em 1939, já se aproximando o dia de pendurar as chuteiras, Edson retornou ao time na condição de zagueiro de área. Djalma, Edson e Célio, a barreira que o ataque do Santa Cruz teve que enfrentar na final do campeonato no campo da Jaqueira. E não teve como vencê-la! Náutico 1x0. O Timbu, campeão pela segunda vez.
Pois bem, Edson Lima fez escola. No clube. Em casa, deixou o exemplo. No time campeão de 1945, o do terceiro título da história do Náutico, dois irmãos de Edson eram vistos com a jaqueta alvirrubra no gramado dos Aflitos.
O meio-campista Edvaldo, médio-apoiador ou meia recuado como naquele tempo se dizia, carregava o Lima no sobrenome. Jogava no time de cima há algum tempo, Hábil e talentoso, também sabia como fazer gol. Excelente nas bolas paradas, era o batedor oficial de pênalti do time. Jogava mais pela direita. Do outro lado do campo, um pouco mais recuado, na lateral-esquerda, o irmão Evaldo. Não era titular como Edvaldo. O dono da posição era o experiente Amaro China, revelado pelo Great Western. Mais dedicação profissional, o futebol como única saída do momento. Evaldo, não. Estava seguindo a trilha traçada pelos irmãos. Era mais estudante que jogador de futebol, coisa comum naquele tempo.
Vale o registro: Edson acabou diplomado em Farmácia, Edvaldo se fez médico e Evaldo, seguindo os passos do mais velho, seria igualmente farmacêutico.
E, para fim de conversa, peço permissão para um depoimento de cunho pessoal. Como simples torcedor. Não vi jogar nenhum deles, mas tive o prazer de conhecê-los, mas que isso, a honra de trabalhar ao lado dos três. De Edson, de Edvaldo e de Evaldo, os irmãos Lima.
Quando em dezembro de 1954 cheguei como acadêmico concursado ao velho Pronto Socorro da rua Fernandes Vieira, lá encontrei na chefia da Farmácia do hospital o doutor Edson Lima. Elegante, atencioso e sobretudo querido de todos. Uma década depois, já feito médico do interior, cheguei a participar em mais de uma ocasião de reuniões ao lado do colega Edvaldo Lima, ele na condição de representante da regional de Garanhuns. E, por fim, o tempo caminhando a sua marcha, tive um dia o prazer de receber como servidor da saúde pública em minha cidade, a visita de um dos diretores do Laboratório Farmacêutico do Estado, para a implantação de um programa de distribuição de medicamentos através da rede hospitalar. E outro não era o ilustre visitante senão o dr. Evaldo Lima, o irmão mais moço de Edson e Edvaldo.
Guardem no coração e na lembrança os nomes: Edson, Edvaldo e Evaldo. Todos três de sobrenome Lima. Cada um deles com uma história para contar. Histórias de feitos gloriosos. Campeões alvirrubros no passado. O Náutico, como sempre, uma grande família.
LJO

criado por Roberto Vieira
18:42:18
POR ROBERTO VIEIRA
(GRATO AO BLOG DO PAULINHO PELA IMAGEM E PELA INSPIRAÇÃO)
Nos treinos da Fórmula 1 realizados em Barcelona semana passada, um fato lamentável chamou a atenção de todo o mundo.
Torcedores espanhóis com o rosto pintado de negro, insultaram o piloto Lewis Hamilton e sua família.
Como uma caricatura do cantor Al Jolson no filme 'O Cantor de Jazz'.
Lewis Hamilton que passaria por branco no Brasil. Hamilton que é negro no primeiro mundo.
O episódio nos recorda um outro momento de preconceito racial. Desta vez ocorrido no Brasil em julho de 1974.
Restaurante do Posto Quatro Rodas. São Paulo.
Um homem negro, 54 anos, entra no recinto. Filho único de um ferroviário e de uma cozinheira, deseja apenas uma refeição.
Mas é retido no salão principal do restaurante.
Informado que pessoas de sua cor não são aceitas no local.
O homem então se dirige para a vigésima-oitava Delegacia da Capital, onde presta queixa.
Seu nome: Adhemar Ferreira da Silva.
Bicampeão olímpico pelo Brasil. Glória do esporte mundial.
Em ambos os casos, e em milhares de outros espalhahados pelo mundo, retrocedemos ao tempo da Ku Klux Klan.
Aos massacres de Auschwitz.
Ao pior da espécie humana.
Setenta e cinco anos depois do lançamento do clássico Casa Grande e Senzala do mestre Gilberto Freyre, isso é assustador.
Aguarda-se o óbvio.
Cadeia para os pseudo-torcedores espanhóis. Uma declaração de Alonzo, por mínima que seja.
Quem sabe, uma frase do Rei Juan Carlos:
'Por que não se calam?'


criado por Roberto Vieira
08:26:02
Pato se machuca... Dunga convoca Bobô. Vice-campeão turco. Para o amistoso contra a Irlanda.
Por ROBERTO VIEIRA
- Quem?
- O próximo da lista,quem é?
- Bobô.
- Esse já parou de jogar, cara!
- Não, aquele que era do Corinthians.
Silêncio.
- Bobô, do Besiktas!
Mais silêncio.
- Acho que fomos longe demais!
- Deixa disso, ninguém se importa mais com quem a gente chama. E hoje é dia de carnaval.
- Não é bem assim. O pessoal investiga, critica...
- O empresário jurou de pés juntos que o Bobô é fera. E se o goleiro se machucar ele pega no gol. Aliás, ele é melhor goleiro que artilheiro. Um Rogério Ceny melhorado.
- A gente vai fazer papel de idiota.
- Qualquer coisa a gente marca um amistoso com a Argentina.
O nome foi anotado na convocação. O empresário agradeceu emocionado. Todo mundo ficou feliz na Irlanda.
E a gente segue fazendo papel de ahmak.
** Podem ir comprando um dicionário turco-português

criado por Roberto Vieira
23:23:57
Como alvirrubro e como torcedor foi emocionante.
Ter este documento em mãos.
A cópia da acta de fundação do Clube Náutico Capibaribe no dia 7 de abril de 1901.
Um documento sagrado para todo Timbu.
Uma parte da história do futebol pernambucano.

criado por Roberto Vieira
22:01:36