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Futebol e História.

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Arquivo de: Março 2008, 10

10.03.08

1985: A PEDRA FILOSOFAL

 

                                    

 

Como explicar pra quem é mais jovem?

O presente não é tão ruim.

Pois o passado é tenebroso.

A fórumla do pernambucano 2008 é risível.

Mas a do Pernambucano 1985 foi dose pra elefante.

Imaginem os senhores, que a fórmula daquele ano foi aplaudida (FOTO).

Incensada.

Talvez porque não existissem Blogs.

O sujeito lia a notícia, ouvia o rádio.

E partia pro estádio como um cordeirinho.

Inocente de pai e mãe.

O Náutico venceu o primeiro turno em 1985.

Jogando a final contra o Central.

Partia rumo ao Bicampeonato depois de quase 20 anos.

Uma série de problemas no elenco alvirrubro.

Problemas que vou detalhar amanhã pois vale a pena.

Tais problemas fizeram o Náutico ser rebaixado para a repescagem no segundo turno.

Aliás, como se gostava de repescagem naquele tempo!

Como se o Santa Cruz pudesse vencer o hexagonal da morte e voltar para disputar um turno final.

Pois é.

O Náutico foi. Voltou. E se sagrou campeão!

Pra desespero de quem imaginava o torneio uma perfeição aristotélica.

Uma obra de arte.

De quem defendia os números do primeiro turno.

Esquecendo que muita água ainda ia rolar.

Depois desse feito do Timbu, todo mundo se calou.

Deixaram a tentativa de encontrar a pedra filosofal para 2008.

1985: ZÉ NEVES, O CAVALEIRO DA ESPERANÇA

 

                          

 

10 de julho de 1985.

Uma reunião muito importante debate o destino de nosso futebol.

Gente de terno e gravata sempre é importante.

Mesmo discutindo futebol.

Bote um terno e gravata e qualquer um vira doutor.

Pois bem.

O Cavaleiro da Esperança, José Neves, pede a palavra.

Faz um belo discurso.

Considerado pela imprensa como: 'O grito dos pernambucanos'.

Na verdade o discurso era um texto de Adonias de Moura.

Dentro e fora das quatro linhas, um gênio.

Na mesa, José Roberto Massa, Marco Maciel e João Guerra.

O futebol estava em vias de extinção.

E o grito parecia intrépido, colosso.

Mas ficou no grito.

O Regulamento do estadual já era uma bagunça.

Ninguem ousava tocar o dedo na ferida econômica.

Dois anos depois viria a Copa União.

O Santa Cruz pularia contente dentro dela.

Tempos depois o Sport daria o pulo do gato e ocuparia seu lugar.

Resumindo o drama dos subdesenvolvidos.

Esse negócio de um por todos e todos por um é coisa de francês.

No futebol pernambucano impera a Lei do Guaiamum!

 

 

1985, JOÃO GUERRA TINHA ESPERANÇA!

 

                            

 

João Guerra tinha esperança na Nova República.

Eu também tinha.

João Guerra era o vice-presidente do Náutico.

Estava na reunião com o Ministro da Educação Marco Maciel.

Reunião que buscava uma fórmula de tirar os clubes do atoleiro.

Desculpem a expressão, mas é atoleiro mesmo!

A reunião foi legal.

Um texto memorável de Adonias de Moura sobre a situação do nosso futebol foi lido.

Mas teve um porém.

O ministro decidiu formar uma comissão para estudar o assunto.

Como qualquer indivíduo minimamente politizado sabe.

Comissão é o que se cria pra deixar tudo do jeito que está.

 

1985, CBF PERDIDA

 

                      

 

Parece brincadeira. Só  parece.

Fim de campeonato e a CBF entrega os pontos.

No regulamento tem final em um jogo apenas.

Mas os clubes podem decidir o que fazer.

Tudo porque, de repente, na bagunça da Taça de Ouro.

O Brasil de Pelotas e o Bangu estão prestes a disputar a final.

Nada contra Pelotas.

Tudo contra a CBF!

1985: BANGU DO JOGO DO BICHO

 

                     

                           BANGU 2 X 1 INTERNACIONAL 

 

O Bangu desclassifica o Inter em pleno Beira-Rio.

O Bangu de castor.

Não o Bangu de Parada e Paulo Borges.

Aladim e Bianchini.

Mas na bagunça do futebol brasileiro tudo era possível.

Em 1985 o Brasil agonizava.

E muito brasileiro achava que a melhor saída era o aeroporto.