O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 15

15.02.08

UM GOL INUSITADO

 

                                

 

1999. Final do Pernambucano de Futebol Feminino.

O Sport vence o Santa Cruz por 1x0 e se sagra campeão estadual.

Até aí tudo bem.

Mas, alguém lembra como foi o gol de Jô?

Se foi de canela, de bico, de cabeça?

Pois é!

O gol foi de bumbum.

Pra desmoralizar o adversário.

Logo depois ela foi expulsa...

E ainda bem que a moda não pegou.

SIMPLESMENTE ALICE


Por ROBERTO VIEIRA

O abuso sexual nos esportes é um tabu.
Ninguém ousa tocar no assunto.
Amanhã o Chelsea vai enfrentar o Huddersfield pela FA Cup.
Huddersfield que se orgulha de sua universidade fundada em 1825.
Pois bem. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Huddersfield em 1999 é contundente.
50% das crianças abusadas sexualmente conheceram seus agressores em atividades de lazer ou na prática de esportes.
O estudo vai além.
Grande parte dos casos é abafada para preservar a reputação dos clubes onde ocorreram os abusos.
O abuso sexual nos esportes é um tabu. Ninguém ousa tocar no assunto.
E ainda existe o silêncio das vítimas. Vítimas consideradas culpadas pela sociedade.
Culpadas pelo silêncio.
“Por que ela ficou calada?”
Vítimas que já vivem se culpando no inferno em que habitam.
Alguns dirão que os números estão errados. Estatísticas falham. É apenas um trabalho.
Estão certos.
Um trabalho não prova nada.
Existem casos de alucinação. Difamação. Escolas Base. Todos os casos devem seguir o caminho da Justiça.
Hoje mesmo, em reportagem do Diário de Pernambuco, uma segunda nadadora denunciou abusos pelo ex-técnico de Joanna Maranhão.
O que aumenta a suspeita. O que exige investigação. O que não prova nada.
Mas se abuso sexual nos esportes é tabu.
Um tabu maior que o existente nas religiões.
Tabus existem para serem quebrados.
Mesmo para quem acredita que o esporte é uma religião.

COMEÇAM OS CAMPEONATOS

 

Mais um grande relato da série 'Viajando no Tempo' de Carlos Celso Cordeiro.

Hoje, o pontapé inicial nos estaduais.

 

COMEÇAM OS CAMPEONATOS

POR CARLOS CELSO CORDEIRO


Finalmente, em 1915, começam para valer as disputas dos Campeonatos Pernambucanos. Dez anos haviam se passado desde a disputa da primeira partida de futebol em nosso Estado. Para efeito de comparação, o primeiro Campeonato Paulista foi disputado em 1902 e o Carioca em 1906. Dos Estados nordestinos, a Bahia tinha seu campeonato desde 1905 e o Ceará desde 1914. É bom lembrar que o Ceará só começou antes de Pernambuco porque as Ligas pernambucanas criadas em 1912 e 1913 não prosperaram.

O primeiro Campeonato Pernambucano promovido pela Liga Sportiva Pernambucana foi disputado por 6 clubes: Sport Club Flamengo, Santa Cruz, Torre, João de Barros (América), Centro Sportivo do Peres e Colligação Sportiva Recifense.

Náutico e Sport, embora mais antigos, não participaram deste primeiro campeonato.

O Sport Club Flamengo, foi o Campeão Pernambucano. Para ser mais preciso, foi super campeão, e invícto. Ressalte-se que, na época, a imprensa não adotava a terminologia “Super campeão”.



O primeiro jogo interestadual em Recife

O América Futebol Clube do Rio de Janeiro foi o primeiro clube de outro estado a jogar em Recife.

No mês de novembro de 1915, o campeonato pernambucano foi temporariamente suspenso cedendo as datas para a realização da temporada do América do Rio.

O América do Rio disputou quatro partidas entre nós, tendo vencido todas. Enfrentou um Scratch Anglo Pernambucano, duas vezes, a Seleção Pernambucana e uma Seleção de Ingleses.



O Campo do British Club muda de dono

No mês de abril de 1916 os sócios do British Club resolveram entregar a casa onde tinham sua sede e o campo. A Liga Sportiva Pernambucana assumiu, provisoriamente, o arrendamento do campo, que era o melhor de nossa capital.



A estréia de Náutico e Sport em campeonatos

O Campeonato Pernambucano de 1916 foi disputado em 2 turnos, pontos corridos, por 9 clubes divididos em 2 séries. Na série A, os participantes do ano anterior, com exceção da Colligação Sportiva Recifense que não mais disputou campeonatos. Na série B, os novos participantes, entre eles Náutico e Sport. No final, os vencedores das séries A e B, Santa Cruz e Sport, respectivamente, decidiram o título numa partida extra. O Sport foi o campeão.

Um fato curioso é que o Sport, para reforçar seu time na fase decisiva do campeonato, importou o zagueiro Paulino que havia se destacado, jogando pelo América do Rio, nos jogos deste clube em Recife em novembro de 1915.



O batismo interestadual do Santa Cruz

No dia 15 de novembro de 1916, o Santa Cruz realizou seu primeiro jogo fora dos limites do Estado de Pernambuco. E logo no seu batismo interestadual venceu, em Natal, o ABC Foot-ball Club, do Rio Grande do Norte, pelo placar de 4 x 1. A notίcia da brilhante vitória do Santa Cruz chegou ao Recife pouco antes das 6 horas da tarde, por telegrama, e foi recebida com grande entusiasmo nas rodas esportivas, notadamente no seio da família tricolor, cuja sede ficou em festas até a madrugada.
O time do Santa Cruz, jogou com a seguinte constituição: Ilo Just; Mangabeira e Nelson Valença, Arsênio, Theophilo e Professor; Zé Castro, Pitota, Tiano, Fausto e Doria.
Reservas: Duque e Mario Rosas.

ROBERTO FERNANDES MANDOU PARAR!

 

 

'Roberto, era o Atlético de Roraima!'

'E daí?'

'É muito fraco!

'E daí?"

"Daí que vocês só fizeram a obrigação!"

Eu fiquei olhando meu amigo gaúcho. Lembrei do Grêmio que vai ter de disputar uma nova partida contra o poderoso (sic) Jaciara de Mato Grosso.

Grêmio que já demitiu seu técnico.

"Na verdade foi de sete por um pedido do técnico..."

Ele me olhou intrigado e eu tive de responder.

"Quando viu que o ataque estava iluminado, Roberto Fernandes mandou parar de fazer gol"

O placar só foi 7x1 porque o comandante alvirrubro teve pena.

E mandou parar!

Kuki saiu de campo revoltado.

Por ele tinha sido de quinze!

QUEM É ELE? VOLUME 4

 

                          

 

Talvez seja fácil.

Este grande jogador foi trazido para Pernambuco pelo Central.

Pelas mãos do presidente Luiz Lacerda.

Contratado por uma pequena fortuna ao Treze com 23 anos.

Junto com Gil Mineiro.

Depois foi para o Náutico.

Onde é lembrado por um pênalti.

O pênalti perdido na decisão contra o Santa Cruz em 1983.

Pênalti que para muitos cruzou a linha de gol.

E para outros tantos, não cruzou.

Quem é ele?