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Douglas presente na decisão de 1981, no time dirigido por Hílton Chaves: em pé, Mauro, Dimas, Douglas, Lourival, Carlinhos e Carlos Alberto Rocha; agachados: Jonas, Mauro, André Catimba, Nei e Lupercício.
POR LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
A torcida do Náutico não tinha de que se queixar no fechamento das contas da década de 80. Três títulos conquistados. A presença do time em sete das dez decisões da década. O retorno à elite do futebol brasileiro. Ainda assim, havia queixas e mágoas. É que no meio do caminho havia uma pedra, meu bom poeta: o ano de 1983 com sua nefasta decisão por pênalti. Felizmente, primeira e única na história do campeonato.
Melhor time do campeonato, superior ao adversário na hora da decisão. De que adiantou tudo isso? Um erro grosseiro de arbitragem. O tiro livre da marca do pênalti e a bola que entrou, todos viram, mas que para o bandeirinha e o árbitro não entrou. E quem manda são eles... Vale para o resto da vida. O título de campeão em outras mãos. É assim que caminha o futebol e a humanidade.
Deixemos porém as amarguras de lado. Em futebol não adianta mesmo chorar o leite derramado. Falemos pois das coisas boas da década, uma década ainda assim, noves fora o pênalti, dadivosa para a torcida alvirrubra.
Falemos de conquistas. De mais um bicampeonato, o terceiro na história do Náutico. Da conquista de mais um título ao apagar da luzes da década, em 89. Mas falemos sobretudo, que essa é que é a proposta da série, das glórias alvirrubras que se fizeram eternas com a marca do DNA. Falemos de saída dos irmãos Douglas e Rogério. Porque a década teve mais. Teve Pimenta e Pimentinha. Teve Neto e Lúcio Surubim.
Primeiro Douglas e Rogério. Quando se fala de Douglas, a lembrança que vem à mente não poderia ser outra: Dimas e Douglas. A dupla de zaga que marcou uma época. A torcida do Náutico muito esperava dessa dupla, prata da casa. Mas Dimas e Douglas não ganharam nada. Tempo de vacas magras.
A Douglas, assim como ocorrera com Jairo, o irmão mais novo de Jorge Mendonça, a honra de estar presente numa excursão vitoriosa do Náutico ao exterior. Aquela em que o time fez uma caminhada longa e curiosa, indo de um a outro extremo, do Caribe a Arábia Saudita, no Oriente, e retornando ao Brasil não em linha reta, o caminho mais curto entre dois pontos, mas fazendo um inusitado traçado de ida e volta até o Norte da Europa a fim de enfrentar na Escandinávia o Malmöe, um dos finalistas da Copa dos Campeões.
Douglas defendeu o Náutico de 79 a 82. Quatro temporadas. Nada em termos de títulos. O irmão Rogério contou com um pouco mais de sorte. Uma só temporada no time principal, e um título de campeão, em 1984. O time era treinado por Ênio Andrade. Rogério era o jogador número 12 do time de Ênio. Funcionava assim como uma espécie de amuleto. Entrava invariavelmente no segundo tempo. No lugar de Heider, de Gérson, de Roberto César, de Baiano, de Neto ou de Ademir Lobo. E o que era melhor: o time não perdia a pose nem o jeito de ganhar.
Rogério era, como se dizia e ainda hoje se diz, o “homem dos sete instrumentos”. O jogador polivalente dos conceitos modernizados na época por Cláudio Coutinho. Para o sucesso da tática usada por Ênio Andrade, muito valeu a presença no elenco de um outro jogador multiuso, assim com Rogèrio, o incansável Ademir Logo. Para tudo servia o futebol exuberante de Ademir Lobo, assim como o do seu reserva imediato, Rogério. Para a defesa e para o ataque. Para a armação das jogadas do meio-campo. Para o apoio na hora do gol. Pena que Rogério tenha demorado pouco nos Aflitos. Virou logo em seguida a casaca, indo ser campeão pelo Sport, o arqui-rival.
Resumo da participação de Rogério na jornada vitoriosa de 84, segundo Carlos Celso: quatro jogos como titular, desde o primeiro minuto, 11 vezes entrando como substituto. Um reserva de luxo. E tinha nome até de mais para ser titular absoluto: Rogério de Oliveira Petersburgo! Mas Ênio Andrade era quem escalava o time. E Ênio sabia das coisas.
Os anos 80 reservariam ainda à torcida timbu, a alegria do reencontro com irmãos vencedores num mesmo time. Aconteceu em 1985, com Pimenta e Pimentinha. O Náutico bicampeão depois de um bom tempo. Ambos goleiros. O goleiro titular e o goleiro reserva em um mesmo time campeão, um fato raro, talvez inédito no futebol mundial.
Outra alegria nos daria ainda a década dadivosa. A presença de irmãos campeões em Rosa e Silva ligados na vitória pela proximidade dos anos: Neto e Lúcio Surubim. O primeiro, atacante, bicampeão em 84-85. O outro, um gigante na defesa. Campeão e líder do grupo em 1989.
Pimenta e Pimentinha. Neto e Lúcio Surubim. Assunto para outro dia.

