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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 23

23.02.08

BITA EXCEDE: O HOMEM DO RIFLE

 

                           

 

O grande alvirrubro Osvaldo Soares Neto lembra de Bita.

Como deveriam lembrar todos os alvirrubros. Reverentes.

Bita é para poucos.

BITA EXCEDE!

Osvaldo mencionou dias atrás uma manchete histórica.

Bita marca. O Náutico vence. E o jornal publica a foto de Bita.

Quatro vezes.

Fazendo um jogo de palavras com a famosa propaganda da multinacional Shell.

Propaganda que afirmava: SHELL EXCEDE!

Lucídio José de Oliveira lembrava da foto.

Caiu em campo e me trouxe a lembrança antológica.

Dei uma passada nos jornais da época e resgatei detalhes do jogo.

Náutico 1 x 0 Santa Cruz no dia 16 de agosto de 1970 nos Aflitos.

Dia em que os Aflitos teve recorde de público.

Inacreditáveis 25.305 pagantes.

2 mil pessoas a mais que na decisão do Hexa.

Por uma destas peripécias do destino.

Pois tem quem não acredite em coincidência.

Esta semana o historiador alvirrubro Carlos Celso Cordeiro lança um clássico.

Um livro para se ter na estante e no coração.

Um livro sobre o maior artilheiro alvirrubro de todos os tempos.

Um livro escrito por um alvirrubro que dispensa apresentações.

O livro Náutico - Grandes Goleadores: B I T A

O livro mostra, gol a gol, como Bita alcançou os 223 gols, em jogos do time principal do Náutico, e se transformou no maior goleador alvirrubro de todos os tempos.

Contem as fichas técnicas de todos os jogos em que Bita fez estes 223 gols.

Apresenta mapa resumo do gols de Bita, por ano e por competição.

Apresenta mapa das 338 partidas em que Bita defendeu as cores alvirrubras, por ano e por competição.

O livro tem 78 páginas no formato A5 e pode ser adquirido diretamente no site

                        www.livrorapido.com.br

O preço abaixo de 20 reais.

Então, aqui vai uma homenagem minha e de Lucídio a todos os alvirrubros.

E acima de tudo, a todos que amam o futebol bem jogado na nossa terra.

Uma homenagem ao Osvaldo e ao Carlos Celso que existe em todo o apaixonado pelo esporte bretão.

                        

BITA EXCEDE: A BICICLETA

 

                                 

 

Um lance antológico.

Talvez o mais belo lance da história do futebol pernambucano.

Cruzamento na entrada da área.

Na meia-lua.

Quarto crescente.

Bita se desloca no ar. Leônidas.

Metade Homem Borracha. Metade Homem do Rifle.

Desfere um petardo único.

Irreparável.

A bola sai em direção ao gol.

Bólido.

Sólido liquefeito e veloz.

A torcida grita gol.

Mas Bita também podia ser Pelé.

Detinho, Banks.

Tão belos como os gols de Bita.

Eram os quase gols de Bita.

Detinho se lança no espaço. Armstrong.

Braços fortes.

Interrompe a trajetória da bola num milagre. 

Inumano.

A torcida não acredita no que seus olhos testemunham.

Profano.

Miragem.

Ilusão.

Calúnia.

O tiro de Bita é defendido por Detinho.

Porque toda obra de arte tem defesa.

Gol é pra qualquer um.

Guernica, não!

BITA EXCEDE: CABEÇADA MORTAL

 

                          

 

Givanildo observa. Estático.

A bola que descreve um arco e depois um tiro.

No contrapé de Detinho.

No Reino da Grande Área, só existe um rei no futebol pernambucano.

Bita.

O Homem do Rifle.

O Náutico fazia 1x0.

Se credenciava para vencer o turno.

Iria disputar o estadual de 1970 contra o mesmo Santa Cruz.

A torcida vai pra casa repetindo um nome.

Bita!

O Náutico tem sete letras no nome e no coração.

Mas tem quatro letras na ALMA!

BITA!

BITA EXCEDE: BITA CORRE EM DIREÇÃO A ZÉ CARLOS

 

                         

 

O couro está nas redes.

Bita sai enlouquecido em direção a Zé Carlos.

Zé Carlos que cruzara milimetricamente na sua cabeça.

Os Aflitos deliram de alegria.

Quantas vezes Bita não fez sorrir o torcedor alvirrubro?

Centenas.

Obrigado, Bita!

 

BITA EXCEDE: DETINHO FAZ MILAGRE

 

                            

 

O Náutico tem um pênalti a seu favor.

China bate.

Detinho salva o gol.

Nesse jogo Detinho fez miséria.

Agarrou pênalti.

Salvou bicicleta.

Mas Detinho era pouco para o Homem do Rifle!