| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 |
Amanhã estará no Blog a página dos 107 anos do Náutico.
Foi difícil resumir 107 anos em 6 posts.
Um para cada ano do Hexa.
Mas, pensando bem.
Resumir a paixão da torcida alvirrubra pelo Náutico é impossível.
Não existem palavras, nem escritor, capaz do feito.
O Clube Náutico Capibaribe é um desafio em si mesmo.
Como toda paixão, creio eu.
Hoje dei uma passada com meus filhos pela Rua da Aurora, 111.
Onde ficava a antiga sede Timbu.
Resta um espigão feio e desengonçado, onde antes beleza havia.
O Recife está mais feio, meus amigos.
Já não se guarda a beleza do passado.
Pois imaginam que lugar de passado é no museu.
Olhando o que foi feito da Rua da Aurora, fico pensativo.
Pois um ser humano sem memória, nada sabe.
Nada ouve.
Nada vê...
Na foto abaixo, a bela casa do Conde da Boa Vista na Rua da Aurora.
Ainda bem que ele não vive, para ver o que foi feito da artéria com seu nome.


criado por Roberto Vieira
20:28:41
COM AÇÚCAR...
Véspera dos 107 anos Timbus.
Geraldo serve Wellington com açúcar: 3 x 1.
E Warley serve Kuki com afeto: 6 x 1.
Antes teve o passe de Kuki para Laborde para Geraldo.
O Náutico jogou muita bola.
E agora vai pra cima do Salgueiro.
Sem açúcar.
E com nenhum afeto!
... E COM AFETO

criado por Roberto Vieira
18:12:13

PINBALL 'WELLINGTON' WIZARD
Artilheiro é fogo.
Wellington cruza forte.
A bola faz pinball na defesa do Ypiranga.
Alguém lembra Pinball Wizard?
E acaba no fundo das redes do time interiorano.
Repetindo.
Artilheiro é fogo.
Depois o Ypiranga empatou: Yone.
E Marcelinho, tabelando, fez 2 x 1!

criado por Roberto Vieira
17:02:39

Por: Redação NauticoNET
Foto: Arquivo NauticoNET
Ontem à noite o Alvirrubro pernambucano começou a festejar os 107 anos de vida, que acontece nesta segunda-feira, 7 de abril. Na sede do Náutico a Orquestra Veneza e a banda Patusco animaram os alvirrubros e fizeram uma bonita festa no salão principal do clube. A diretoria do site NauticoNET esteve presente na festividade e mais uma vez enalteceu as cores alvirrubras.

