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Terra Blog

Arquivo de: Fevereiro 2008, 27

27.02.08

A MORTE DOS ESTADUAIS

 

Por ROBERTO VIEIRA



Os estaduais estão morrendo?

Viva o Brasileirão.!

A média de público dos campeonatos estaduais é menor que a média do Brasileirão.

Conclusão óbvia: Os estaduais estão morrendo.

Mas peraí. A média de público dos estaduais sempre foi menor que a média de público do Brasileirão.

E a média de público do Brasileirão sempre foi menor que a média de público dos clubes brasileiros na Libertadores.

Se prosseguimos no raciocínio. O Brasileirão está morrendo?

Viva a Libertadores!

Mas os campeonatos estaduais são disputados por outra razão.

Como os campeonatos nacionais europeus.

Eles são uma tradição. Uma oportunidade do torcedor assistir ao time de sua região.

De tirar um sarro do vizinho. De exercer a rivalidade local.

Quando o Cruzeiro vence o Internacional, o torcedor mineiro fica feliz.

Mas é muito mais legal vencer o Atlético. E vice-versa.

Pela proximidade. Pela tradição.

É claro que não há mais lugar para campeonatos estaduais longos. Infinitos.

O mundo atual é globalizado. Súbito.

Mas, antes de proclamar que o Big Mac é comida, simplesmente porque é o sanduiche mais vendido do mundo.

É bom deixar lugar para uma paella. Um bom vinho chileno.

Porque, se os estaduais estão morrendo!

Viva os estaduais!

 

RUBEM E OSVALDO SALSA

 

                           

 

Rubem Moreira conversa com Osvaldo Salsa.

1968.

O Náutico fracassava na Libertadores.

Os jornais informavam uma rixa entre o grupo de José Porfírio e o grupo de Wilson Campos.

Parecia o fim da era de ouro do alvirrubro.

Rubem grita:

- Vocês já tem demais. Deixa um pouco pros outros!

Salsa respondia:

- Penta é pouco! A gente quer é o HEXA!

E foi cuidar de apaziguar os Aflitos.

CENTRAL DE VOLTA!

 

                             

 

O Central volta a ser o centro das atenções.

Enfrenta hoje o Clube do Remo.

Remo que está mal do leme.

Perde mais que ganha no Pará.

Pará paradoxal.

O estado que mais ama o futebol.

Vê seus times naufragando.

É parada!

Acabei usando todos os trocadilhos do ano.

Agora sem trocadilho.

A foto de Rubem Moreira.

Americano de coração.

Rubem doou 1300 sacos de cimento na construção do Estádio Pedro Victor de Albuquerque.

Atual Estádio Luís Lacerda.

Rubem que prendia e soltava em Caruaru.

UMA VEZ FLAMENGO...

 

                           

                            ESPORTE 1 X 5 FLAMENGO, 1947**

Por ROBERTO VIEIRA

Qual o mistério do Flamengo?

Flamengo pentacampeão brasileiro.

Ontem foi publicado no site da revista Mundo Estranho da editora Abril uma pesquisa.

32,4 milhões de brasileiros torcem pelo Flamengo.

O Flamengo tem a maior torcida do mundo.

Mas qual o mistério do Flamengo?

Flamengo que se tornou o clube do povo embora tenha nascido longe do povo.

Povo mesmo era o Vasco da Gama e sua luta contra o racismo na década de 20.

Quem sabe a explicação é mística?

Talvez sejam as suas cores. Cores de Exu.

O negro que representa o oculto. O vermelho que permite a manifestação do oculto.

O time das encruzilhadas.

O time do fogo. O time do número 1.

Quem sabe a explicação é puro marketing?

A sábia decisão de contratar Domingos da Guia e Leônidas na década de 30.

O Divino e o Diamante, lado a lado. Evaristo e Dida. Zico e Geraldo.

Não. É só lembrar de Edmundo, Romário e Sávio.

Voltemos para o concreto.

Marcio Braga afirmando: Me dêem o Roberto Marinho e eu lhes darei o Mundial!

Pode ser.

Ou quem sabe a explicação durma nos compassos de Ari Barroso. Nas palavras de José Lins do Rêgo.

No sambalanço de Jorge Ben.

Amigo. Antes que exista alguma explicação satisfatória para a questão, aceite um bom conselho.

Caso você não tenha se imunizado com uma paixão por um outro clube.

Passe longe da torcida do Flamengo.

Pois segundo dizem: "Uma vez Flamengo...

 

** A manchete é no mínimo irônica. Lembra uma piada dos tempos da guerra do Paraguai:

"Aqui jaz um covarde guarani que peleou contra duzentos valentes brasileiros!"