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Futebol e História.

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Arquivo de: Fevereiro 2008, 25

25.02.08

SOBRAM VICENTES NA INGLATERRA

 

                                                     

 

Por ROBERTO VIEIRA



O futebol brasileiro nem sempre foi o futebol-arte.

O Vasco da Gama de Tostão, tinha Moisés.

O Fluminense de Rivelino, Assis.

O Flamengo de Evaristo, Tomires.

Arte e porrada em iguais proporções.

Moisés, Assis e Tomires. Discípulos de Sua Majestade.

Claro que mesmo os grandes craques brasileiros quebravam as pernas de outros jogadores.

Pelé quebrou um alemão. Gerson, um peruano. Zizinho, Jair, Ademir... Perde-se a conta.

O futebol é o mais franciscano dos esportes. É dando que se recebe.

Vicente Feola uma vez aconselhou o Rei:

- Ou você reage, ou não dura um ano!

E Pelé reagiu.

Pois na final da Copa de 58, os cravos de uma educada chuteira sueca passaram raspando pela canela do menino Pelé.

Todo mundo só fala na educação sueca. Esquecem dos cravos de Estocolmo.

Pelé teve medo. E uma fera acuada é cruel. Sobrou pro alemão anos depois.

Porém, mesmo reagindo, o futebol estava cheio de Vicentes e Morais. O Moisés e o Assis lusitanos.

E Pelé foi massacrado numa tarde em Liverpool. Sob o olhar beneplácido do Bispo Eusébio. Um gentleman.

Massacrado na mesma Inglaterra que assistiu a agressão de Martin Taylor ao tornozelo de Eduardo Silva.

Aliás, todo grande time tem um mafioso e um gentleman. Podem reparar.

João Saldanha estava certo.

Os ingleses quebram perna há dois mil anos. Gentlemen.

Os brasileiros só matam pra comer. Macunaímas.

Faltou um Feola lá na Croácia. Faltou um Feola no Arsenal.

- Ou você reage, ou não dura um ano!

Pois se faltam Feolas, sobram Vicentes na Inglaterra.

NÁUTICO 1 X 0 ELICARLOS

 

Batido o martelo! 

Elicarlos quer jogar no Cruzeiro.

Mas o processo movido contra o Náutico não permitia.

Elicarlos retirou o processo.

O Cruzeiro paga R$ 1,4 milhão por 90% dos direitos econômicos do atleta, que pertencem ao Porto de Caruaru.

E o Timbu recebe a metade.

700 mil.

Um bom negócio.

 

SEGUNDA RODADA, 1968: ÍBIS QUER SALOMÃO

 

                          

 

Prosseguimos na nossa viagem aos tempos do HEXA.

Segunda rodada do estadual de 1968.

Os jornais anunciam o retorno de Ivan Brondi.

Ele fará companhia a Jardel.

Mas os jornais também trazem uma notícia inusitada.

O ìbis estréia o ponta Raimundo e o atacante Maurício.

E o saudoso Caiçara, técnico do Íbis, juntamente com o dirigente  Manoel Spinelli não se fizeram de rogados.

Salomão estava de passagem por Recife.

E Caiçara e Spinelli grudaram em Salomão com uma proposta funesta.

Voltar a jogar pelo Íbis.

Salomão, educadamente desconversou.

Estava estudando para o vestibular.

E saiu de fininho...

 

SEGUNDA RODADA, 1968: NÁUTICO 3 X 0 ÍBIS

 

 

Muita chuva nos Aflitos.

Meio de semana.

O Náutico vence por 3x0. Fácil.

Mas a lesão de Clóvis no final da partida é uma ducha de água fria no elenco e torcida Timbu.

 

                         

SEGUNDA RODADA, 1968: O DRAMA DE CLÓVIS

 

                                  

31 anos.

A idade de Ronaldo, Fenômeno.

O genial Clóvis disputava os instantes finais contra o Íbis.

Um jogo sem nenhuma importancia.

Chuva forte. Clóvis escorrega na lama.

E sofre ruptura completa dos ligamentos interno e cruzado do joelho direito.

No dia seguinte, Clóvis segue com o médico Bráulio Pimentel para o HGV.

Tira uma radiografia. Não existe fratura.

Perna engessada durante 45 dias e fisioterapia.

Lesão similar ao do antigo atacante Marinho do Santa Cruz.

Para Clóvis, dúvidas e tristeza.

Uma lesão que mudou o destino de um craque.