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Como homenagear Arthur?
Blog não faz minuto de silêncio.
Aliás, no jogo contra o Juventus deveria ser feito uns quinze minutos de silêncio.
Blog só pode homenagear com palavras.
Abaixo, uma partida das muitas que fizeram a história do Náutico.
Histórias dos heróis da década de 30.
Histórias que os tempos não trazem mais...
"Arthur, Zezé e Fernando.
Bastava o Esporte ouvir esses nomes pra pensar em goleada.
Em 1936 não foi diferente.
O Náutico entrou em campo às 20:52 no dia 23 de julho.
Com Epaminondas; Clélio e Salsinha; Haroldo, Edson e Raphael; Zezé, Arthur, Fernando Carvalheira, Fernando e Celso.
O Esporte alinha Muniz; Estácio e Fernando; Mamão, Gersomino e Amarino; Allemão, Rodolpho, Marcílio, Oiticica e Pedro.
O Timbu ganha o toss.
E logo foi pra cima do Leão.
Arthur domina, livra-se da marcação e toca para Fernando.
Fernando olha pra Muniz e fuzila: 1 x 0.
Assim, sem mais nem menos.
Zezé cruza na cabeça de Fernando. A bola raspa o travessão de Muniz.
Fernando encontra Arthur livre que atira vertiginosamente no ângulo.
Mas a bola, caprichosamente não entra.
Dois minutos depois a pelota chega nos pés de Celso. Ele cruza.
A bola procura Arthur que dribla Estácio e encontra Fernando livre: 2 x 0!
O Esporte quer reagir. Allemão acerta um tirombaço defendido milagrosamente por Epaminondas.
O Náutico marca. O gol é anulado.
Mamão é molleza, segundo o jornal da época. Amarino é impotente para as avançadas de Zezé e Arthur.
Para os que imaginam um futebol sem marcação, um dado.
Marcílio não anda sob a marcação implacável de Edson.
Quando ia terminar o primeiro tempo, Zezé recebe de Arthur e decreta o terceiro gol.
Intervalo.
Na volta, bombardeio.
Muniz faz milagres em duas bombas de Célio. Fernando perde um gol feito.
Pênalti de Estácio que a arbitragem não marca.
Mas não houve tempo para reclamação.
Arthur rouba a bola e enfia pra Zezé. Zezé cruza em diagonal.
A jogada mortal da família, treinada desde a infância.
Fernando entra como um azougue: 4 x 0.
O Timbu coloca o adversário na roda.
Faltando dois minutos, a bola tocada de pé em pé alcança Celso.
E Celso decreta a goleada: 5 x 0.
23:00.
O time alvirrubro se reune no centro do gramado da Jaqueira.
E o fotografo registra o momento histórico.
Hoje, 72 anos depois.
Só resta dizer, obrigado!"

criado por Roberto Vieira
14:05:49
ARTHUR, 1936
POR ROBERTO VIEIRA
Faleceu, aos 92 anos, Arthur Carvalheira.
Um dos maiores meias da história do futebol pernambucano.
Campeão pernambucano em 1934 e 1939.
Arthur que era um remanescente da época romântica do futebol.
Um tempo em que jogador era sinônimo de torcedor.
Nenhum de nós o viu jogar. E nem precisamos.
Folhear um jornal da década de 30 é encontrar Arthur onipresente.
O cérebro que movia o esquadrão do Clube Náutico Capibaribe rumo às vitórias.
O gênio que preparava as jogadas que culminavam nos gols de Fernando Carvalheira.
Embora Arthur também soubesse fazer gols. E como fazia!
O Náutico ainda desafiava o profissionalismo criança.
Ousava ser campeão do estado com um time de apaixonados.
Uma equipe com quatro membros da mesma família em campo: Arthur, Fernando, Zezé e Emygdio.
E outros tantos na platéia.
Talvez seja difícil nesse mundo de metais e de tostões compreender tal paixão.
Pena.
Porque paixão a gente sente, não explica.
Hoje, a bola vai adormecer mais triste. A Távola Redonda está desfeita.
Seus cavaleiros partiram para nunca mais voltar.
Mas quem sabe, sua memória sobreviva em cada chute, cada gol, cada vitória.
Enquanto o Clube Náutico Capibaribe souber honrar tanta paixão e tanta história.

