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POR ROBERTO VIEIRA
O namoro de Adriano com o São Paulo pode estar chegando ao fim.
Nunca foi casamento, nem noivado. Talvez nem namoro. Adriano ficou com o São Paulo.
Foi um flerte repleto de traições, noitadas e cacos de vidro.
Embora a separação de fato ainda não tenha ocorrido, vale a pena lembrar outros tempos.
Nos anos 30, os italianos compravam jogador por quilo.
Monti e Orsi na Argentina.
Filó, Niginho e Orlando Fantoni no Brasil. Oriundi. Guaita.
E ganhavam Copas do Mundo com seleções multinacionais.
Seguiram fazendo tais investidas no pós-guerra. Suecos, Schiaffinos, Gighhias, Sívoris, Botelhos.
Só quebraram a cara uma vez. Quando tentaram levar Pelé e Mané para a Velha Bota.
O pai da moça de então, João Saldanha, disse não! Mané faz parte do Velho Bota!
O Santos se fez de surdo.
Hoje, quem faz o galanteio é Silvio Berlusconi. O homem mais rico da Itália.
O homem que montou o Milan de Van Basten e Gullit. Berlusconi que nasceu na Milão fascista dos anos 30.
Herói para metade da Itália. Vilão para o restante.
Setenta anos depois, as coisas continuam as mesmas do tempo de Mussolini.
A Itália, sétima economia do mundo, é organizada o suficiente para dar cantada em quem quiser.
O Brasil, décima-primeira, fica assistindo calado. Assumido.
Mas quem sabe Adriano continue ficando no São Paulo.
Não pelo charme do São Paulo.
É que o pai da noiva também é milanês.
Só que torce pela Inter!

criado por Roberto Vieira
20:42:41
Tabela do segundo turno.
Até agora.
Continuo achando que o campeonato se decide nos dois jogos contra o Sport.
É ver pra crer.
09/03 16h - Náutico x Central
12/03 20h30m - Ypiranga-PE x Náutico
16/03 16h - Salgueiro x Náutico
23/03 16h - Náutico x Serrano
26/03 20h30m - Náutico x Sport
30/03 16h - Central x Náutico
06/04 16h - Náutico x Ypiranga-PE
13/04 16h - Náutico x Salgueiro
16/04 20h30m - Serrano x Náutico
20/04 16h - Sport x Náutico

criado por Roberto Vieira
19:58:37

Dá vontade de rir. Ou chorar.
Pior que o livro 1984 de Orwell.
3 de maio de 1968.
O Esporte vendo o Náutico arrancar para o hexa.
Chega alguém e publica na capa do Diario.
"Náutico e Esporte no Roberto Gomes Pedrosa!"
Ou seja, no Robertão. Antigo campeonato nacional.
Um absurdo!
O Náutico era vice-campeão brasileiro.
O Esporte estava longe do cenário nacional.
Um momento!
Uma leitura mais apurada esclarece o mal entendido(sic).
O Náutico e o Esporte Clube Bahia!
Desleixo ou mensagem subliminar?
Ou gozação de um alvirrubro?
Deixo a resposta com vocês...

criado por Roberto Vieira
17:59:47
1976. Taça Atlântico.
O Brasil entra em campo no Monumental de Nuñes (FOTO).
A Argentina será a anfitriã da Copa de 78.
Zico já ganhara o jogo contra os uruguaios.
E agora, de falta, mostra aos argentinos quem é Zico.
Os platinos não hesitam:
'Zico é o Pelé Branco!'
Maradona assiste o jogo na arquibancada.

criado por Roberto Vieira
17:45:05
POR ROBERTO VIEIRA
“O futebol é a vida de chuteiras, mon ami!”
O cavalheiro francês pronuncia as sílabas com cuidado, entremeando pausas e gestos. Mãos estendidas no ar.
“Era um pênalti. Eu não tinha nada a perder. Quem ia bater era um daqueles brasileiros do outro mundo. O Rei Arthur.”
Seus olhos se perdem na distancia do inverno europeu. O corpo se move para a direita.
“Ele tinha acabado de entrar e deixou Branco cara a cara comigo. Hoje eu seria expulso. Mas naquele tempo eu ganhei tempo. Salvei o gol. Mas quem ia bater era ele, o Rei Arthur.”
Por um instante o cavalheiro parece que vai se jogar num gramado imaginário.
“Platini me olhava desconsolado. O calor tornava tudo uma miragem. Eu enxergava as camisas amarelas e azuis. O gramado verde. Zapata.”
Ele sorri.
“A bola foi batida fraca. Eu esperei até o último instante pra me jogar. Quando senti que minhas luvas encontravam a bola, sonhei. No outro instante a bola estava na arquibancada. O Rei Arthur olhava para o chão. Careca chegou pra consolá-lo. O jogo prosseguiu.“
O riso se desfaz.
“O jogo acabou. Mas ainda havia a tortura dos pênaltis. Mas naquele dia estava escrito que nós iríamos vencer. As bolas batiam nas traves, nas minhas mãos, nas costas do goleiro do Brasil e entravam. Nunca tive tanta sorte na vida!”
De repente um cigarro. A fumaça se elevando no ar do bistrô. O cigarro proibido é aceito por todos em sua volta. Um tributo ao sofrimento do goleiro.
“Quando a gente saiu de campo, eu vi um velho senhor brasileiro chorando nas arquibancadas. Olhos marejados. Ele me olhou com as lágrimas nos olhos e pronunciou alguma coisa que eu não pude entender. Baixei meus olhos e quando os ergui novamente o lugar estava vazio. Onde estava o feiticeiro? Onde estava Merlin?”
O vinho é servido. Uma última taça. Todos conhecem o final da história.
“No jogo seguinte minhas mãos tremiam. Eu só lembrava o feiticeiro brasileiro. Das palavras que eu não conhecia. As minhas mãos tão frias e precisas deixaram flutuar para dentro do gol a bola despretensiosa de Brehme. Os companheiros me olhavam desconsolados. Eles não sabiam daquele estranho feiticeiro. Sabiam apenas que o encanto fora quebrado.”
Bats se levanta na noite parisiense. Aperta as mãos dos amigos. Se vai repetindo pelas ruas:
“O futebol é a vida de chuteiras, mon ami!”
** Feliz aniversário, Zico!

criado por Roberto Vieira
12:20:59