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O Blog do Paulinho saiu em minha defesa no episódio Carlos Simon.
Obrigado, Paulinho.
http://blogdopaulinho.wordpress.com/
O comentário abaixo é o último que faço sobre o assunto.
Muito mais pelo Paulinho que pelo Simon.
ERRAR CONTRA OS MAIS FRACOS É MAIS HUMANO...
Caro Paulinho, muito obrigado pelas suas palavras.
O episódio é raro. E creio que deve ser olhado por este prisma. Poucas vezes um árbitro comentou em público seus erros, ou argumentou em debate suas falhas. Todas as atividades humanas procuram se aperfeiçoar, corrigir seus defeitos. O ranking da arbitragem deveria mirar esse alvo. Mas se perdeu em sua própria origem, privilegiando a antiguidade. Como se antiguidade fosse posto e não a competência o princípio básico a ser perseguido. Muitos imaginam que errar é humano, mas eu julgo que o ser humano procura sempre acertar. Exceto nas arbitragens. Pelo contrário, o erro é muitas vezes glorificado: “Sem o erro morre a polêmica, morre o futebol!”. A polêmica pode até gerar boas conversas, porém nos dias de hoje ela não pode ter vez. Primeiro pelos altos custos do profissionalismo. Um clube que se planeja cuidadosamente pode ver tudo ir por água abaixo por um impedimento não marcado, uma cotovelada não vista. E segundo, pelo bom senso e pela justiça. Quando toleramos os equívocos com a desculpa de que errar é humano, e não fazemos de tudo para melhorar, caminhamos por um terreno minado. Pois errar contra o mais fraco é mais humano ainda! Novamente obrigado pelas suas palavras, desculpe pelo transtorno.
Saudações alvirrubras,
Roberto Vieira.

criado por Roberto Vieira
11:34:55
Campeão do cinqüentenário e do centenário
por Carlos Celso Cordeiro
O Campeonato Pernambucano de 1951 foi decidido numa melhor de três entre Náutico e Sport. Na primeira partida, o Náutico venceu por 3 x 1. Na segunda houve um empate de 1 x 1. O jogo final foi nos Aflitos. Ao Náutico bastava o empate, mas os alvirrubros tornaram a conquista mais saborosa, vencendo por 1 x 0 com gol de Fernandinho.
Com o titulo de campeão pernambucano de 1951, o Náutico conquistou seu primeiro bi-campeonato. E mais: como em 1951 o Náutico completava 50 anos, ganhou o emblemático título de campeão do cinqüentenário.
Em 1955 foi a vez do Sport completar 50 anos. Os rubro-negros revolucionaram a cidade e, depois de renhida batalha, foram campeões pernambucanos de 1955. O campeonato, novamente, foi decidido numa melhor de três entre alvirrubros e rubro-negros. Na primeira partida, vitória leonina por 2 x 0. Na segunda, empate de 0 x 0. O Sport venceu o jogo final por 3 x 2 e ganhou o título. Estava igualado o feito do Náutico. O Sport era, também, campeão do cinqüentenário.
Em 1964 foi a vez do Santa Cruz se tornar cinqüentão. A ambição de ser campeão pernambucano no ano em que completava seus 50 anos foi malograda. No ano do cinqüentenário tricolor, o campeão foi o Náutico. Desta maneira, apenas Leões e Timbus ficaram com a glória de serem campeões nos anos em que completaram 50 anos.
O tempo passou. Durante este tempo, o Náutico obteve outro título muito invejado pelos rivais. Foi hexa-campeão em 1968. Logo na seqüência, o Santa Cruz tentou igualar a façanha. Em 1974 decidiu o título numa melhor de três com o Náutico. Vencendo, os tricolores seriam também hexa-campeões. O Náutico venceu os dois jogos decisivos por 1 x 0 e impediu que o Santa Cruz igualasse seu feito.
Chegou 2001. O Sport reinava absoluto em Pernambuco. Já era penta-campeão, e apregoava que seria hexa-campeão no ano do centenário do Náutico. Havia tanta certeza dos leões nesta conquista, que eles afirmavam que, além de hexa-campeões no centenário do Náutico, seriam ainda deca-campeões, no próprio centenário, em 2005.
Deu tudo errado para o Sport. Os rubro-negros sequer foram para as finais. Nem foram hexa, nem campeões no centenário do Náutico. O título de 2001 foi decidido em duas partidas entre Náutico e Santa Cruz. Na primeira, nos Aflitos, o Náutico venceu por 2 x 1. Na última e decisiva partida, no Arruda, vitória alvirrubra por 2 x 0.
Agora o Náutico era campeão do cinqüentenário e do centenário. Esta glória não poderá ser alcançada pelo Santa Cruz, uma vez que não conseguiu ser campeão do cinqüentenário. Quanto ao Sport, a dupla conquista poderia ser alcançada com a obtenção do título de 2005. Para os Leões, a conquista do título de 2005 era uma questão de honra. Pretenderam ser deca-campeões no ano do seu centenário. Como não deu, que fossem campeões do centenário. Assim, seriam, como o Náutico, campeões do cinqüentenário e do centenário. A vontade era grande, mas quem foi campeão no ano do centenário do Sport foi o Santa Cruz.
O Sport voltou a ser campeão pernambucano em 2006. Os rubro-negros tinham tanta vontade de igualar o Náutico, sendo campeões em duas datas tão emblemáticas que escreveram no Estádio da Ilha do Retiro: “Sport campeão do centenário”. Ora, o Sport foi fundado em 1905 e completou 100 anos em 2005. O campeão pernambucano de 2005 foi o Santa Cruz. Então o Sport foi campeão do centenário apenas na vontade. Ficaram tão transtornados com a perda do título do centenário que escreveram a frase que é uma farsa. Mas, como diz o dito popular: “Vontade também consola”.
Campeão do cinqüentenário e do centenário só tem um em Pernambuco: o Náutico.

