| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 |

Garrincha vai a linha de fundo e cruza.
Ademir Menezes entra para marcar.
Mas o 'gigante' Manuelzinho se antecipa e espalma.
Manuelzinho, a grande figura do jogo.

criado por Roberto Vieira
14:19:20

José Rosemblit recebe para almoço Rubens Moreira, presidente da FPF, e Silvio Pacheco, presidente da CBD.
Assunto: O jogão do Náutico contra a Seleção Carioca.
Prato: Feijoada.
Diversão: Passos de frevo com Egídio.
O Náutico se prepara para o Torneio de Belo Horizonte.
Na verdade, seu primeiro vôo rumo às grandes conquistas na década de 60.
Torneio que será realizado contra Atlético-MG, Palmeiras e Botafogo.
O Timbu alinha para o prélio Manuelzinho; Cido e Antoninho; Claudionor, Gago e Jaminho; Ivanildo, Hamilton, Ivson, Rubinho e Jorginho.
Os cariocas formam com Hélio; Mirim, Pinheiro e Nilton Santos; Oswaldinho e Dequinha; Garrincha, Rubens, Ademir, Didi e Nívio.
Três futuros campeões do mundo. Sete jogadores da seleção brasileira.
Arbitragem, pra variar, do carioca Gama Malcher.
PS: Na foto Silvio Pacheco ao lado de Abelardo Paraíso, presidente do Náutico e Rubem Moreira.

criado por Roberto Vieira
23:48:06
Por ROBERTO VIEIRA
... carta publicada esta semana nos jornais de Campinas
'Querem me dizer adeus.
Vivem aos cochichos pelos cantos. Pelas salas. Pelas noites.
Têm medo de me ver sofrer.
Pois é triste dizer adeus a quem se ama. Mas, insisto: Querem me dizer adeus!
Amanhã serei saudade, uma nota no rodapé dos livros.
Uma citação.
Estou velho. Sou de um tempo em que se construíam sonhos com as próprias mãos.
Hoje chamam a Odebrecht. Será parente do Bertold?
O Bertold sempre me dizia que não basta ter sido bom quando se deixa o mundo.
É preciso ter deixado o mundo melhor.
E eu, modéstia à parte, deixei.
São quase sessenta anos de um casamento feliz. Outros possuem brincos de ouro.
Eu possuo bodas de diamante.
Mas, se o adeus for melhor para a Ponte Preta, fico feliz. Dever cumprido.
Quando nasci, eu era o Majestoso. Maior que eu apenas o Januário e o Pacaembu.
Eu vi a Ponte crescendo. Ganhando, perdendo, sonhando, sofrendo.
Eu vi Dicá, vi Carlos, Polozzi, Oscar.
E eu acompanhei na distância os três jogos das finais de 1977. Silencioso. Facundo.
Vice.
Não sabem se me vendem, ou se me entregam para ser vendido.
Embora não goste de me sentir um objeto, um escravo, um bem material, de nada adiantariam meus protestos.
Para muitos sou apenas cimento e tijolo. E business.
Que me vendam!
Mas todo mundo tem direito a um último desejo. E eu sou como todo mundo.
Peço aos meninos da Ponte. Ponte a quem eu amo sobre todas as coisas desse mundo.
Eu quero ser campeão paulista de 2008!
Eu quero ser campeão pela primeira e última vez na minha história.
Depois, podem ir de mala e cuia para o Jardim Eulina...
M. Lucarelli

MOISÉS LUCARELLI
FOTO EXTRAÍDA DO EXCEPCIONAL BLOG 'PRÓ-MEMÓRIA DE CAMPINAS' DO ECONOMISTA JOÃO MARCOS FANTINATTI

criado por Roberto Vieira
22:51:27