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Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008, 12

12.03.08

1985: NO MONEY, NO GOOD!

 

                      

 

A foto está na prateleira de qualquer alvirrubro.

O timaço bicampeão de 1985.

Bicampeonato que ocorreu em 1964 e só foi acontecer depois em 2002.

Pois bem.

Em 1985, a falta de diálogo e de dinheiro.

O longo período de descanso entre o primeiro e segundo turno.

O regulamento esdrúxulo que permitia perder e ainda assim ser campeão.

Todos esses fatores levam o Timbu ao labirinto da vergonha.

Perdeu todos os jogos da primeira fase do segundo turno.

Todos!

E foi pra repescagem.

Depois voltou no terceiro turno e liquidou a fatura.

Aviso aos navegantes.

Futebol é paixão.

Mas é também, organização.

Dinheiro meus amigos abre defesas.

Marca gols.

Mete a bola lá na gaveta, onde a coruja faz o ninho.

No futebol, uma frase paira sobre todas as outras:

'No money, no good!'

Antes que venham me crucificar, um aparte.

Nem sempre é assim.

Ainda existe amor no futebol. 

Mas as 'Amélias' estão cada vez mais raras!

1985: O SETE DE SETEMBRO DEITA E ROLA

 

                                              

 

O Náutico estréia no segundo turno contra o Sete de Setembro.

4 de agosto de 1985.

Nos bastidores a situação é caótica.

O tempo parado entre os dois turnos foi fatal.

Salários atrasados.

Indisciplina.

Jogador querendo sair.

Jogador querendo ficar.

É, teve até jogador pagando pra ficar.

O time começa a mais incrível série de derrotas da história alvirrubra.

Rumo à repescagem.

Náutico 0 x 1 Sete de Setembro!

Não se pode comparar com nenhuma outra época pois o time era forte.

Perdeu porque decidiu perder.

                     

1985: GREVISTAS 0 X 2 ATLÉTICO DE CARUARU

 

                             

                               O ATLÉTICO BATE O NÁUTICO

 

A greve branca continua.

Luisinho passa fome.

Zé Eduardo diz que não vai sair.

A diretoria esperneia.

O dinheiro não sai.

697 pagantes testemunharam o crime.

O poderoso (sic) Atlético de Caruaru marcou dois gols.

Com Zé Maria e Edson.

A coisa foi tão ridícula que Baiano foi substituído por Lourival.

Pra não perder de mais...

1985: NÁUTICO PERDE DO CENTRAL

 

                          

                                 CARLINHOS DEFENDE O PÊNALTI 

 

Essa eu podia até esquecer.

Afinal de contas o Central decidiu o primeiro turno com o Timbu.

Jogou muito naquele ano a patativa.

Mas nesse jogo nós conseguimos a façanha de perder um pênalti.

E perder o rebote desse pênalti.

Rebote que foi cara a cara.

Depois o alvinegro foi lá e encaçapou.

O Náutico estava na beira do abismo.

Tinha se acostumado a perder.

E perder é que nem cachaça.

Quando se avicia o cidadão...

 

 

1985: DEPOIS DA QUEDA, O COICE!

 

                  

 

O capítulo final da tragicomédia.

O campeão do primeiro turno é eliminado da disputa do segundo.

Invicto.

Só que ao contrário.

Neto Surubim abriu o marcador na Ilha.

Mas Luis Carlos empatou.

E Henágio decretou a virada após fazer falta em Pimenta.

Depois ainda apanhamos do Santa Cruz.

Tinha alvirrubro que arrancava os cabelos de raiva.

O título nas mãos e a gente deixando escapar.

Então surgiu uma notícia escondida na página de esportes.

Uma pequena nota.

Na época ninguém suspeitava.

Mas estava chegando a resposta.

E pra variar era uma resposta de quatro letras:

LIMA!

Claro que no final a vingança foi histórica.

Derrotando o Sport na final do terceiro turno.

Devolvendo o mesmo marcador do jogo acima.

Deu até pra tirar uma onda.

A gente levou a queda!

Mas quem levou o coice foi o Leão...