criado por Roberto Vieira
14:00:30
DUQUE
Ontem depois do jogo, um amigo calmamente me lembrou uma solução para o fiasco timbu.
Solução preconizada pelo irmão do técnico Duque quarenta anos atrás.
O treinador de um clube de futebol deveria tirar uns dez dias de férias de vez em quando.
Assistir os jogos da arquibancada.
Na Tv.
Ver o jogo pela ótica dos que estão de fora.
Depois eles voltariam mais arejados ao comando das equipes.
Menos desgastados com a torcida e a imprensa.
Eviatariam-se as demissões. O começar tudo de novo.
Porque muitas vezes é difícil raciocinar no meio do furacão.
Claro, que alguns técnicos nem com dois anos de férias.
Mas outros ganhariam muito com a novidade.

criado por Roberto Vieira
07:52:04
POR ROBERTO VIEIRA
A derrota do Náutico para o Juventus por 2 x 0 em São Paulo induz uma reflexão pelos clubes pernambucanos. Ou pelo menos deveria. Digo deveria, porque nem sempre se compreende o que passa pelas mentes dirigentes do futebol.
O décimo quinto colocado do campeonato paulista venceu o décimo quinto colocado da Série A, o Clube Náutico Capibaribe.
Antes que alguém levante a hipótese do Náutico ter um elenco frágil, um lembrete. Este time é o vice-líder do estadual. E perdeu por apenas 1 x 0 para seu arqui-rival, o Sport.
Dado o lembrete, os fatos. O Náutico realmente tem um elenco frágil apesar dos esforços da sua diretoria. Como frágeis são todos os seus rivais no torneio organizado pela FPF. Torneio de regulamento tão enigmático quanto uma esfinge.
Mas uma outra esfinge surge no horizonte dos nossos clubes. Pedindo para ser desvendada.
As divisões de base dos nossos clubes não formam base alguma. Cássio, revelação do rubro negro é cria do Santa Cruz. Uma exceção no cenário que tantas vezes viu surgir um Bita, um Rámon, um Almir. Sem a formação de novos valores, nossos times se lançam no mercado nacional e por vezes internacional, à procura de um sonho. Um passe de mágica. Um feitiço que traga um craque, um bom jogador, um artilheiro. Geralmente, um vôo às cegas nas asas dos empresários.
Isso ano após ano após ano após ano. Numa progressão infinita.
"Culpa da Lei Pelé!".
Pode ser.
Só lembrando. Nossos clubes não possuem sequer um Centro de Treinamento digno do nome.
Mas temos também as cotas. Desiguais. Maquiavélicas. Como sobreviver quando a cota do adversário é várias vezes maior que a nossa? Como sobreviver quando o patrocínio dos clubes sulistas é dezenas de vezes maior que o nosso?
As cotas sempre servem de desculpa.
O Náutico tinha 8 mil sócios em dia no início da década de 60. No passado, o sócio do clube podia desfrutar de festas, quadra de tênis, parque aquático, boate e restaurante. Hoje, pode apenas desfrutar de uma arquibancada de pedra ou uma cadeira enferrujada. O número de sócios em dia caiu pela metade. Mesmo assim levados pelo amor, pela paixão. Os clubes não acompanharam a evolução dos tempos. Quando muito respiram na UTI com o auxílio de promessas como a Timemania. Ou o suporte de um presidente multimilionário.
Ninguém gosta do sócio. O sócio é tratado a socos e pontapés.
Pernambuco assiste a instalação de uma refinaria e de um estaleiro. O futebol é um meio de propaganda para todo o país e para todo o mundo. Futebol é mídia. Muita gente se pergunta: Por que a Petrobrás não pode patrocinar nossos clubes? Nada mais justo. Vide a FIAT em Minas e na Bahia. Está lançada a idéia. Procurem a Petrobrás!
Porém, muito cuidado!
Patrocínio não quer dizer esquecer do fluxo de caixa. Senão o Flamengo seria decacampeão brasileiro. Não basta dinheiro. É preciso organização. Renovação. Profissionalismo na gestão.
A derrota do Náutico para o Juventus em São Paulo induz uma reflexão pelos clubes pernambucanos. Ou pelo menos deveria.
O que espera o futebol de Pernambuco além do horizonte de 2008?
Precisamos uma resposta urgente.
Pois, no horizonte, uma esfinge observa tudo em silêncio. Pronta para nos devorar.

criado por Roberto Vieira
01:10:24
POR ROBERTO VIEIRA
Não precisa ficar zangado, prezado Roberto Fernandes.
Principalmente porque já lhe fizeram muitos elogios.
Radamés desarma bem. Mas não sabe lançar.
Por que não informar isso a ele?
Warley não joga nesse esquema.
Por que insistir com Warley?
Alessandro não está em condições de jogo.
Por que sacrificar o rapaz e o time?
Deixar Marcelinho no banco acaba com a confiança do menino.
Por que manter Marcelinho no banco?
Laborde precisa jogar pra pegar ritmo.
Por que colocar Laborde no meio do segundo tempo?
E Kuki no final da partida?
Prêmio pela carreira?
O time está perdido.
Sendo humilhado a cada rodada.
O décimo quinto colocado da Série A perdeu para o décimo quinto do Paulistão.
Hoje, não foi o moleque que voltou a ser travesso.
Foi o Náutico que tornou a ser incompetente.
Portanto, não se zangue.
Perguntar não ofende!
PS:
1.Geraldo anda meio isolado!
2. A diretoria precisa acordar. Juntando todos os nossos laterais não dá meio!
3. Campeonato Pernambucano não é parâmetro de nada.
4. Resolvam o problema da cota. A Copa do Brasil está indo embora!

criado por Roberto Vieira
23:40:27