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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 23

23.04.08

SE A MODA PEGA...

 

POR ROBERTO VIEIRA

Seis meses de prisão condicional.

Foi a sentença para o atacante holandês-marroquino Rachid Bouaouzan, atualmente no Wigan da Inglaterra, que fraturou a perna do jogador Niels Kokmeijer.

Fratura que encerrou a carreira do adversário em 2004.

A Suprema Corte da Holanda nem deu bola para as regras do jogo.

Visto que, no entendimento da Corte, violações flagrantes da regra do jogo devem ser penalizadas não apenas com um cartão vermelho. 

         http://youtube.com/watch?v=tC_c_71Cbcg

A falta de Rachid foi violenta. Mas faltas violentas como a de Rachid acontecem todo fim de semana no futebol mundial.

Uma delas afastou dos campos por um bom tempo o brasileiro croata Eduardo da Silva.

O agressor Martin Taylor recebeu três jogos de punição, e voltou a dar suas tesouras voadoras livremente.

O julgamento na Holanda abre um precedente.

Um precedente não apenas no futebol, porém em todos os esportes.

Talvez a época dos beques de usina e dos jogadores maníacos por carrinhos esteja chegando ao seu final.

Se não pela vitória da técnica sobre a violência.

Pelo menos pelo medo das grades de uma prisão.

Quem é craque, agradece.

Quem não é, mude de profissão!

O PALCO DO TIMBU X GALO

 

 

Fui buscar uma imagens diferentes.

Umas imagens que mostrassem um pouco do Palco.

A gente que só está acostumado com a platéia.

Antes da partida, os funcionários botam pra funcionar as placas de propaganda.

Máquinas de dinheiro.

 

                    

 

Nas tribunas, Edvaldo da Rede Globo organiza as câmeras e faz uma afirmativa curiosa.

A melhor cabine de imprensa do Brasil não é a do Maracanã.

É a do Estádio do Arruda.

 

                        

 

Nas laterais, o local de gritos e lamentações.

O espaço reservado ao treinador Roberto Fernandes...

 

                

 

... e o espaço reservado ao técnico Geninho.

 

                

 

Por fim, a marca de pênalti.

Cavada, chutada, abençoada, maldita.

Caso seja marcado um pênalti.

Este será o território de Geraldo ou de Petkovic. 

Falta pouco.

Apenas cinco horas.

Trezentos minutos...

 

                         

 

 

RAMBO NOS AFLITOS

 

                  TÚNEL DO ATLÉTICO 

 

 

Por ROBERTO VIEIRA




Hoje, a grande atração nos Aflitos é a estréia de Rambo.

Aos 35 anos, o meia veste pela primeira vez a camisa do galo mineiro. O grande reforço do centenário.

Rambo que surgiu para o mundo nas cores vermelha e branca.

Não do Náutico, mas do Estrela Vermelha de Belgrado.

Ano passado, Rambo jogava pelo Santos. E ajudou a derrotar o Náutico de virada nos Aflitos.

Rambo em campo é quase sempre sinônimo de técnico Geninho no banco.

Foi assim no Vitória, no Vasco da Gama e no Goiás. No Atlético-MG não poderia ser diferente.

Mas uma pergunta paira no ar: Um jogador de 35 anos pode fazer a diferença?

Quando Rambo nasceu o Atlético-MG ainda era campeão brasileiro. E lutava pelo Bi.

O verdadeiro Rambo lutava no Vietnã. A Sérvia era parte da Iuguslávia.

E a Iuguslávia jogava com o centroavante Bajevic. Terceiro lugar na Minicopa de Havelange.

Bajevic que fazia gol de tudo o que é jeito. Que o diga a Bolívia.

O Náutico já não tem Acosta. Acosta que superou a marca de Rambo em campeonatos brasileiros ano passado.

Náutico que é o único dos grandes pernambucanos que não tomou gol de Rambo.

Como o jogo é de jogadores experientes, Rambo terá como companhia no meio de campo adversário, Geraldo.

Geraldo com trinta e quatro anos e correndo o campo todo os noventa minutos.

Pois é, talvez a presença de Geraldo já responda a pergunta.

Aos 34, 35 anos, a velocidade já não é a mesma. Mas a bola sai redonda.

E bola redonda nesses tempos de bola quadrada é artigo raro.

Vale a pena acreditar.

Pra terminar, apenas um detalhe.

Quando Rambo chegou na Bahia, o pessoal achou que Rambo não seria bem aceito na Boa Terra.

Terra de paz. Terra do Gantois. E alguém lhe batizou de Pet.

Um daqueles apelidos de que só o brasileiro é capaz.

Hoje, a grande atração nos Aflitos é a estréia de Pet.

Aos 35 anos, o meia veste pela primeira vez a camisa do galo mineiro. O grande reforço do centenário.

Pet que surgiu para o mundo nas cores vermelha e branca.



ENQUANTO ISSO, NO GALO...

 

O jornal O Estado de Minas está confiante em Petkovic...

 

                          PETKOVIC

 

Reforçado, Galo encara '1º tempo' das oitavas' 

 
Rodrigo Fonseca - Portal Uai


Petkovic e os companheiros treinaram nesta terça na Ilha do Retiro, campo do Sport


A briga por uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil começa nesta quarta-feira para Atlético e Náutico. Os primeiros 90 minutos do confronto serão disputados em Recife, a partir das 9h50, no estádio dos Aflitos. A partida de volta pelas oitavas será disputada na quarta da semana que vem, no Mineirão.