criado por Roberto Vieira
15:53:04
POR LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
Para o Clube Náutico Capibaribe a década de 80 ainda não havia acabado. Não tinha chegado ao fim com o bicampeonato 84/85. A saga dos irmãos campeões com a camisa vermelha e branca não tinha também de todo se esgotado. Havia ainda Neto, bicampeão ao lado de Pimenta e seu irmão Pimentinha. E restava esperar por 1989, ano que vai assistir ao reencontro do Náutico com o título. Uma conquista que terá a marca da presença entre os titulares de um irmão mais novo de Neto, o destemido e valoroso Lúcio Surubim.
Lúcio chegou aos Aflitos no ano anterior. A participação em uns poucos amistosos ou como substituto na vaga de um titular em apenas um jogo oficial. Muito pouco. Em 1989 porém era titular e iria sagrar-se campeão. O Náutico conquistava o seu 18º título.
Os anos 80 não podiam mesmo acabar de outro modo. Não seria correto que o Náutico não fosse o laureado. Os deuses do futebol estariam cometendo irreparável injustiça com o clube que no correr do decênio havia oferecido para o deleite do torcedor, entre outros, Mirandinha, Baiano, Newmar, Zé Eduardo, Ademir Lobo, Lourival, Manguinha, Cantarelli, Mazaropi e Pimenta, Édson Gaúcho, Heider, Roberto César, Nunes e Neto Surubim.
Era preciso mesmo que acontecesse 1989. Até porque, com a virada da década a torcida do Náutico iria ser castigada como nunca pelos caprichos do destino. Como ter que enfrentar os desventurados anos 90, anos que para os alvirrubros simplesmente nunca deveriam ter existido, sem ao menos a alegria de mais um título nas vésperas dos anos de amargura? E precisava acontecer também, para que fosse possível juntar mais uma dupla de irmãos vencedores na história do clube. A saga que se iniciara nos tempos do amadorismo com os Carvalheira iria viver com Neto e Lúcio Surubim mais um dos seus grandes capítulos.
Quando Neto começou a aparecer no time de cima, substituindo o ponteiro esquerdo Sivaldo, por contusão ou suspensão disciplinar do titular, em 1984, poucos os torcedores que acreditavam está ali a solução para fazer do ataque do Náutico uma peça irretocável. Nascido e criado no interior, de família abastada, e ainda por cima torcedor apaixonado pelo Náutico, Neto era a imagem do amador. E o momento não permitia mais aventuras conduzidas por passionalismos amadoristas. Isso era coisa do passado.
Na reta final, na hora da decisão, o que se viu, porém? Neto efetivado pelo exigente treinador Ênio Andrade como titular da ponta-esquerda. Se no comando do ataque jogava Bira ou Roberto César, e se na meia direita, Baiano cedia a posição a Denô, na ocasião em melhores condições físicas que o insuperável artilheiro, na outra meia e nas duas pontas, na complementação do ataque, Ademir Lobo, Heider e Neto reinavam absolutos. Eram os titulares, participaram os três do começo ao fim dos jogos do turno final e na hora da decisão contra o Santa Cruz.
Neto teve participação decisiva para que o título de 84 ficasse nos Aflitos. Fez muito bem a parte que lhe cabia fazer, ao lado de Baiano, Roberto César e Denô, os artilheiros do time. Marcou os gols, sete ao todo, que dele se esperava e que o Náutico tanto precisava. Gols que ajudaram a levar o time á conquista do título.
No ano seguinte, não havia mais dúvida. Neto não era mais o amador do início da carreira, um ano antes. E se não participou de todos os jogos, foi quem mais vestiu a camisa 11 do Náutico na temporada. Fez oito gols no estadual, um deles importantíssimo, o da vitória por 1x0 na extra contra o Central, decisão do primeiro turno. Mais gols do que ele com a jaqueta alvirrubra, somente os maiorais, Lima e Baiano, com 15 e 12 gols respectivamente..
Neto, Aníbal Rego da Silva Neto, como assinava as súmulas, era sem dúvida um profissional com espírito de amador. Jogou apenas duas temporadas. Dois campeonatos conquistados. Em 1986 já não estava mais nos Aflitos. Dele não mais se ouviu falar nas páginas esportivas. Futebol de obrigação talvez não fosse mesmo a sua praia.
Mas a torcida do Náutico não esqueceu Neto. E nem teve tempo para isso. Passados três anos, exatamente no início de 89, voltaria ele a ser lembrado pelos torcedores alvirrubros. É que um dos destaques do time que seria campeão, era nada mais nada menos que seu irmão Lúcio, por isso mesmo tendo que colar ao nome, assim que chegou ao clube, a mesma alcunha que recebera antes o irmão. Ficou sendo Lúcio Surubim.
Não se tratava de um desconhecido. Um novato a mais a tentar a sorte nos Aflitos. Não. Lúcio tinha pedigree. Era irmão de um bicampeão, o Surubim no nome: Lúcio Jorge da Silva Rego, o Surubim acrescentado ao primeiro nome para lembrar a cidade de origem.
Logo se viu que o irmão de Neto levava o futebol bem mais a sério, exibindo desde cedo uma postura de líder. Jogando numa posição, a de zagueiro de área ou como quarto-zagueiro, onde o estreante tem que se impor, claro, pela técnica mas também pelo físico e sobretudo pelo espírito de liderança, Lúcio Surubim mostrou que nada disso lhe faltava.
Lúcio ficou nos Aflitos até 1995. Jogou de tudo na defesa. Foi zagueiro de área, foi quarto-zagueiro e foi volante. Foi também meia. O espírito de liderança acabaria por levá-lo a ser distinguido em algumas partidas com a honra de ostentar o bracelete de capitão do time.
O modesto e discreto treinador Charles Muniz, pernambucano da gema, consegui armar um senhor time em 1989, o que nem sempre é fácil para santo de casa. Um time que tinha Mauri, Romildo, Levi, Ademir Müller, Erasmo, Augusto, Newton, Aroldo, Nivaldo, uma boa cota de jogador da região. Mas tinha sobretudo Lúcio Surubim, também prata-da-casa. A competência técnica, a comprovada liderança, a vocação para a vitória. E, acima de tudo, a alma alvirrubra.
Neto e Lúcio Surubim, separados no futebol pelo estilo de jogo e pelo espaço de quatro anos, a distância que vai do bicampeonato 84-85 ao título de 89, ligados na vida na condição de irmãos, contribuíram de maneira honrosa ao se aproximar o final do século, para que não sofresse solução de continuidade a saga que vinha desde o amadorismo há sessenta anos, motivo de imenso orgulho para a família alvirrubra.
Mantida estava assim a tradição nos anos 80. E ainda mais rica se fazia a gloriosa história do veterano Clube Náutico Capibaribe.

criado por Roberto Vieira
10:18:52