criado por Roberto Vieira
07:00:26
O amigo mineiro Thalmo Pimentel pediu uma crônica sobre o centenário do Galo.
Galo que faz cem anos daqui a pouco.
Eu assisti anos atrás um jogo no Mineirão.
O Atlético vencendo com 10 jogadores um jogo impossível.
E entendi o que era ser atleticano.
Algo assim como ler Roberto Drummond.
POR ROBERTO VIEIRA
Noite em Belo Horizonte. Um velho torcedor conversa com o tempo.
"Uai, cem anos?
Mas parece que foi ontem que a gente corria atrás de uma bola de meia na Afonso Pena.
Ontem que meus amigos matavam aula pra fundar o nosso Atlético Mineiro Futebol Clube**.
Pois o Atlético era mais importante que tudo no mundo.
Quem era aquele moleque pegando no gol?
Seria João Leite? Ou seria o Kafunga?
E aqueles dois brincando de zagueiro?
Tão parecidos com o Luisinho e o Osmar.
Já falei pra seu Telê que o Odair tem de bater todas as faltas. Principalmente contra o São Paulo.
Ainda posso ver o Humberto Ramos cruzando na cabeça de Dario!
O Mangabeira desenhando um galo carijó.
Toninho Cerezzo driblando o tempo com as meias arriadas. E sendo chamado atenção por Zé do Monte.
O Mario de Castro fazendo gol no Vila Nova e dizendo adeus. Já não dava pra cabular aula na vida.
Nem mesmo pelo Galo.
Mas veio Reinaldo. Quando os cruzeirenses falavam 'Tostão', a gente dizia 'Reinaldo'.
E tava tudo empatado.
Embora cá pra nós, igual a Reinaldo nem Tostão.
A torcida anda impaciente. O time não vence.
Eu já falei. Chama o Ubaldo.
O santo dos chutes impossíveis.
Chama o Ubaldo. Ou qualquer um daqueles meninos que sonhavam com uma bola de meia.
Só não deixa o Carlyle sozinho com a bola.
Depois ele resolve sentar nela de novo e já viu, né?"
Em homenagem ao Galo e ao Binômio de Roberto Drummond.
** Primeiro nome do Galo

criado por Roberto Vieira
23:24:31

Ruy deu muita dor de cabeça pra gente ano passado.
Uma bela contratação pra lateral direita.
Valeu, Timba!

criado por Roberto Vieira
21:39:59

ANTIGA SEDE APÓS O INCÊNDIO
A Alemanha assistiu o incêndio do Reichstag em 1933.
Como o Náutico assistiu o incêndio de sua antiga sede.
A República de Weimar sumiu no tempo.
Mas o alvirrubro de Rosa e Silva retornou mais forte das chamas.
Destino Timbu é ser fênix...

criado por Roberto Vieira
21:33:20