| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
O texto do post que vem logo em seguida poderia ser explicado.
No que perderia toda a graça.
Não é um texto polêmico.
É um texto simbólico.
São Paulo e Rio de Janeiro se amam e se completam nas suas diferenças.
Para felicidade geral da nação.
Inclusive de Chico Buarque.
O paulista mais carioca do Brasil.

criado por Roberto Vieira
17:40:06
O jornalista Juca Kfouri em seu Blog questionou a falta de público no clássico Santos e São Paulo.
E os quarenta mil pagantes do Fla-Flu.
Abaixo, uma possível explicação...
POR ROBERTO VIEIRA
Imagine se o paulistano ia trocar um dia na praia pra ir ver um clássico no Morumbi?
Nunca.
Só foram aqueles fanáticos que nunca perdem um jogo. Um treino. Uma entrevista coletiva.
Paulistano gosta de praia. Ainda mais que tava um baita sol.
Sentar ali na esquina da Ipiranga com São João e ficar observando as meninas passando de biquíni. Tomado um choppinho. Curtindo o barulho do mar.
Cantarolando ‘Garota da Ipiranga’.
Já não basta a semana inteira de carnaval? O mundo inteiro de olho nas escolas de samba paulistas.
Afinal de contas, o samba nasceu no Bexiga.
No Rio de Janeiro choveu. Praia só descendo a serra. Restava o jogo no Maracanã. É só o que tem pra fazer no Rio.
Os cariocas vivem sonhando com Zico, Romário. Mas Zico e Romário são patrimônios de São Paulo.
Deixa eles com as lembranças de Ademir da Guia e Pelé.
Outro dia, aquele compositor carioca, o Chico Buarque, quis se mudar pra cá. Nós desaconselhamos. Já temos a poesia do Vinícius de Moraes e do Tom Jobim. Ele pode vir a passeio, mas morar não vai dar certo. Lembra do que aconteceu com Cartola e Noel?
Pois é. Choravam quando lembravam a Vai-vai.
São Paulo e Rio de Janeiro são assim. Desde que Dom João VI aportou em Santos.
O Rio é o túmulo do samba.
São Paulo, o túmulo do futebol.

criado por Roberto Vieira
13:49:06
O Fluminense era a Máquina.
Roberto Rivelino seu comandante.
Chegaram no Recife em novembro de 1976.
Rivelino tinha aberto o escore.
Então tentou o elástico em cima de Don Beliato..
Beliato mandou o carrinho.
Rivelino caiu de costas, estatelado no chão.
E foi armar o jogo no meio de campo.
Chico Explosão marcou três vezes.
Náutico 3 x 1 Fluminense.

criado por Roberto Vieira
13:24:37

Quando se fala no ressurgimento do Náutico em 2001.
Sempre se fala de Muricy Ramalho.
Como um mantra.
'Muricy! Muricy!'
Eu também repito.
Mas por uma questão de justiça já é tempo de mudar um pouco o mantra.
Pois antes de Muricy havia Júlio César Espinosa.
Júlio que manteve a escalação da equipe.
Júlio invicto na Copa Nordeste.
Júlio que deu uma cara ao time.
Deixando para Muricy a missão de lhe dar uma alma.
Portanto, amigos alvirrubros.
Torcedores em geral.
É chegada a hora de dar a Júlio o que é de Júlio!
Também campeão de 2001.

criado por Roberto Vieira
13:16:12

O futebol é primo-irmão do poder econômico. Não compreender isso é não compreender o que ocorre nas quatro linhas.
O Uruguai foi bicampeão do mundo.Quando o mundo importava sua carne e lã do Uruguai. Alguns irão lembrar que a Espanha dos anos 50 não era grande coisa, mas tinha o Real Madrid. E eu direi que o Real Madrid tinha Franco e os cofres abertos da ditadura, ansiosa por propaganda. Sem dinheiro não se faz gol por muito tempo. É a realidade das quatro linhas. O futebol africano é rico em dribles e pobre em proteínas.
A refinaria de Pernambuco parece birra. Um desejo recente. Mas, consultando os jornais de um outro tempo, lá está a refinaria de Pernambuco. No papel. Acadêmica. Um recurso de semântica. Como no final da década de 50, quando um certo coronel Janary Nunes afirmava em alto e bom som. Janary Nunes que era o então presidente da Petrobrás:
"Mataripe basta para o Nordeste!"
Referindo-se à Refinaria de Mataripe instalada em 1949 na Bahia.
O coronel Janary Nunes se preocupava também com as letras. Fundou a Academia de Letras do Amapá em 1952. Academia que até hoje não possui sede. Semântica.
Mas, voltando ao assunto. Sem mudar Pernambuco, o futebol daqui permanecerá o mesmo. Igual ao estado. Pobre e submisso. Julgando-se independente. Na verdade, colonizado.
Uma academia de letras sem sede. Um recurso de semântica.

criado por Roberto Vieira
04:43:24