O Galo entra em campo reforçado. O armador sérvio Petkovic e o atacante boliviano Castillo, que não foram inscritos a tempo para a disputa do Campeonato Mineiro, vão estrear com a camisa alvinegra. “A ansiedade é grande. Foi muito bom ter treinado um pouco e me recondicionado. Agora acho que estou bem e só falta o entrosamento com a bola, ritmo de jogo e entrosamento com o time”, disse Petkovic.

No futebol brasileiro desde 1997, quando defendeu o Vitória-BA, o sérvio conhece bem as características da Copa do Brasil e as dificuldades de se atuar nos Aflitos: “É uma competição a parte, é mata-mata. Conheço o Náutico e as dificuldades. Temos que jogar para conquistar um resultado positivo. O grupo está preparado, com moral, confiante, pois conseguiu uma classificação para a final do Estadual”.

A estréia de Petkovic á aguardada com ansiedade pelo torcedor atleticano. Desde o começo da temporada, o Galo procura um jogador para comandar o meio-campo da equipe. Até mesmo os companheiros de clube vivem uma certa expectativa. O goleiro Juninho admite que o time vai mudar um pouco seu estilo:

“Agora, tem um cara que vai armar, pois tivemos um pouco de dificuldade em relação a isso no Campeonato Mineiro. Acredito que o Geninho vai nos pedir uma saída de bola com mais calma, sem pressa de fazer um lançamento direto para o Danilinho. O Pet é um cara que a gente confia. Se jogarmos a bola nele, com certeza, sairão coisas boas”, disse o camisa 1.

Retrospecto

Atlético e Náutico já se enfrentaram 27 vezes, com 17 vitórias mineiras e seis pernambucanas. Em duas oportunidades, estiveram frente a frente na Copa do Brasil. O Galo levou a melhor em ambas. Em 1989, as equipes empataram por 1 a 1 em Recife, mas o Alvinegro ganhou em BH por 3 a 0. Já em 2003, o Atlético venceu os dois jogos: 2 a 1 no estádio dos Aflitos e 3 a 1 no Independência, na capital mineira.

ENQUANTO ISSO, NO VITÓRIA...

 

 

Enquanto Eduardo fala no Vitória, o Vitória só fala na derrota.

Nem sinal de Eduardo e Geraldo nas reportagens.

Levou de 4 x 1 do Bahia. Em casa.

Com o técnico escalando 3 zagueiros e nenhum centroavante.

Abaixo, a matéria do jornal A Tarde...

 

Vitória: Injeção de ânimo neles!


Moysés Suzart, do A Tarde


Por enquanto, o mosquito da dengue não fez vítimas no Barradão. Mas parece que outro vírus, que tira qualquer possibilidade de ânimo nos atletas, se alastrou por toda equipe na reapresentação desta terça-feira, 22. Até no recreativo, atividade física onde a maioria dos jogadores prefere, a falta de motivação era clara, com poucos atletas ensaiando aquele sorriso tímido.

Os médicos rubro-negros não podem fazer quase nada quanto a doença, a não ser com a virose real que atacou os poupados Jackson e Vanderson. Cura mesmo, só no próximo domingo, dia que o técnico Vágner Mancini pode reverter a vergonhosa goleada sofrida diante do rival, por 4 a 1, em pleno Barradão.

Apesar das caras indicarem a falta de motivação no Leão, alguns ensaiam a superação através das palavras. Ney, que assegura não estar passando por uma queda de rendimento, não perdeu as esperanças e já adiantou. “É vencer ou vencer. Nenhum resultado interessa mais. É um momento de superação. Estamos tristes, mas isso não vai adiantar muito. Temos que trabalhar dobrado para conseguir reverter esta situação. Temos que tirar esta nuvem que está nas nossas cabeças”, disse Ney.

Quem mais se destacou no Vitória, no domingo passado, parece ter sido o que mais sentiu na pele com a derrota. Ramon Menezes evitou até curtir a folga de segunda com suas filhas. “Eu tenho vergonha na cara. Meu sentimento é de completa vergonha. Perder para nosso maior rival desta forma, ainda dentro de casa e com a torcida apoiando de uma forma brilhante, é muito vergonhoso. Você não imagina como foi minha segunda-feira. Imagine suas filhas chamando pra ir a praia e você sem clima nem cabeça pra isso? Um jogador que tem estrutura dessa, tem um estádio maravilhoso e uma torcida fiel, tem que honrar a camisa. Mas ainda acredito nos meus companheiros”, confessou.

PROTESTO – Caso o Vitória não consiga a injeção de ânimo, vai receber outro tipo de aplicação, desta vez com protesto na seringa. Na próxima sexta-feira, a torcida rubro-negra em peso vai fazer uma visitinha antes do treino, a partir das 14 horas.

Pela internet, os torcedores espalham a convocação como vírus na rede. No orkut, as principais comunidades rubro-negras já receberam inúmeras confirmações de presença no protesto, que visa pedir explicações para a diretoria, além de exigir raça e dedicação do elenco de Vágner Mancini.

Os organizadores do evento garantiram que a manifestação é pacífica e que a integridade física está assegurada. Algumas organizadas, como Os Imbatíveis, Viloucura e Leões do Orkut prometeram levar cartazes e bandeirões para a Toca.