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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008, 04

04.03.08

A VOLTA DO PÓ DE ARROZ

 

Ao saber que o pó de arroz foi liberado para uso da torcida do Fluminense após 9 anos de proibição...

 

A VOLTA DO PÓ DE ARROZ

PELO SOBRENATURAL DE ALMEIDA E ROBERTO VIEIRA

 

"Antigamente, o pó de arroz tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas.


Porém, desde 1999, o pó de arroz foi banido das arquibancadas pelas autoridades.

Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século XX". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o pó de arroz tricolor comemorando um título.


Muitas vezes eu assistia as vitórias do Fluminense e ficava observando o nevoeiro.


Um típico fog londrino nas tardes do Rio de Janeiro.


Não há ninguém mais bobo do que uma autoridade sincera. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.


Alguém falou: "Proíbe o talco! Proíbe o talco!"


E uma autoridade foi lá e proibiu.


Mas esqueceram do indivíduo sofrendo nas arquibancadas da vida. Solitários na multidão.


Senhores!


Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea!


Proibir o pó de arroz é um crime. Um crime cometido na luz do dia.


O Fluminense desposou o pó de arroz no dia em que o mundo foi criado.


E o casamento já era indissolúvel na véspera.


O mundo é a casa errada do homem.


Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião.


O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou.


O homem deveria ter nascido no Paraíso.


E o Paraíso, meus senhores. O Paraíso é o Maracanã em uma tarde de sol.

Com rubro negros, vascaínos e botafoguenses em festa.


E, principalmente, com o pó de arroz da torcida tricolor.


Pó de arroz que é ainda mais tricolor que Nelson Rodrigues, Telê e Cafuringa!"

1968: NO TEMPO DOS CLÁSSICOS!

 

                   

                                        GOL DE RATO: 1X0!

 

O grande alvirrubro Antonio Araujo me corrigiu.

Em 1968 o Timbu ganhou o primeiro turno.

Valeu, Antonio!

É a mais pura verdade.

Então aqui vão alguns detalhes da conquista.

Pra matar saudade.

1968. Dia do Trabalhador.

Portões abertos na Ilha.

O Esporte se considera favorito.

Estranho.

O Náutico chega desacreditado.

Penta.

O Náutico alinha João Adolfo; Gena, Limeira, Fraga e Toinho; Jardel e Ivan; Ramos (Rafael), Rato, Nino e Lala(Didica).

Ramos chegou, treinou e jogou.

A primeira vez que Ramos e Rato encontram o Esporte.

O Esporte alinha Délcio; Baixa, Bibiu, Nilton e Altair; Valter e Cesar; Renê, Bite, Duda e Zezinho.

Arbitragem do Sr. Sebastião Rufino.

O Esporte veio pra cima.

A defesa do Náutico jogou pro gasto, anulando qualquer chance rubro negra.

E ainda no primeiro tempo, Rato mandou um foguete com efeito para a meta de Délcio.

Délcio que nem viu a cor da bola.

1x0.

Simples.

Pragmático.

Um tédio.

O jogo só teve alguma emoção quando expulsaram Jardel.

O Náutico ficou reduzido a dez jogadores no segundo tempo.

Mas taça naquele tempo só conhecia um endereço:

Clube Náutico Capibaribe. 

E além do mais, campeonato tinha clássico.

Não bastava ganhar de Íbis e Salgueiro.

 

 

1968: PRIMEIRO TURNO SEM MAURO

 

                  

 

Durante a semana Mauro sentiu uma contusão.

A mesma que havia sentido na Venezuela.

Não jogou.

Na partida decisiva ele não estava lá.

Em corpo presente.

Mas estava sua garra e sua alma alvirrubra.

Nas figuras de Limeira e Fraga.

Quer mais?

1968: JOÃO ADOLFO FECHA O GOL

 

                       

 

Muita gente não apostava uma ficha nele.

Mas treinou bem durante a semana e Duque disse: 'Vai jogar você!'

João Adolfo entrou e fechou o gol.

Não passou nem pensamento.

Quanto mais gol do leão...

1968: RAMOS TREINA

 

                     

 

Semana da final do primeiro turno contra o Esporte. 1968.

Primeiro treino de Ramos nos Aflitos.

Ramos que havia sido treinado por Duque no Vasco da Gama.

Ramos que enfrenta na foto o zagueiro Breno.

Ramos que seria decisivo na conquista do Hexa.