O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.
<  Abril 2008  >
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30        
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 10

10.04.08

O NÁUTICO AINDA ESTÁ ROLANDO OS DADOS!

 

                       

                                  1951: A MISSÃO IMPOSSÍVEL

 

Para os que imaginam que o estadual acabou, um aviso.

Pra quem acha que o Timbu está derrotado.

O Náutico ainda está rolando os dados.*

O jogo só acaba no apito final.

Tem muito rubro negro vestindo a faixa.

Comprando o chopp.

Se achando tricampeão.

Pode até ser.

Mas eu prefiro que o Timbu siga lutando até o último minuto.

Quando mais não seja, para que se prepare para a batalha com o Galo.

Porque sempre existe na memória um 5 x 1.

Gravado nesta foto do arquivo de Lucídio.

Um distante 1951.

Quando o título caminhava para a Ilha do Retiro.

Mas acabou na Rosa e Silva.

Domingo, ganhar do Central.

Ferro que fere aqui... 

 

* Cazuza não dava muita bola pra futebol, mas entendia que o tempo não para.

09.04.08

O JOGO DE TRINTA E SEIS MINUTOS: QUEBRA CABEÇAS

 

 

                                             


Por ROBERTO VIEIRA

Um amigo me ligou no celular. Ficou espantado por saber que eu estava no jogo Salgueiro e Náutico.
- Mas o jogo tem só 36 minutos!
Pra desconversar, e sabendo do seu conhecido pão durismo, respondi:
- É de graça!
Ele ficou mais tranqüilo com a minha sanidade mental. E voltou para seu passatempo que é montar quebra-cabeças.
Mas quebra-cabeça era o do Timbu.
Acontece que o jogo Salgueiro e Náutico não era um jogo qualquer. Porque qualquer jogo tem noventa minutos. Salgueiro e Náutico tinha trinta e seis.
Qualquer jogo inicia 0 x 0. O de hoje à noite em Caruaru já começava 1 x 0 pro time sertanejo. O Náutico jogava como no ciclismo. Contra o relógio.
Além do mais, esses jogos triviais que andam por aí, começam com a bola no círculo central. Salgueiro e Náutico começou com bola ao chão.
Dito isso, devo confessar. Foi um sofrimento. Tem muito jogo de noventa minutos que dá sono, bocejo. O de hoje foi elétrico. Teve cai cai. Teve o Timbu jogando com cinco atacantes e dois defensores. Teve chance de gol. Teve grandes defesas. E não teve gol.
Johan Cruijff, o lendário atacante holandês, confessava em suas memórias: “Futebol não é marcar gols”.
E explicava: “Sei que para ganhar, você precisa marcar gols. Mas futebol é manobrar em campo para criar oportunidades de gol”.
O Náutico, inferiorizado numericamente, com a corda no pescoço, criou oportunidades. Lutou como lutam os desesperados. Mas voltou para Recife com a sensação que o título pernambucano disse adeus nessa noite fria de Caruaru.
Pode ser que sim. Também pode ser que não. O futebol é um infinito manancial de surpresas.
Duvida?
Então, como explicar o fascínio desta partida de 36 minutos?
Só há uma explicação. E ela se chama, futebol!