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Um começo confuso. Poucos gols.
O Santa Cruz esbarra na excepcional atuação do arqueiro Holanda.
Fernando Santana entra no segundo tempo. E nada.
0x0. (FOTO)
O Central vence bem o América. 3x1.
Vadinho faz dois gols.
O grande Fernando Lima completa.
Fernando que havia feito o gol da vitória sobre a Seleção Argentina de Novos.
O goleiro Corinto do América se machucou (FOTO).
Foi substituído por Zé Neto.
Se não houvesse a nova regra três...

O Sport quase parou no Íbis.
Salto alto.
Retranca.
Jagunço começou a defender tudo.
Jagunço que era uma lenda no Pássaro Preto.
Nilton fez o único gol do rubro negro (FOTO).
Gojoba foi expulso.
O Sport foi atrás do técnico Zezé Moreira.


criado por Roberto Vieira
20:41:00

O Náutico abre o campeonato de 68.
Estreando Roberto, Tadeu e Jailson.
O Santo Amaro tem uma chance no começo do jogo.
Mas o Timbu abre o marcador com um gol de Roberto de cabeça.
Gol que aparece na foto.
Náutico 3 x 0 Santo Amaro.

criado por Roberto Vieira
20:24:50
Vamos iniciar um passeio pelo Estadual de 1968.
O ano do Hexa.
Durante o restante do certame deste ano vamos descobrir o que mudou...
... e o que permanece exatamente do mesmo jeito.
PREFÁCIO 1968
Duque estava otimista.
Gradim estava otimista.
E o Sport havia ganho o torneio início. E de início estava otimista com seu técnico Rubens Minelli.
O campeonato tinha algumas mudanças nas regras.
Nada comparado ao absurdo de 2008, lógico.
A regra três começava a todo vapor.
Duas substituições em qualquer tempo, em qualquer posição.
Numa adaptação ao calendário nacional, o certame voltava a ter rodadas semanais.
O ingresso em jogos dos três grandes custava 2 cruzeiros.
Até 1967, o preço do ingresso era o mesmo. Podia ser NáuticoxCentral ou ÍbisxSanto Amaro.
Descontava-se entre 5 e 10 centavos de cada ingresso para a construção do Geraldão.
Isso mesmo!
As torcidas construiram o Geraldão.
Nos jornais, nosso futebol ainda era chamado de 'soccer maurício'.
Em alusão a Maurício de Nassau.
O Timbu estreava no meio de semana contra o Santo Amaro.
Pra quem acha que era fácil. Um lembrete.
O Santo Amaro havia eliminado o Náutico no torneio início um pouco antes.
E empatara de 0x0 com o alvirrubro na abertura do estadual 1967.
Então, amigos!
Aqui começa o estadual 1968.

criado por Roberto Vieira
18:14:57
Náutico vence por 5x0.
Fica secando o leão.
E Kuki marca mais um.
O gol de número 176 com a camisa alvirrubra.
Olhem bem!
Um dia isso será memória...

criado por Roberto Vieira
07:30:03
POR ROBERTO VIEIRA
O que é um clássico? Qual a importância de um clássico no mundo do futebol?
Segundo o centroavante Houaiss, clássico é “uma obra ou autor que, por sua originalidade, pureza de expressão e forma irrepreensível, constitui modelo digno de imitação”.
O Clássico é antes de tudo um original. Um Rembrandt. Um Stradivarius. Uma Bachiana.
Mas os clássicos são solenemente ignorados em Pernambuco. Em detrimento de imitações. Pirataria.
Basta imaginar a Grécia Antiga. A Grécia Antiga é obra de Sócrates e Platão, mas é também a disputa entre Atenas e Esparta. Imaginar Péricles sem Leônidas é impraticável. Futebol-arte sem enfrentar o futebol-força.
Sem atrito não existiria jamais o fogo de Prometeu.
E Roma sem Cartago? Não seria Roma. Quando Cartago foi derrotada, Roma continuou a existir por séculos. Mas os séculos de tédio terminaram por transformar Roma em um íbis, um Santo Amaro. Qualquer bárbaro da segunda divisão vinha e enfiava uma goleada no Coliseu.
Assim caminha a humanidade. Sem competição não existe vida. Não existe evolução. Por mais inteligente que seja uma espécie, sem as pedras no caminho resta apenas o ócio criativo. A extinção.
O Real Madrid sucumbiria sem o Barcelona. Como os EUA estão lentamente sucumbindo sem a Rússia e sua Cortina de Ferro. Tornaram-se um Flamengo sem um Fluminense. Um Corinthians sem um Palmeiras. O dólar se torna uma moeda banal. Uma lira. Uma peseta.
A história ensina solenemente que não se devem ignorar os clássicos. Nem por brincadeira. O resultado pode ser uma novidade, uma moda. Mas ninguém sobrevive de novidades. Elas são uma mera diversão e nada mais.
A antiguidade é um clássico. O antigo sempre vem. Cervantes.
É triste ver o espetáculo de multidões sem clássicos. Sem um Clássico das Emoções. Sem um Clássico dos Clássicos. Sem um Clássico das Multidões.
Sem um Clássico, toda conquista é efêmera. Vaga. Inodora. Incolor.
Como a Grécia sem Esparta.
Como Esparta sem Atenas.
Como o Náutico sem o Santa e o Sport.

criado por Roberto Vieira
07:18:24