O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Março 2008, 22

22.03.08

POR QUEM OS SINOS DOBRAM NO TIBETE?

 

                            

 

Olhe bem para esta foto.

Este homem é procurado pela polícia chinesa.

Acusado de colaborar com a revolta no Tibete.

Olhe bem para esta foto.

Ele já pode estar numa prisão chinesa.

Torturado.

Morto.

Olhe bem para esta foto.

E não se pergunte por quem os sinos dobram.

Eles dobram por você!

 

PS: Visitem o endereço e confiram os demais 'procurados':

            http://english.sina.com/china/1/2008/0320/151325.html

 

Em tempo.

O site oficial do governo chinês garante que 'nações estrangeiras estão de acordo com os métodos utilizados na revolta do Tibete'.

Os países citados são Russia, Bielorussia e Vietnã!

Grandes exemplos de democracia, com certeza!

UMA QUESTÃO DE ATITUDE

 

POR ROBERTO VIEIRA

 

Antes de mais nada não gosto muito da expressão 'ter atitude'.

Não diz muita coisa pra mim.

Mas como é uma expressão que se tornou comum no dia a dia das pessoas, serve de título.

Fica mais fácil ser entendido.

Uma expressão vale mais do que mil imagens.

Continuo afirmando que perder faz parte do jogo.

Mas tem muito alvirrubro se conformando com a derrota.

E se conformar com a derrota é sinal de mais derrota.

O Náutico perdeu três partidas meus senhores.

Três!

Não foi uma, nem duas, mas três.

Perdeu do Ypiranga.

Do Sport.

Do Juventus.

Não perdeu nem do São Paulo nem do Boca Juniors.

Perdeu do Juventus.

Sem menosprezar adversários, mas é pra tomar alguma atitude.

Qualquer time que se preza, reage.

Fica indignado.

Perde o apetite. Deixa de dormir direito.

No Náutico, não.

Depois do jogo se fica irritado.

E no dia seguinte é véspera de feriado.

Ontem passei pelo CT do Náutico e estava tudo sexta-feira santa.

O grupo ia comparecer de tarde, depois viagem e só.

Todo mundo comeu seu ovo de páscoa.

Mas, se o clube não está subindo pelas paredes, irado, insatisfeito.

Por que exigem dos torcedores uma atitude?

O torcedor alvirrubro sempre comparece.

Passou séculos sem ganhar um turno e compareceu.

A culpa dos desmandos do clube não é dos torcedores.

Torcedor não administra.

Torcedor não contrata errado.

Torcedor não é amigo de empresário.

Torcedor não é chamado pra fazer parte do Conselho.

Mas quando o barco começa a afundar.

Quando o clube ameaça cair para a segunda ou terceira divisão.

Quando ninguém lembra do Náutico na mídia.

Podem ter certeza.

É este torcedor que estará ao lado do alvirrubro de Rosa e Silva.

Quando o Timbu quiser saber o que é necessário para ser campeão.

Para não ser derrotado todo dia.

Basta o Timbu olhar para seus torcedores.

Os torcedores que choram e sofrem nas derrotas.

Mas que sabem aplaudir a luta e a garra.

Ao time do Náutico.

Ao clube Náutico.

Não precisa muita coisa.

Basta ser parecido com sua apaixonada torcida.

Torcida que é esquecida nas vitórias.

Mas que serve de exemplo nas derrotas.

Pois sofre e sonha.

E quer dar o troco custe o que custar.

Tudo nessa vida meus senhores.

É uma simples questão de atitude.

 

21.03.08

OS 28 ANOS DE RONALDINHO

 

POR ROBERTO VIEIRA                        



Nesta sexta-feira Ronaldinho Gaúcho completou 28 anos.

Sem direito a festa em campo.

Aos 28 anos, Pelé era bicampeão do mundo. Mas havia sido derrotado na Copa da Inglaterra.

Pelé se afastou da seleção brasileira e considerou seriamente não atuar na Copa de 70.

Muitos que aplaudiriam suas atuações no México declaravam abertamente seu fim.

Bom era Eusébio!

Aos 28 anos, Ferenc Puskas jogava no Honved. Um ano antes havia sido derrotado na final da Copa de 1954.

Puskas não imaginava que no futuro ainda iria brilhar no Real Madrid sendo por três vezes campeão europeu.

Isso depois de uma suspensão de dois anos dada pela FIFA quando fugiu da Hungria em 1956.

Aos 28 anos, Di Stefano chegava ao Real Madrid. Jogara uma partida pelo Barcelona que o dispensara por deficiência técnica.

Em pouco tempo no Santiago Bernabeu seria considerado o maior jogador que a Europa já havia visto jogar.

Aos 28 anos, Mané Garrincha era campeão do mundo e campeão carioca pelo Botafogo.

Mesmo assim, muitos duvidavam que seria capaz de enfrentar a Copa de 1962.

Pois aos 28 anos Mané Garrincha assombrou o mundo jogando por ele e por Pelé.

Transformando os gramados do Chile em gramados de Marechal Severiano.

Claro!

Ronaldinho não é Pelé. Não é Puskas. Garrincha muito menos.

Mas aos 28 anos tudo é possível para o craque.

O esquecimento e a glória encontram-se ao alcance de suas chuteiras.

Basta um gol. Um drible. Uma taça.

E a mão que apedreja, célere afaga!