criado por Roberto Vieira
00:19:09
SANTOS, 1963
Por ROBERTO VIEIRA
Aírton e Calvet.
Ou, se preferirem, Gilmar, Mauro Ramos e Calvet.
Raul Donazar Calvet disse adeus aos gramados visíveis na noite de sábado passado.
Calvet que colecionava títulos pela vida.
Campeão gaúcho de 1955 a 1959. Campeão paulista em 1960, 61, 62, 64 e 65.
Um leitor mais solene indagaria. E 1963?
Calvet estava ocupado vencendo a Taça Brasil, a Libertadores e o Mundial Interclubes.
Ou melhor, sendo bicampeão da Taça Brasil, da Libertadores e do Mundial Interclubes.
O Santos dos anos 50 fazia um monte de gols. Mas tomava outros tantos.
A diretoria, preocupada com a saúde dos torcedores, foi contratando craques para a retaguarda.
Gilmar.
Mauro.
Não satisfeita, foi lá no Rio Grande trazer o parceiro do Pavilhão em 1960.
O Internacional deu graças a Deus. Como castigo, o Grêmio perdeu o título de 1961.
Desde então, muitos repetem aos quatro ventos: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Enquanto o sábio minuano murmura: Gilmar, Mauro e Calvet.
O heróico craque Calvet, que só deixou de colecionar títulos em 1965.
Ferido no calcanhar.
Como Aquiles.

criado por Roberto Vieira
23:38:46

POR ADETHSON LEITE (BLOG DOS NÚMEROS)
blogdosnumerospe.blogspot.com/
Faltando 36 minutos para completar 50 jogos no Náutico, Roberto Fernandes já aparece no topo da lista dos treinadores que mais treinaram o Náutico na década atual, marcada pela "volta por cima" que o clube deu em 2001, quando quebrou jejum de títulos que durava desde 1989.
De lá pra cá, 18 treinadores assumiram efetivamente o comando técnico da equipe, onde poucos conseguiram sequer alcançar a marca de 30 jogos.
Muricy Ramalho, que deixou boas lembranças para a torcida Timbu com a conquista dos estaduais de 2001 e 2002, chegou a comandar a equipe por 71 jogos (38 vitórias, 19 empates e 14 derrotas - aproveitamento de 62,44%).
Em seguida, aparece o polêmico Roberto Cavalo, que esteve no comando Timbu por 54 jogos (24 vitórias, 12 empates e 18 derrotas - aproveitameno de 51,85%). Estão computadas as passagens de 2005 e posteriormente 2006.
O terceiro posto cabe a Zé Teodoro, com apenas um jogo a mais que Fernandes. Nos 51 jogos de Teodoro, foram 30 vitórias, 8 empates e 13 derrotas, com o bom aproveitamento de 64,05%.
Roberto Fernandes, nos 49 jogos concluídos tem 26 vitórias, 6 empates e 17 derrotas, com aproveitamento de 57,14%, ainda abaixo de Muricy e Zé Teodoro, mas superior ao de Cavalo. Um detalhe específico do atual treinador continua sendo o baixo número de empates, onde seu percentual é de apenas 12,2%, contra 15,7% de Zé Teodoro, 22,2% de Cavalo e 26,8% de Muricy.
Na Lista dos treinadores que passaram dos 30 jogos (não considerando passagens anteriores a 2001), ainda aparecem Heriberto da Cunha (35 jogos e aproveitamento de 50,48%), Júlio Espinosa (34 jogos e 69,61%, o melhor aproveitamento do grupo)e Paulo Campos (30 jogos e 57,78%).
Ao final do estadual, caso não ocorram mudanças repentinas, Fernandes estará como o segundo da lista no comando timbu dos últimos anos. Ao que parece, grande parte da torcida (80%, segundo levantamento da comunidade do Náutico) está aprovando...

criado por Roberto Vieira
21:28:14