O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 22

22.02.08

PRIMEIRA RODADA, 1968: SPORT, SANTA E CENTRAL

 

Um começo confuso. Poucos gols.

O Santa Cruz esbarra na excepcional atuação do arqueiro Holanda.

Fernando Santana entra no segundo tempo. E nada.

 0x0. (FOTO)

                      

                                       

O Central vence bem o América. 3x1.

Vadinho faz dois gols.

O grande Fernando Lima completa.

Fernando que havia feito o gol da vitória sobre a Seleção Argentina de Novos.

O goleiro Corinto do América se machucou (FOTO).

Foi substituído por Zé Neto.

Se não houvesse a nova regra três...

                         

                  

O Sport quase parou no Íbis.

Salto alto.

Retranca.

Jagunço começou a defender tudo.

Jagunço que era uma lenda no Pássaro Preto.

Nilton fez o único gol do rubro negro (FOTO).

Gojoba foi expulso.

O Sport foi atrás do técnico Zezé Moreira. 

                          

PRIMEIRA RODADA, 1968: NÁUTICO

 

                                  

O Náutico abre o campeonato de 68.

Estreando Roberto, Tadeu e Jailson.

O Santo Amaro tem uma chance no começo do jogo.

Mas o Timbu abre o marcador com um gol de Roberto de cabeça.

Gol que aparece na foto.

Náutico 3 x 0 Santo Amaro.

 

COMEÇA O ESTADUAL 1968

 

                            

 

Vamos iniciar um passeio pelo Estadual de 1968.

O ano do Hexa.

Durante o restante do certame deste ano vamos descobrir o que mudou...

... e o que permanece exatamente do mesmo jeito.

 

PREFÁCIO 1968 

 

Duque estava otimista.

Gradim estava otimista.

E o Sport havia ganho o torneio início. E de início estava otimista com seu técnico Rubens Minelli.

O campeonato tinha algumas mudanças nas regras.

Nada comparado ao absurdo de 2008, lógico.

A regra três começava a todo vapor.

Duas substituições em qualquer tempo, em qualquer posição.

Numa adaptação ao calendário nacional, o certame voltava a ter rodadas semanais.

O ingresso em jogos dos três grandes custava 2 cruzeiros.

Até 1967, o preço do ingresso era o mesmo. Podia ser NáuticoxCentral ou ÍbisxSanto Amaro.

Descontava-se entre 5 e 10 centavos de cada ingresso para a construção do Geraldão.

Isso mesmo!

As torcidas construiram o Geraldão.

Nos jornais, nosso futebol ainda era chamado de 'soccer maurício'.

Em alusão a Maurício de Nassau.  

O Timbu estreava no meio de semana contra o Santo Amaro.

Pra quem acha que era fácil. Um lembrete.

O Santo Amaro havia eliminado o Náutico no torneio início um pouco antes.

E empatara de 0x0 com o alvirrubro na abertura do estadual 1967.

Então, amigos!

Aqui começa o estadual 1968.

KUKI=176

 

Náutico vence por 5x0.

Fica secando o leão.

E Kuki marca mais um.

O gol de número 176 com a camisa alvirrubra.

Olhem bem!

Um dia isso será memória...

                 

MULTIDÕES SEM UM CLÁSSICO

 

POR ROBERTO VIEIRA


O que é um clássico? Qual a importância de um clássico no mundo do futebol?


Segundo o centroavante Houaiss, clássico é “uma obra ou autor que, por sua originalidade, pureza de expressão e forma irrepreensível, constitui modelo digno de imitação”.


O Clássico é antes de tudo um original. Um Rembrandt. Um Stradivarius. Uma Bachiana.


Mas os clássicos são solenemente ignorados em Pernambuco. Em detrimento de imitações. Pirataria.


Basta imaginar a Grécia Antiga. A Grécia Antiga é obra de Sócrates e Platão, mas é também a disputa entre Atenas e Esparta. Imaginar Péricles sem Leônidas é impraticável. Futebol-arte sem enfrentar o futebol-força.


Sem atrito não existiria jamais o fogo de Prometeu.


E Roma sem Cartago? Não seria Roma. Quando Cartago foi derrotada, Roma continuou a existir por séculos. Mas os séculos de tédio terminaram por transformar Roma em um íbis, um Santo Amaro. Qualquer bárbaro da segunda divisão vinha e enfiava uma goleada no Coliseu.


Assim caminha a humanidade. Sem competição não existe vida. Não existe evolução. Por mais inteligente que seja uma espécie, sem as pedras no caminho resta apenas o ócio criativo. A extinção.


O Real Madrid sucumbiria sem o Barcelona. Como os EUA estão lentamente sucumbindo sem a Rússia e sua Cortina de Ferro. Tornaram-se um Flamengo sem um Fluminense. Um Corinthians sem um Palmeiras. O dólar se torna uma moeda banal. Uma lira. Uma peseta.


A história ensina solenemente que não se devem ignorar os clássicos. Nem por brincadeira. O resultado pode ser uma novidade, uma moda. Mas ninguém sobrevive de novidades. Elas são uma mera diversão e nada mais.


A antiguidade é um clássico. O antigo sempre vem. Cervantes.


É triste ver o espetáculo de multidões sem clássicos. Sem um Clássico das Emoções. Sem um Clássico dos Clássicos. Sem um Clássico das Multidões.


Sem um Clássico, toda conquista é efêmera. Vaga. Inodora. Incolor.


Como a Grécia sem Esparta.


Como Esparta sem Atenas.


Como o Náutico sem o Santa e o Sport.