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A DERROTA DE 50
Por ROBERTO VIEIRA
O campeonato pernambucano aproxima-se do final do primeiro turno. Um final sem final.
Paradoxalmente, emocionante.
Digo paradoxalmente, pois é um campeonato até agora sem clássicos. Um campeonato sem final. Um torneio em que os rivais se combateram de longe. Sem o privilégio do encontro. Encontro que tira as dúvidas. Ou que gera controvérsias. Nada disso vai ocorrer na segunda-feira após os jogos.
Os organizadores e os clubes aplaudirão. É um sucesso! Mas isso não é novidade. O futebol já teve um exemplo inesquecível de um final sem final. Curiosamente o final mais eletrizante da história do futebol.
16 de julho de 1950. Todo brasileiro já ouviu falar. A final da Copa de 50 entre Brasil e Uruguai.
Final que nada!
Pela primeira vez na história das copas, o torneio foi decidido num turno final. Todos contra todos. O Brasil venceu duas partidas. o Uruguai venceu uma e empatou a outra. Na tabela, a rodada final reunia exatamente os dois líderes. Sul americanos. Na outra partida da rodada jogaram os dois europeus, Espanha e Suécia.
Aconteceu assim, por acaso. Como poderia ter acontecido diferente. Se o Uruguai não marca um gol no último minuto contra a Espanha no Pacaembu, o Brasil teria perdido o jogo contra os platinos e seria campeão no saldo de gols. Ou pelo menos teríamos uma partida extra. E a Espanha ainda teria chance na última rodada caso vencesse a Suécia.
Senhores! Havia até a chance de um tríplice empate. Brasil, Uruguai e Espanha.
Emocionante. Imprevisto. Coisas do futebol.
Como a rodada deste final de semana em Pernambuco.
Caso o Sport vença no domingo, tudo como manda o figurino. Como se o Brasil vencesse em 50.
Caso o Sport não vença e o título siga para Rosa e Silva, lembranças de Gigghia.
Emocionante. Imprevisto. Coisas do futebol.
Só uma lembrança a mais. A FIFA nunca mais utilizou tal formato em Copas do Mundo.
Foi a primeira vez, e a última.
criado por Roberto Vieira
14:33:10