| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 |
POR ROBERTO VIEIRA
Ontem, o Santa Cruz venceu o Vera Cruz por 4 x 2 pelo Hexagonal do Rebaixamento do Campeonato Pernambucano. Até aí nada demais. Vida que segue.
No intervalo da partida, a torcida tricolor descarregou toda sua raiva e frustração com o time em um só jogador. O arqueiro Jean.
Jean que defendeu o Corinthians e a Ponte Preta. Jean que foi quatro vezes campeão baiano.
Jean que fazia parte do elenco do Cruzeiro, campeão da Libertadores 1997.
Aos 35 anos, Jean foi contratado pelo Santa Cruz no dia 26 de fevereiro. Era um contrato de risco. O jogador se recuperava de uma grave contusão no joelho.
Jean estreou em um dia de chuva torrencial contra o Centro Limoeirense. Estreou de supetão. O técnico Fito Neves decidiu em cima da hora barrar o titular Paulo Musse. Jean entrou e tomou dois gols fáceis. A torcida olhou desconfiada, mas ficou calada, pois o Santa Cruz venceu.
Dias depois, empate com o Petrolina. Jean toma dois gols no primeiro tempo e é barrado no intervalo, após descer para os vestiários sob estrondosa vaia.
Sábado passado, o Santa Cruz tinha apenas dois goleiros para enfrentar o Vera Cruz. Jean e o garoto de Rafael de apenas 15 anos. Jean decidiu entrar em campo. Deixar um menino de 15 anos jogar era loucura.
O Santa Cruz abriu o marcador. O Vera Cruz empatou. O Santa fez 2 x 1 e novamente sofreu o empate. No final do primeiro tempo, o tricolor faz 3 x 2 de pênalti.
Jean desce aos vestiários debaixo de vaias e xingamentos.
Volta para o segundo tempo e realiza três defesas milagrosas. Dessas que até Deus duvida. No seu rosto a dor pelo joelho machucado.
A torcida aplaude e grita: ‘Paredão!’. Jean sai de campo chorando, abraçado pelos companheiros.
Um repórter se aproxima do arqueiro. Jean enxuga as lágrimas e, olhando o antigo estádio, declara:
- Não dá mais! Hoje paro de jogar!
E desce, pela última vez, lentamente aos vestiários do Arruda.
Na infinita solidão de um goleiro na hora do adeus.

criado por Roberto Vieira
11:49:57
A partir de hoje começa o Dossiê Brasileirão.
Dossiê é palavra da moda.
E o Brasileirão faz parte da vida.
Aos poucos vamos conhecendo nossos reais adversários este ano.
E o que precisamos fazer para vencer.
O primeiro da lista é o primeiro na tabela.
O Goiás.

CENTRO DE LAZER DO GOIÁS
10 de maio de 2008, Aflitos: Náutico x Goiás
O Goiás irá enfrentar o Corinthians pela Copa do Brasil.
Goiás que foi o melhor time do campeonato goiano até ontem.
Marcou 37 pontos em 17 partidas. Aproveitamento de 72%.
Mas perdeu na primeira semifinal por 3 x 1 para o Anápolis.
Aliás, só pra meditar.
Imaginem o pernambucano com semifinais.
Pois bem.
O Goiás precisa agora vencer por dois gols de diferença a segunda partida.
Um time estruturado. Nenhuma maravilha. Mas organizado.
Treinado por Caio Júnior, o time base do Goiás é:
Harlei; Vitor (Fábio Bahia), Ernando, Paulo Henrique e Fabinho; Amaral, Ramalho, Evandro e Paulo Baier (Anderson Aquino); Alex Dias e Schwenck (Alex Terra).
O Goiás entrou no Brasileirão em 1973.
E aproveitou bem essa participação.
Hoje, possui a sede da Serrinha.
Com estádio para 10 mil pessoas e ginásio coberto.
Concentração completa.
Dois campos gramados para a escolinha.
Além disso, tem o Centro Esportivo e de Lazer Edmo Pinheiro no Anhanguera.
Com quatro, eu falei quatro gramados oficiais.
Pra completar, o Centro Coimbra Bueno para crianças carentes de Goiânia.
Com mais dois campos de treino.
Claro que em Goiás não tem praia. Clube é opção de lazer.
Mas, sejamos honestos.
Dentro de campo a gente ganha.
O caldeirão dos Aflitos vai ferver.
Mas, fora de campo, existe uma lição.
Uma profunda lição de administração que nós temos de aprender.

criado por Roberto Vieira
11:16:06
POR ROBERTO VIEIRA

Tudo ocorre numa fração de segundos.
A bola é lançada para a grande área. O atacante percebe que não conseguirá alcançar a pelota.
E, num reflexo, estica a mão no espaço e marca o gol.
Depois, corre para a lateral do campo ignorando o árbitro e a Regra 12.
Regra, que afirma, solene como um mandamento: 'Não tocarás a bola com as mãos deliberadamente!'.
Não satisfeito com o gol de mão, o nosso amigo marca 2 x 0. E o adversário diminui no final: 2 x 1.
Para os que se desligaram do futebol e passaram o dia na praia, um aviso.
Não estamos falando de Diego Armando Maradona.
O relato acima é sobre Adriano do São Paulo. Adriano que saiu do Morumbi dizendo, ironicamente, que já não é Imperador.
Prefere ser chamado simplesmente, Adriano de Diós.
Menos mal que não existem Malvinas entre palmeirenses e tricolores.
Menos mal que ainda resta uma partida no Palestra Itália.
Menos mal que o bandeirinha e o juiz afirmaram que viram o lance.
Mas que foi tudo reflexo. Involuntário.
Ou seja, a Regra 12 é uma questão neurológica e semântica.
Como o criminoso sempre volta ao lugar do crime, talvez Adriano planeje repetir Maradona domingo próximo.
E salve um gol em cima da risca da pequena área com a outra mão.
Como Maradona fez na Copa de 90 contra a URSS.
Ou quem sabe, faça ainda melhor. Peça perdão ao Palmeiras e seus torcedores por um instante de fraqueza.
Tudo culpa das sinapses.

criado por Roberto Vieira
21:37:00