O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008, 19

19.03.08

FUTEBOL TALIBAN

 

Por ROBERTO VIEIRA                     



Futebol é coisa pra homem. Tem que ser muito macho pra bater na bola.

E quando a bola não obedece, a gente bate no juiz, bate no adversário, bate em quem tiver na frente.

Eu mesmo tenho um pôster do Rambo na parede do meu quarto.

Se Rambo fosse brasileiro dava um baita beque central.

Futebol é uma guerra. Um caso de vida ou morte.

Quem não estiver disposto a matar ou morrer é melhor ficar em casa.

No colo da mamãezinha.

Por mim, futebol não tinha nem cartão amarelo nem vermelho.

Tudo se resolvia ali mesmo. No braço.

Eu mesmo se fosse o Marcos tinha quebrado a cara daquele Malaquias.

Mas o Marcos é muito otário! O André Dias também.

Tenho também uns DVDs lá em casa. De pancadaria. Sangue. Hemoglobina.

Uns jogos em que o pau comeu. Tu tem de ver!

Tem também umas brigas em estádios lá na antiga Iuguslávia.

Aquilo é que é saber se divertir...

Agora, meu ídolo é o Toró, cara!

Bater no gandula, chutar cabeça de goleiro pra dentro do gol.

Na moral!

Ele merecia ser lembrado na seleção.

Pra ver se muda esse lance de futebol-arte, foca, malabarismo.

Meus mano na Europa vivem dizendo que o futebol da gente é coisa de mulherzinha.

Eduardo Silva.

Quem manda legal é o tal do Martin Taylor!

Tô com eles e não abro.

Mas mandei pra eles umas imagens do Toró e do Kleber...

Radical!

QUEM FOI ANTONIO LINS RIBEIRO GUIMARÃES?

 

O Estádio dos Aflitos é o Eládio de Barros Carvalho.

O estádio que o Náutico joga hoje é o Antonio Guimarães.

Na foto o Sr. Antonio Lins Ribeiro Guimarães.

Patrono do União Agrícola.

Presidente do clube de 1920 até 1931.

Patrono que se tornou nome do estádio em 1938.

 

                      

 

                  FOTO DO ACERVO DA FUNDAÇÃO RONI

SANTA BARBARA DO OESTE

 

                 

 

O Náutico joga hoje numa cidade singular.

Um dos raros, senão o único, município brasileiro criado por uma mulher.

Dona Margarida da Graça Martins.

A Brites de Albuquerque de lá.

Brites de Albuquerque que governou Pernambuco no século XVI.

Coincidência.

Santa Barbara foi uma terra criada por brasileiros.

E modificada pelos imigrantes norte americanos.

Os sobreviventes da Guerra Civil Americana. 

Na foto acima, o antigo Largo da Matriz de Santa Barbara em 1909. 

1909.

Ano em que o Timbu jogou sua primeira partida de futebol.

Vencendo o Sport por 3 x 1.

O estádio de Santa Barbara é o Antonio Lins Ribeiro Guimarães.

Um tapete.

Inaugurado no dia 21 de maio de 1921.

Dia que o União Barbarense venceu o Concórdia de Campinas por 3 x 1.

Quem sabe hoje o jogo não termina 3 x 1 pro Timbu?

Sem jogo de volta no dia 2 de abril...

              

                   

UM VELHO CONHECIDO NO JUVENTUS

 

                      

                                     NÁUTICO CAMPEÃO DE 1963 

POR LENIVALDO ARAGÃO

         www.nopedaconversa.com.br/home

 

No jogo do Náutico nesta quarta-feira, às 21h45, em Santa Bárbara do Oeste (SP), pela Copa do Brasil, contra o Juventus, comandando a equipe paulista estará um velho conhecido do torcedor pernambucano. Falamos da galera mais antiga, claro.

O homem que estará no outro lado é José Carlos Fescina que em 1963, egresso do Palmeiras, vestiu a camisa do Sport. Ele era meia-armador e na sua época, uma das formações do Leão era esta: Valter, Fioti, Nenzinho, Tomires e Juths; Leduar e Fescina; Garrinchinha, Djalma, Marco Chinês e Gojoba. Este foi o time leonino que no dia 27 de outubro de 1963 foi derrotado pelo Náutico por 3 x 2, na Ilha do Retiro.

O alvirrubro alinhou Lula, Gernan, Zequinha, Gilson e Coronel; Salomão e Rinaldo; Nado, Ivan, Nino e Lala.

Os gols foram de Rinaldo (2) e Nino – Náutico, Garrinchinha e Djalma – Sport. Arbitragem de Anacleto Pietrobom, da Federação Paulista de Futebol..

Foi um jogo extra, decidindo o primeiro turno do Campeonato Pernambucano. Ao conquistar o turno, o Timbu dava o primeiro passo para sagrar-se campeão do ano, iniciando a série do Hexa: 1963 a 1968.

18.03.08

OS SENHORES DO TEMPO

 

                            

 

Não. Eu não me importo com a derrota.

Todos somos derrotados vez por outra na vida.

É como acordar e dormir.

Lembrar e esquecer.

É uma parte de nós mesmos.

Ninguém vence sempre.

Ninguém é imbatível.

Mas existe um sentimento que permanece conosco depois de uma derrota.

Um sentimento que não é esquecido aleatoriamente.

O sentimento de que fizemos o possível para vencer.

Algumas derrotas alvirrubras deixam um gosto amargo na boca.

Quem remexe o passado de fotos e notícias percebe a diferença.

O Náutico tinha um espírito de luta.

Uma alegria em jogar cada partida como se fosse a última.

A foto acima nos lembra o trio final de 1936.

Epaminondas, Clélio e Salsinha.

Eles acabaram de golear o Sport por 5 x 0.

Uma vitória maiúscula.

O Náutico não seria campeão de 1936.

Nem de 37.

O Náutico só viria a ser o grande Náutico no começo dos anos 50. 

Mas quando a gente olha para as fotos...

Ali já existia o Náutico que nos dá alegrias.

O Náutico que luta e faz o nosso carnaval.

Como eu dizia.

A derrota faz parte da vida.

Mas olhando para o passado.

Passado que nos conduziu até o dia de hoje.

Eu não vejo mais esse olhar tranquilo nos jogadores.

O olhar de quem deu o melhor de si.

O olhar de quem lutou.

O olhar de quem sorri para o amanhã.

Senhores do tempo, das derrotas e das vitórias.