O BLOG DO ROBERTO

Futebol e História.

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 18

18.04.08

1958, MESTRE VITALINO

 

                  

 

Ah, nós pernambucanos!

A gente esquece rápido. E vive dando valor ao que não é nosso.

No Alto do Moura vivia Mestre Vitalino.

Numa tapera, acompanhado da esposa, da filha e de um cachorro.

Em 1958, uma reportagem dos Diários Associados contou a pobreza do gênio.

Gênio que viveu e morreu pobre.

Com os pernambucanos enchendo a boca e dizendo:

'Mestre Vitalino é pernambucano!'

Vitalino modificou a arte cerâmica brasileira.

Tudo com o barro do Rio Ipojuca.

A vida das pessoas ao seu redor ganharam vida nas suas mãos.

Com o barro ele narrava a vida.

Hoje, qualquer um pode visitar a humilde casa onde viveu Mestre Vitalino.

Lembrar a pobreza do mestre.

O Alto do Moura se ergue na paisagem agreste.

Como um humilde Montmartre sertanejo.

Muitos vão rir da comparação.

Montmartre?!

Pois é.

Montmartre não conheceu Vitalino.

Os franceses não sabem o que perderam.

Ou melhor, talvez alguns franceses saibam.

Pois até Picasso tinha uma escultura do mestre.

Humildemente.

O GOLAÇO DE ALCEU

 

 

Espero que Alceu jogue tudo que sabe no alvirrubro.

Parece que teremos um chutador de longa distância.

Cliquem no endereço e recordem essa sapatada de Alceu contra o Paraná.

 

    http://youtube.com/watch?v=UwaO9ZNnRtA

O NOVO REFORÇO VEM DO JAPÃO

 

              

O Náutico contratou seu novo reforço.

O meio campo Alceu, do Consadole Sapporo do Japão.

Alceu não jogou nenhuma partida este ano.

Ano em que o Consadole estreou na divisão principal da J-League.

A última lembrança que se tem dele é do tempo em que jogou no Palmeiras.

Aqui ele tem de se readaptar ao clima, a língua, a comida.

Mas principalmente às cores do novo clube.

É que o Consadole é rubro negro.

                

                                    CONSADOLE SAPPORO

UM CLÁSSICO SEM EMOÇÕES

 

POR ROBERTO VIEIRA

 

O futebol escreve certo por pernas tortas. O campeonato pernambucano se encerra neste domingo com um clássico sem emoções, digno de um regulamento sem pé nem cabeça.

Vários foram os argumentos apresentados pela Federação Pernambucana para justificar tal descalabro: 'Nós redigimos, mas todos os clubes assinaram!'.

O que não justifica o retrocesso na fórmula de disputa. Apenas sinaliza com a irracionalidade da FPF e com a ametropia dos clubes. Parece que nossos dirigentes assinam qualquer contrato que enxergam pela frente. Sem ponderar os erros e os riscos de tal conduta. Não admira a situação financeira em que vivem nossas entidades.

Não havia datas, dizia nossa entidade máxima do futebol. Mas como? O estadual foi disputado com vinte e quatro datas. Caso fosse disputado em turno e returno com direito a dois jogos finais, teríamos um total de vinte datas apenas. Com direito aos clássicos tradicionais.

Fomos buscar duas equipes que não se classificaram para a divisão especial. Duas equipes que não tinham direito adquirido em campo para tal. Duas equipes que apenas fizeram aumentar o total arrecadado pelo programa 'Todos com a Nota'.

O campeão atuou seis vezes contra uma só equipe. Quatorze vezes contra apenas três equipes. Muitos argumentam que faltou competência aos adversários. Mas competência não cabe a ninguém julgar fora de campo. Senão, não é necessário disputar campeonato algum. Basta entregar a taça.

E os nossos campos do interior? A maioria sem drenagem. Gramado sem condições de jogo. Vestiários virtuais. Tudo no intuito de provocar emoção, equilíbrio entre os participantes. Mas as imagens que chegam pela televisão causam tristeza. O campo de jogo é exatamente a regra número 1 do futebol. Como jogar bola se os gramados são irregulares, toscos, medievais? Falta de dinheiro não é justificativa. O gramado do estádio Antônio Inácio vai muito bem, obrigado, pelas mãos do seu administrador, Seu Severino, da Liga de Caruaru. Comprovando que basta carinho e boa vontade dos nossos dirigentes.

Quando o Náutico entregar as faixas ao Sport neste domingo, resta na lembrança um campeonato para ser lembrado. Esquecido nunca. Pelos seus erros e absurdos. Para que algo seja feito para evitar um absurdo maior ainda.

Pela lei em vigor, a fórmula de disputa em 2009 continua a mesma.

O futebol pernambucano decididamente não merece mais um ano de clássicos sem emoções!