O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 15

15.04.08

ROMÁRIO, O REI DA GRANDE ÁREA

 

 

Para os que duvidam.

Para os que esqueceram.

Para os que não viram.

Para os que têm pouca fé...

          http://youtube.com/watch?v=p_CtDbZJHpo&feature=related

 

OBRIGADO, PEIXE!

 

POR ROBERTO VIEIRA                        

 

Prezado Peixe,


Sei que muita gente não te entendeu. Eles recordam dos últimos anos quando os teus gols quedaram raros, finitos. Quando você se tornou dispensável, supérfluo.

Mas, a imensa maioria dos brasileiros te lembra em 1994. Quando a nossa esperança era você e mais dez.

O Brasil era um lugar soturno. A inflação e a corrupção velaram uma geração de brasileiros. Numa curva de Ímola, Senna, nossa única alegria aos domingos, se imortalizara.

O Brasil era um país de luto.

Não tinhamos dinheiro no bolso. O futebol era uma coleção de fracassos. A gente tinha incorporado novamente nossa alma viralata.

Alguém lembrou 1993. O Maracanã lotado. Você chegando calado. Entrando em campo sério. E detonando o Uruguai com a autoridade dos craques.

O Maracanã chorou de alegria. Lembrou de Zizinho, de Garrincha, de Zico. Lembrou do gol.

Barcelona e o PSV te idolatravam. Mas a gente tinha te esquecido pela primeira vez. Ingratos.

E você nos presenteou com a esperança.. O presente mais belo que pode ser ofertado na vida e no futebol.

E lá foi você, Baixinho, ser Peixe na Copa.

Rússia, Camarões e Suécia. Um gol cada. Um toque. A rede balançando de mansinho. Feliz na terra do soccer.

O país queria acreditar, diria mais. O país precisava acreditar. Em Romário. No Real.

Holanda. Eles nos atacaram e você decretou seu fim em um novo Guararapes. Nosso Antonio Felipe Camarão, desculpe, Antonio Felipe Peixe!

Quando Branco chutou aquela bola você foi craque! Você foi craque até sem tocar na bola.

Vinte e oito anos e campeão do mundo, Peixe. Marcando gol de cabeça nos gigantes suecos. Como Rei.

O que seria do Brasil de 94 sem você?

Um peixe fora d'água.

Sei que muita gente não te entendeu. Eles recordam dos últimos anos quando os teus gols quedaram raros, finitos. Quando você se tornou dispensável, supérfluo.

Mas, a imensa maioria dos brasileiros te lembra em 1994. Quando a nossa esperança era você e mais dez.

Romário das onze camisas.

Romário dos 1002 gols.

Romário que teria vaga em qualquer seleção brasileira de todos os tempos.

Agora que você deixa os campos e desfila nas enciclopédias do futebol.

Só nos resta dizer:

Obrigado, Peixe!

1971, BITA E MARINHO CHAGAS

 

                       

 

1971. Ilha do Retiro.

Uma foto histórica.

O Náutico entra em campo com os dois maiores jogadores da sua história.

Bita e Marinho Chagas.

Quis o destino, este senhor de mil faces, que eles se encontrassem em diferentes momentos da vida.

Bita sobrevivendo das contusões.

Marinho iniciando sua fulminante ascensão.

Mesmo assim, os deuses do futebol permitiram o encontro.

Como um presente para quem ama o futebol...

1971, O CABELO DE CAJU

 

                      

 

Despedida de Pelé da seleção.

Anos de chumbo fora das quatro linhas.

Pra todo mundo, menos pra Paulo César Caju.

Cabelo black power. Futebol de craque.

Cotado pra substituir o Rei.

Paulo César é flagrado em bate papo com Antônio Passo.

Passo tenta convencer Caju a cortar o cabelo.

E Paulo César informa que as fãs não deixam.

TUDO MUDA... E TUDO FICA NA MESMA!

 

                            

 

Junho de 1958. Cinquenta anos atrás.

Outro tempo, outra época. A gente ainda não tinha televisão.

Mas as muriçocas eram as mesmas.

O Departamento Nacional de Endemias Rurais falava em larvicidas.

Só que o alvo não era a dengue, e sim, a filariose.

Recife durante muitos anos foi líder mundial em filariose.

Muriçocas, aedes...

Tudo muda, mas tudo continua na mesma.