O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 05

05.04.08

NÃO-ME-TOQUE E ADEMIR MULLER

 

     

 Ademir Muller nasceu no município de Não-Me-Toque, RS. 

Embora fosse um jogador viril.

Não tinha essa de 'não me toque'.

A bela cidade gaúcha deve seu nome à  dasyphyllum spinescens.

Um arbusto de tronco curto, recoberto de espinhos. 

A planta conhecida como Sucará ou Espinho de Santo Antônio, e mais popularmente como não-me-toque, é abundante na região.

Conforme informa o site oficial da localidade.

A denominação remonta a uma escritura pública data de 20 de julho de 1885.

Quem desejar conhecer melhor a cidade, uma recomendação:

O clássico livro "Não-Me-Toque no Rastro de sua História", de Sandra Cunha.

O LUÍS E O ADEMIR

 

 

Alexandre Gomes e Lucídio Oliveira estão de olho.

E eu confiei na memória.

Uma polêmica tomou conta de um post.

Quem é que jogava no Náutico em 1990?

Luís Muller ou Ademir Muller.

Eu li Luís Muller na edição de 1990 do Diário de Pernambuco.

Mas relendo ontem, lá constava apenas 'Muller'.

E meu subconsciente amnésico cravou na escalação "Luís Muller".

Luis Muller que na época jogava no Bragantino, campeão paulista de 1990.

Depois ele veio dar dor de cabeça pra gente jogando no Sport.

Lá no final da carreira.

Ainda bem que hoje está do lado de cá do muro! 

Quem jogou na Copa Brasil 1990 foi o outro Muller.

O Ademir.

Ademir que, além de jogador, treinou o Timbu em 2000.

Ademir Muller que voltou para Novo Hamburgo em novembro passado.

Mas que depois de três derrotas, inclusive um 3 x 1 para o Sapucaiense, foi demitido do clube gaúcho.

                                            

04.04.08

EU TIVE UM SONHO...

 

                                                 

 Por ROBERTO VIEIRA



Mensagem apócrifa afixada no dia de hoje nos estádios de todo o mundo...



"Eu tive um sonho.

Que em todos os estádios do mundo os torcedores se davam as mãos, como irmãos.

E que, de hoje em diante, o futebol e todos os esportes, fosse inspiração para a paz e para a compreensão entre os homens.

Eu tive um sonho.

Que em todos os estádios do mundo, o racismo e a discriminação pelo credo, cor e origem não se tornassem barreira para a fraternidade entre os atletas e os aficcionados.

Eu tive um sonho.

Que mais nenhuma pessoa fosse morta numa guerra entre torcidas.

Que tragédias, como a da Fonte Nova, não ficassem impunes.

Que Heysel nunca mais se repetisse.

Eu tive um sonho.

Que a corrupção não tornasse a atividade esportiva uma casa de apostas, uma cosa nostra.

Que a máfia do futebol desse lugar aos ideais de jogo limpo e honesto.

Eu tive um sonho.

Que o doping fosse estigmatizado pelos atletas.

Que eles compreendessem que, uma derrota honrosa, é mais bela que a mais consagradora das vitórias químicas.

Que o doping termina por destruir o criador e a criatura.

Eu tive um sonho.

Que as crianças pobres e carentes tivessem um lugar decente para morar.

Três refeições diárias.

E uma sala de aula digna do nome.

Que as crianças pudessem voltar aos campos de futebol sem medo de serem apedrejadas.

Eu tive um sonho.

Que os sonhadores de todo o mundo não desistissem de continuar lutando por seus sonhos.

Pois um sonho é tudo o que somos nessa vida..."



Homenagem ao Reverendo Martin Luther King assassinado no dia 4 de abril de 1968

ANIVERSÁRIO DE ADEMIR DA GUIA

 

No aniversário de Ademir da Guia, sua melhor definição.

Nas palavras do Divino João Cabral de Melo Neto.

   

              ' ADEMIR DA GUIA'

"Ademir impõe com seu jogo
o ritmo do chumbo (e o peso),
da lesma, da câmara lenta,
do homem dentro do pesadelo.

Ritmo líquido se infiltrando
no adversário, grosso, de dentro,
impondo-lhe o que ele deseja,
mandando nele, apodrecendo-o

Ritmo morno, de andar na areia,
de água doente de alagados,
entorpecendo e então atando
o mais irrequieto adversário".

                                                        JOÃO CABRAL 

FREUD, OSWALD E MAX

 

                        A FAMÍLIA MOSLEY        

POR ROBERTO VIEIRA

 

"Se Hitler invadisse o inferno, eu faria pelo menos um discurso a favor do diabo na Câmara dos Comuns"

                     Churchill

 

Max desliga o telefone. Observa o uniforme na cama.

Velhos hábitos custam a morrer. O News of the World descansa rasgado no chão.

Max recorda os dias alegres com seu pai.

Passavam o dia fazendo a saudação nazista na mansão francesa. Sob o olhar tranquilo do Duque de Windsor.

Tudo na vida era uma questão de sorte.

A Luftwaffe perdera. A RAF vencera. Tudo uma questão de motores. Como nas corridas.

A Inglaterra não conseguia entender o seu pai. O fascismo poderia mudar o mundo pra melhor longe do sionismo internacional.

Mas o mundo ainda não está preparado para Adolf Hitler.

Hitler que estava presente no casamento dos seus pais.

Max senta na cadeira e observa o principado da janela. Oswald e Diana.

Quando Max nasceu foi separado da mãe. Mas ninguém se importava com as lágrimas de uma criança.

Todos, menos Churchill que teve pena de sua mãe.

Graças a piedade de Churchill, Max beijou sua mãe pela primeira vez.

O telefone toca. Ele não é bem vindo no Bahrein. Querem que renuncie.

Tudo por causa do uniforme nazista na sua cama. Por causa do simulacro de campo de concentração na sua vida privada.

Quem se importa com algumas prostitutas vestidas de prisioneiras?

Max bate os coturnos.

Ele não conhece o significado de renúncia.

Resistirá no seu bunker. Até a solução final.